Melanie Klein: Não é psicanálise, mas é uma "doidera" pura
Resenha - Análise do Caos - Melanie Klain
Por Junior Frascá
Postado em 06 de setembro de 2016
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Melanie Klein foi uma psicanalista austríaca, falecida em 1960, da era pós-freudiana, tendo sido responsável pela criação da teoria Kleiniana da psicanálise, que não vem ao caso aqui comentar. Todavia, embora tratemos aqui de música, talvez tenhamos que nos socorrer da referida ciência para entender um pouco da sonoridade "maluca" do quinteto que em seu nome homenageia a senhora acima citada.
Isso porque Duzinho (vocal), Viola (guitarra solo), Chapolim (guitarra base, arranjos e backing vocals), Vick (baixo) e Pedro (bateria) resolveram inovar quando criaram a banda, pois tudo aqui foge dos padrões pré concebidos dos diversos estilos da música, não só do rock. Há elementos que vão do funk (o original) ao thrash metal, do hardcore e punk ao soft rock, sendo impossível classificar o som da banda dentro de algum subgênero já existente.
E mesmo com essas vastas influências, e o clima de inquietação que permeia o trabalho, é possível perceber que a banda tem uma identidade sonora, lapida por uma temática lírica ácida, com letras inteligentes (a abertura com "Desrespeitável Público" mostra bem o que se seguirá dali para frente) e muito bom gosto nas composições.
"Abençoados por Deus" e "Diálogo", por exemplo, são faixas que trazem bem clara a diversidade sonora da banda, com várias mudanças de andamento, muito peso, e linhas vocais que variam entre o falado e o cantado, o lírico e o gutural, de forma bem natural.
E assim como a banda traz faixas mais experimentais, como "Fé Cega", "Reflexão" (que letra!) e "Cartas de Um Suicida", que representam verdadeiros monólogos, sendo soturnas e pessimista, temos porradas ultra agressivas, como "Lavagem Cerebral" e "Guerra", que fazem cair o queixo de que curte thrash metal e hardcore.
E, além disso, temos aqui uma ótima produção, feita por Fabio Dias e pela própria banda, que fazem de "Análise do Caos" uma excelente estréia, de uma banda que tem todos os predicados para conseguir um lugar de grande destaque na cena.
Análise do Caos - Melanie Klain
(Independente - 2016)
1. Desrespeitável Publico
2. Abençoados por Deus
3. Diálogo
4. Fé Cega
5. Guerra
6. Marcas do Abandono
7. Lavagem Cerebral
8. Cartas de um Suicida
9. Colera-Nação
10. Rede Social
11. Análise do Caos
12. Reflexão
Outras resenhas de Análise do Caos - Melanie Klain
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Último show do Black Sabbath foi "estranho", segundo Tony Iommi
Os 20 melhores álbuns de rock e heavy metal lançados em 1987, segundo a Louder
Quem é Karl Brazil, novo membro da banda de Tony Iommi
O clássico do Iron Maiden em que Bruce Dickinson alcançou a nota mais alta da carreira
O pior disco que Floor Jansen gravou ao longo de sua carreira
Tony Iommi anuncia o disco "From the Dark", que conta com participação de Jorn Lande
Rhapsody Of Fire e Masterplan anunciam turnê pela América do Sul com dois shows no Brasil
Nova turnê do Evanescence deverá terminar na América do Sul em 2027
"Extremamente orgulhoso": Jorn Lande fala sobre participação em álbum de Tony Iommi
Left To Die, o supergrupo tributo ao seminal Death, lança seu primeiro disco
A canção do Led Zeppelin que Robert Plant disse ser "rock progressivo enlouquecido"
Tony Iommi falou com Ozzy Osbourne na noite anterior à morte do vocalista
5 clássicos do rock vítimas do próprio sucesso, segundo a Far Out Magazine
O cantor que Robert Plant definiu como único, eterno e maravilhoso
Como o Brasil ajudou Peter Frampton a criar um hino roqueiro de rebeldia
Quando Neil Young disse que "para o bem ou para o mal, o rock'n'roll é o Guns N' Roses"
Roadrunner: os álbuns mais desprezados de todos os tempos



"Transpiração Contínua Prolongada" levou skate, rua e atitude para o topo do rock brasileiro
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



