Andy Warhol: da Colagem à Formatação do Kaos

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Por Mário Pacheco
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Graciosamente as biografias contam os princípios de criação de Andrew Warhoa nascido em 1928, em Pittsburgh (Pensilvânia) sem idéia sobre pintar "coisas", ele pediu sugestões a quinze pessoas uma amiga de meia-idade respondeu com uma nova pergunta: "do que você mais gosta na vida?" É assim que ele conta como começou a pintar notas de dólar.

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"Se você quiser saber tudo sobre Andy Warhol, simplesmente olhe para a superfície das minhas pinturas e filmes e para mim e aí estou. Não há nada por trás disso". (Andy Warhol)

"Espero que de alguma maneira, de algum modo você goste deste pequeno show/Sei que chegou tarde, mas esta é a única maneira que conheço/Olá, sou eu — boa noite! Andy... Adeus, Andy". (Lou Reed/John Cale)

Lá na frente, você descobre que Warhol foi a eminência parda do ‘glitter do rock teatral’ e fundador do punk nova-iorquino e co do punk bretão já que Malcon Maclaren era um de seus asseclas. Poucos artistas estrangeiros exilados na ‘Grande Maçã’ em meados das décadas de 60 e 70 absteram-se de conhecer ou mostrar suas criações a Andy Warhol.

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Formado em Pittsburg em desenho gráfico e publicidade, chegou a Nova York em 1949 e, no início dos anos 50, já estabelecido como artista, Andy Warhol começou a garimpar preciosidade sua conta bancária era engordada por desenhos industriais e trabalhos publicitários que fazia regularmente adquiriu, então, móveis antigos e pequenos trabalhos de Miro, Magritte e Toulouse-Lautrec.

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Antes de começar a pintar Andy Warhol se dedicou à publicidade, atividade que exerceu com tanta perfeição que reformulou a linguagem das campanhas promocionais com sua proposta plástica e cinematográfica.

Ganhou várias vezes seguidas o ‘Art Director Club Award’ pela originalidade de seus trabalhos e sua contribuição ao mundo publicitário.

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O maior gênio mercadológico da pop-art, o homem que mais entendeu a mídia americana conseguiu: muito dinheiro e, para alguns, uma arte das mais importantes do século.

Um dos mais influentes marchand da segunda parte do século XX, Leo Castelli (seu verdadeiro nome era Leo Krauss, 1908-99), descobriu, investiu e promoveu ao reconhecimento internacional novos pintores americanos da década de60, como Andy Warhol/Jasper Johns e Robert Rauschenberg.

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Leo Castelli se recusava a trabalhar com artistas consagrados, como Picasso.

Durante décadas ajudou a promover a arte pop, que lançou conceitos como o minimalismo, conceitualismo e o neoexpressionismo, organizando as primeiras exposições de Jasper Johns, Frank Stella e Roy Lichtenstei contribui também para a consagração de nomes como Andy Warhol, Cy Twombley, Ellsworth Kelly, Donald Jedd, Dan Flavin e Joseph Kosuth.

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Já em 1952, é realizada a sua primeira exposição e a consagração acontece dez anos depois em 1962 quando Andy Warhol realiza uma série de pinturas de notas de um dólar (uma das telas foi vendida em 86 num leilão em Nova York por 385 mil dólares, o maior preço já alcançado por um de seus trabalhos em vida!) neste ano, funda a revista "Interview", na qual apareciam as personalidade da vida noturna nova-iorquina.

Rico, famoso e excêntrico, por mais de 15 minutos, começa a afastar-se do mercado publicitário interessa-se especialmente por art déco e prataria, que passa a comprar em grande escala.

Ao expor suas famosas embalagens das latas de sopa Campbell Warhol confirmava então a nova arte fruto de um questionamento intenso entre o lugar da arte e a banalidade do mundo.

Mas com essa banalidade aparente e a colocação da arte nesse espaço Warhol consegue tanta fama que passa até a cobrar por suas aparições em público ele sente e percebe muito bem que vive no país e na época do capital, do consumismo, e que o povo norte-americano vê arte em qualquer tipo de coisa consumista, por mais frívolo e medíocre que fosse o objeto em questão os sucessivos avanços da ciência e da tecnologia, fatos e coisas portáteis invadindo as ruas e a imaginação de toda uma nação, a televisão, o cinema, os confrontos existenciais, tudo isso fora matéria a lapidar pelo olho e pela mão de Warhol, com conotações críticas, irônicas e sobretudo artísticas no sentido de filtrar bem um momento da história para ser parte dessa história com uma nova visão de arte.

Segundo Warhol "um artista é alguém que produz coisas que ninguém precisa ter, mas que ele, por alguma razão, pensa que seria uma boa idéia oferecer às pessoas".

Mundanamente sem conotações políticas em seu trabalho, Warhol sempre gostou de meter os seus pincéis nas imagens simbólicas nem mesmo uma crítica à sociedade de consumo, sempre fiel ao seu estilo: um pintor mundano muito querido na sociedade.

Solteiro, Warhol vivia com a mãe em um luxuoso apartamento em Upper East Side, Nova York fora sempre uma pessoa tímida nunca deixou de ir à igreja e confessava-se admirador absoluto da liturgia entrar na casa de Warhol era como passear por uma loja de doces, podendo escolher tudo o que sempre se desejou comprar.

Um grande colecionador de arte, dono de um acervo de 10 mil objetos reunidos em casa, imensa variedade de peças, pinturas, desenhos, mais de 120 pequenas jóias, entre broches, braceletes e pendentes, 300 relógios, dezenas de ‘portraits’, bustos, incluindo um de Degas, estatuetas – entre as quais uma de Renoir, brinquedos, os famosos copos de Ronald Mcdonald, que, como ele previa, seriam ícones de uma época, valorizados no futuro.

Objetos indígenas e africanos, mobiliário americano do século 19, com dezenas de peças, do sofá chippendale ao par de clássicos espelhos antigos, dos candelabros estilo rococó-americano à escrivaninha George II ou as pinturas acadêmicas de grande mestres dos século 19 e obras de artistas contemporâneos, como Jasper Johns, Roy Lichtenstein e Robert rRuschenberg, esculturas — é interminável a lista do acervo do artista todos os objetos têm um aspecto artesanal que parecia fascinar Warhol arrematados nos antiquários de Nova York e em constantes visitas aos ‘marchés aux puces’, de Paris, seus celeiros preferidos para comprar.

Nas peças ligadas à arte folclórica — como máscaras africanas e os 80 cobertores de tribos indígenas americanas – é possível rastrear os caminhos que, através dos séculos, conduziram à moderna arte pop americana.

Um homem de vanguarda, anticonformista por concepção, artista plástico, cineasta (perante o crítico "Andy Warhol, como cineasta, significa a manipulação do tempo, a ruptura da narrativa e a trangressão sob o signo do tédio já que ninguém tem saco dever suas longas jornadas consideradas monótonas"), jornalista (sua tez pálida e clerical se estampava nas capas de jornais, revistas e cartazes arrasando ou abençoando), editor, gravador e fotógrafo (obssessivo) em boa parte do seus 58 anos viveu cercado de objetos antigos e logotipos, fotos de jornais e de revistas colecionados compulsivamente.

Morreu dormindo num domingo no hospital da universidade de Nova York hospitalizado para uma operação na vesícula, Andy Warhol sofreu uma parada respiratória fatal no dia 22 de fevereiro de 1987 tinha sido operado da vesícula e aparentemente sofreu um ataque cardiopulmonar enquanto dormia.

Depois da sua morte, vários aproveitadores tentaram imitar o seu estilo, mas não conseguiram chegar nem perto de sua genialidade até seu irmão começou a pintar depois de sua morte.

Adepto do credo vanguardista duchampiano onde a provocação se torna o ‘sine qua non’ do ato artístico implodiu as belas artes aproximando-se das artes pop – cinema, rock’n’roll, iê-iê-iê, televisão e mídia e multimídia em geral um dos fundadores da pop arte nos estados unidos, Warhol foi um ícone na arte norte-americana retratou, friamente, personalidades produtos com a indiferença de uma máquina; afirmou, inclusive, que gostaria de ser máquina muita gente – artistas, críticos – considera sua obra medíocre, destacando apenas sua participação na área de marketing.

A publicidade, segundo estudiosos de Warhol, levou a fazer uma arte sem estilos ou emoção forma e conteúdo traduziam o ritmo devida norte-americano, a automaticidade do cotidiano, a geração do descartável e das garrafas de coca-cola, latas de sopa Campbell’s, caixas de detergentes Brillo e o esfuziante mundo dos out-doors e do néon, uma requintada dosagem de non-sense em seus quadros e serigrafias totalmente vinculada à idade tecnológica e marcada pela máquina nos Estados Unidos.

Eleger (ou ser eleito para retratar) ícones da atualidade dar um show como retratista, pintava por encomenda – cobrava 25 mil dólares por retrato.

Warhol não estava interessado em idéias mas em objetos: dinheiro, telefones, caça-níqueis, garrafas, latas, e ídolos em objetos ele transformou personalidade de todos os segmentos da vida norte-americana, chegando a confundi-las com embalagens de produtos tão comuns quanto elas – Marylin Monroe (sua morte em 62 inspira os retratos, ícones e lábios) de "rostos famosos por serem famosos": Dick Tracy, Natalie Wood, Liz Taylor, Jackie Kennedy, Marlon Brando, Mao Tsé Tung, Elvis Presley, Pelé, situações sociais "depressivas" (batidas de automóveis, cenas de suicídio, cadeiras elétricas (para a confecção da série de pinturas "Death in America", Warhol passou dias na biblioteca pública de Nova York para encontrar a imagem da cadeira elétrica - objeto de grande carga ideológica, usada para executar o casal Julius e Ethel Rosenberg – 1951), conflitos com policiais, explosões de bombas de hidrogênio etc...

No brasil, em abril de1986 através da Galeria Papier e pagando 800 dólares, 20 dias depois de encomendado e pelo correio, você recebia uma serigrafia de Andy Warhol.

Andy Warhol apresentou o conjunto Velvet Undrground no seu ambiente de discotek de 1966, a ‘The exploding plastic inevitable’, não muito depois, os cineastas Bruce Conner e Robert Nelson, de San Francisco, estavam fazendo shows de luzes nos auditórios Avalon e Fillmore (templos do rock), pontos de partida para os ‘light-shows’ e do rock teatral.

Dentro da Factory, ateliê cuja fantasia era a criação coletiva, quando precisava esvaziar a mente para pintar Andy Warhol ouvia discos de rock no último volume, ligava o rádio para ouvir ópera e deixava a tevê ligada sem som tudo ao mesmo tempo —; eu ainda descascaria uma banana!

Andy Warhol, que entrevistou Truman Capote e também era um assíduo dos rituais do Studio 54 deixava o entrevistado falar ininterruptamente, enquanto o gravador nada registrava do que Warhol dizia, pois falava baixo e furtava-se a qualquer malabarismo da oralidade a primeira exposição individual de Andy Warhol em 1952, trazia desenhos baseados nas histórias de Truman Capote.

Pré-punk, cabelo roxo e lábios verdes eram comuns aos astros do cinema undrground de Andy Warhol, cuja elite da contracultura girava em torno das festas e de sua efígie.

Nas colunas sociais do jet-set da capital do planeta capitalista: Debby Harry e Chris Stein os líderes do Blondie aparecem fotografados juntos a Andy Warhol e Truman Capote.

Em 1986, o marchand Hans Mayer, observando o layout dos anúncios que a Mercedes publicou comemorando o centenário da invenção do automóvel, Mayer pensou que talvez a Mercedes se interessasse em pagar Warhol para criar serigrafias sobre carros a empresa encomendou na hora quatro pinturas em maio daquele ano, Andy Warhol entregou quatro telas dando a sua versão do primeiro carro esporte fabricado pela Mercedes: o 300 SL coupê, de1952.

Encantada com o resultado, a Mercedes assinou em setembro de1986 um contrato com Warhol, aceitando de bom grado sua sugestão de retratar a história do automóvel apenas a partir de modelos da empresa as três telas que foram criadas nas duas últimas semanas de vida do artista, provam mais uma vez o grande talento colorístico de Andy Warhol nove modelos geraram 47 obras pictóricas diferentes as variações são cromáticas, ora em tons pastéis, ora em cores primárias.

A base de todos os trabalhos é a serigrafia Andy Warhol mais uma vez pintou e desenhou sobre as telas previamente impressas em "silk screen" o contorno das figuras muitas vezes foi feito em cores mais claras e luminosas do que o fundo num procedimento caro ao artista.

O 11 de setembro americano, novamente trouxe a saga desenfreada e consumista de Andy Warhol que está mais vivo do que nunca — você liga a tela da Rede Globo e os retratos serigrafados abrem a novela "Agora é que são elas".

Brasília, expõe a sua ‘Polaroids’ e não sabendo a quem contrariar não exibem um Andy Warhol não tão catalogado e exposto: seus retratos de "flagrantes sexuais" de gays e de travestis em pleno ato fotos estas que abrem sites gays ou são vendidas nos ‘hard sites’ da Web.

Apesar de se considerar homossexual, abdicou do sexo porque, segundo ele, tirava-lhe tempo tornou-se um ‘voyeur’ através de uma câmera de cinema ou fotográfica e partiu para os temas mais "alucinados": — Posso fotografá-lo nu?


FILMOGRAFIA ALTERNATIVA

"Aqueles que andavam com o Andy eram todos uns idiotas drogados", diz Paul Morrissey que dirigiu todos estes filmes "fiz os filmes para mostrar como eram estúpidos".

SLEEP, 1963. Mostra, em seis horas de duração, John Giorno, amigo de Warhol simplesmente dormindo... Nas recentes exibições mantém a projeção a 16 quadros por segundo e são exibidos "apenas" 42 minutos de filme, que já é um delírio. Estética de Andy Warhol de que o olhar implacável da câmera pode romper comportamentos normais e forçar uma resposta específica;

BLOW JOB, 1963, 35 minutos, silencioso (o registro de um ato de sexo oral em que se vê apenas o primeiro plano de um jovem ator anônimo).

KISS, 1963. Com Baby Jane Holzer e Gerarde Malanga: dois dos novos superastros criados por Warhol mostra quase uma dúzia de pessoas, numa sucessão de beijos que dura 58 minutos.

HAIRCUT, 1963.

EAT, 1963. 39 minutos silencioso (o ator e artista plástico Robert Indiana come meticulosamente um cogumelo frente à câmara, evocando retratos de santos feitos pelos pintores flamengos no século 15).

EMPIRE, em 1964, Warhol filma oito horas de um quadro parado do Empire State Building ele queria mostrar a "vida sob o olhar de um defunto".

TARZAN AND JANE REGAINED ... SORT OF, 1964

DANCE MOVIE/ROLLER SKATE, 1964

BLOW JOB, 1964

BATMAN DRACULA, 1964

SALOME AND DELILAH, 1964

SOAP OPERA, 1964 (co-dir.)

COUCH 1964

13 MOST BEAUTIFUL WOMEN, 1964

HARLOT, 1964

‘THE LIFE OF JUANITA CASTRO’ de 1965. 65 minutos, sonoro (sátira a Fidel, seu irmão Raul e Che Guevara são interpretados por mulheres.

POOR LITTLE RICH GIRL, 1965

SCREEN TEST, 1965

VINYL, 1965

BEAUTY #2, 1965

HORSE, 1965

MY HUSTLER, 1965

CAMP, 1965

AFTERNOON, 1965

SUICIDE, 1965

DRUNK, 1965

BITCH, 1965

PRISON, 1965

SPACE, 1965

THE CLOSET, 1965

‘HENRY GELDZAHLER’, de 1965. 90 minutos, silencioso (o curador de arte nova-iorquino fuma um interminável charuto).

‘TAYLOR MEAD’S ASS’ (1965).

FACE, 1966

OUTER AND INNER SPACE, 1966

THE 14-YEAR OLD GIRL/HEDY/HEDY THE SHOPLIFTER, 1966

MORE MILK YVETTE/LANA TURNER, 1966

THE VELVET UNDERGROUND AND NICO, 1966

KITCHEN, 1966

LUPE, 1966

‘CHELSEA GIRLS’, de 1966, 210 minutos, sonoro (nova-iorquinos drogados e ensimesmados, viajando em seu próprio mundo, enquanto os Estados Unidos lutavam no Vietnã)

I'M A MAN, 1967

BIKE BOY, 1967

NUDE RESTAURANT, 1967

****/FOUR STARS/24-HOUR MOVIE, 1967

THE LOVES OF ONDINE, 1968

‘FLESH’ (1968 - produtor) ano da "aposentadoria" de Andy Warhol como cineasta underground neste ano, o artista sobreviveu a um atentado praticado pela feminista Valerie Solanis, que lhe desferiu três tiros foi assim que ela, que mantinha uma tempestuosa relação de amizade com Warhol, paradoxalmente garantiu seus 15 minutos de fama sua história virou o filme: "um tiro para Andy Warhol" ("I shot Andy Warhol", eua, 96), longa de estréia de Mary Harron.

LONESOME COWBOYS, 1968

BLUE MOVIE/FUCK, 1969

TRASH, 1970 (producer)

HEAT, 1972 (producer)

WOMEN IN REVOLT, 1972 (co.dir. with Paul Morrisey)

L'AMOUR, 1973 (co.dir. and co-script with Morrisey)

ANDY WARHOL'S FRANKENSTEIN/FLESH FOR FRANKENSTEIN, 1974 (producer)

ANDY WARHOL'S DRACULA/BLOOD FOR DRACULA, 1974 (producer)

UNDERGROUND AND EMIGRANTS, 1976 (actor)

ANDY WARHOL'S BAD, 1977 (producer)

AN UNMARRIED WOMAN, 1978 (art collab.)

COCAINE COWBOYS, 1979 (actor)

THE LOOK, 1985 (actor)

VAMP, 1986 (contrib. art)

SUPERSTAR: THE LIFE AND TIMES OF ANDY WARHOL, 1991 (documentary)


CURTA BIBLIOGRAFIA

Na Alemanha, no final de 1982, Warhol lança o livro ‘Andy Warhol das graphische werk 1962-1980’, que dá uma geral na sua carreira, e inclui retratos de Mick Jagger, Pelé, Mao-Tsé-Tung, um filme em 3 dimensões e incontáveis loucuras visuais.

1988, seis volumes do catálogo da exposição dos dez mil objetos vendidos ao público pela Sotheby’s de Nova York, são colocados à venda em livrarias a 95 dólares, o volume, o público se dava por feliz com a oportunidade de conhecer a coleção – e o estilo – de Andy Warhol.

Andy Warhol por Wayne Kostenbaum. Editado por Penguin Lives.

61/63, primeiro volume do catálogo "raisonné" projeto de catalogação das 15 mil obras de Andy Warhol. Trabalho começado a quase 20 anos, o sexto e último volume só deve sair em 2013.


CAPAS/DISCOS/HOMENAGENS

Stick Fingers (LP 1971) dos Rolling Stones. A calça jeans cortada nas pélvis: indica que os temas do discos devem ser curtidos pelas vísceras e outros "membros"...

Hunky Dory (lp 1972) David Bowie grava a memorável homenagem "Andy Warhol".

A reação do público nova iorquino à apresentação da peça "The rise and fall of Ziggy Stardust’ foi excelente, tendo David Bowie convencido os muitos céticos e o próprio Andy Warhol que, apesar do seu status, se viu impedido de contatar com a ‘star’ rodeada de um segurança paramilitar.

Love You Live (1977) dos Rolling Stones. A capa antropofágica de Warhol: Mick "Lábios de Borracha" morde uma mão alheia.

Songs for Drella (LP 1990) Primeiro disco em conjunto de Lou Reed e John Cale em mais de vinte anos. Tributo a Drácula e Cinderella o apelido Drella pelo qual era conhecido Andy Warhol. O disco? Uma obra-prima.

Welcome to the monkey house (CD 2003) dos Dandy Warhols, quarteto surgido nos Estados Unidos em meados da década de 90. Capa e ar sorumbático copiados do Velvet Underground!


ALGUMAS EXPOSIÇÕES

Abril/maio de 1988. Sotheby’s de Nova York, leiloa tudo o que Warhol recolheu em suas andanças como consumidor – ele fazia compras virtualmente todo dia.

Outubro de 1988. "Cars" - Guggenheim de Nova York primeira exposição em um museu americano desde sua morte em fevereiro de 1987 "Cars" foi também seu último grande negócio.

Fevereiro de 1989. Com mais de 300 trabalhos espalhados por dois andares, com um programa de acompanhamento com filmes, trata-se da mais ambiciosa exposição individual no Museu de Arte Moderna de Nova York, desde a retrospectiva de Picasso, em 1980.

Diante dos quadros da cadeira elétrica - um aviso no assento pede silêncio, reconhecendo a presença de um público ávido neste ritual de morte, chamando a atenção tão bem para o silêncio que mesmo as vacas leiteiras de Warhol – impassivas e anônimas – parecem precisar. Correu o mundo, passando por Nova York, Chicago, Inglaterra e Milão.

Junho de 1990. Andy Warhol System, Pub, Pop, Rock. Paris. Para a ocassião, entre os vários convidados estavam Lou, John, Maureen Tucker e Sterling Morrrison, a linha original do Velvet Underground. Sem nada planejado, eles tocaram juntos pela primeira vez desde 1968.

Agosto de 1990. Museu Nacional de Arte Moderna Centro George Pompidou Paris. Má acolhida em Londres com verdadeiro "malho" da crítica inglesa a exposição foi revitalizada pelos franceses.

Novembro de 2000 a casa de leilões Sotheby’s leiloa ‘Marilyn Monroe’ pequena peça redonda de 1962 por US$ 2,75 milhões, enquanto que a lata grande de sopa Campbell superou o valor estimado de US$ 1 milhão, e foi arrematado por US$ 1,08 milhão.

Janeiro de 2001 exposição "Andy Warhol – photography" no international Center of Photography, traz serigrafias e retratos de pessoas ricas e famosas e grande quantidade de materiais visuais, reunidos no baú do pintor.

Fevereiro de 2001 a maior exposição européia dedicado a Andy Warhol. Castelo Ursino de Catânia, na Sicília, Itália. São 130 quadros de diferentes formatos e técnicas, incluindo duas variações em rosa e preto da ‘Última Ceia’ de Leonardo da Vinci, feitas por Warhol três meses antes de morrer. Há também uma dezena de exemplares em várias cores da famosa sopa Campbell, seis retratos de Mão-Tsé-Tung, quatro de Che Guevara e um auto-retrato do pintor pop.

No final de 2001, a gravura "Little Eletric Chair" (Pequena Cadeira Elétrica) atingiu o preço recorde para o artista: US$ 2,3 milhões em um leilão em Londres.

Junho de 2002. Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles. Megaexposição lembrando os 15 anos de sua morte.

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Sobre Mário Pacheco

Este corpo nasceu em Osasco/SP e desde dezembro de 1975, mora em Brasília. Em 1982, comecei fazendo fanzines, depois livros, cds e vídeos. Há um ano, assino e faço a edição de textos do site www.dopropiobolso.com.br.

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