Garimpeiro das Galáxias: entrevista com Nik Seren, vocal da banda sueca Hong Faux
Por Nino Lee Rocker
Fonte: Garimpeiro das Galáxias
Postado em 30 de abril de 2015
Trocamos uma ideia com Nik Seren, guitarra e vocal da banda Sueca Hong Faux, que tem subido vertiginosamente rumo ao reconhecimento definitivo na Europa e alça voos cada vez mais altos para o resto do mundo.
A imprensa se divide em categoriza-los como uma banda de ecos grunge e de sangue stoner, mas vai muito além de uma simples descrição, sentir como eles manuseiam essas influencias com um toque mágico e único de belas melodias pop os torna únicos e viciantes, e não é a toa que estão sendo incensados e nesse caso não parece que a inspiração vai parar num primeiro e bem sucedido disco, esses caras vão longe.
O que serviu como influencia na sonoridade da HONG FAUX ?
Nik - Somos quatro caras com gostos musicais diferentes, desde os BEATLES a Death metal. O som é uma reflexão sobre a forma como achamos que a nossa própria música deve soar. Queremos ser hard e soft ao mesmo tempo... Tentamos criar um som que conecte a nossa diversidade.
Como vocês reagiram quando a revista Classic Rock exaltou a banda na coluna "Immense new band"?
Nik - Foi impactante!! É sempre uma boa sensação quando alguém importante concorda com aquilo que você está fazendo :)
Isso foi um incentivo poderoso, por isso foi ótimo e surpreendente ver o que a Classic Rock achou.
O impacto do primeiro disco "The Crown That Wears The Head" foi grande, as coisas aconteceram muito rápido para a banda,passaram a tocar em rádios de toda Europa, começaram a chamar a atenção, conquistaram mais publico, shows maiores, festivais, mudança de vida na estrada, turnês em outros países, como isso refletiu em vocês?
Nik - As coisas se moveram realmente muito rápido depois de "The Crown..." e nós apreciamos cada minuto. Estamos adorando viajar e viver na estrada,Estamos curtindo conhecer novas pessoas e ver novos lugares. E é uma grande sensação apertar a mão de todos os fãs que nos encontramos.
Me conta um pouco dessa relação com Anders Friden (In Flames) que apadrinhou a banda e passou a trabalhar direto com vocês.
Nik - Anders entrou em contato conosco e disse que amou a nossa música e que queria trabalhar conosco, ele é um grande músico e uma grande pessoa, aceitamos no ato. Entre os intervalos das tours do "In Flames" ele trabalha muito conosco e nos ajuda a seguir em frente com uma convicção muito forte.
A banda passou por muitos países como a Alemanha, Áustria, Suíça, Inglaterra e Holanda... são pessoas de diferentes culturas, tem alguns desses países que vocês considerem de receptividade mais calorosas do que outros?
Nik - Na verdade todos os países são diferentes, mas nós realmente gostamos de tocar no exterior, especialmente na Alemanha e na Áustria, onde temos sido extremamente bem recebidos.
Nik - Nossa realidade ainda é diferente, uma noite tocamos para 200 pessoas e na noite seguinte para 2 mil ou 6 mil, é uma gangorra para cima e para baixo, é um momento legal de inicio onde as coisas ficam mais próximas de você, os shows menores possuem aquela intimidade única e você pode ouvir as pessoas cantando junto na frente...
Percebo que a banda gosta de trabalhar com rapidez no processo de composição e de estúdio, não gostam de perder muito tempo em alguma canção inacabada, há uma forte vontade criativa nisso, pelo que sondei vocês já tem mais de 80 músicas guardadas, em poucos anos de vida já lançaram ótimos EP'S, um grande álbum... e por falar nisso, como estão as preparativos para o novo lançamento?
Nik - Você tem razão, tem que trabalhar rápido, não gostamos de perder tempo. O novo álbum já está completo, vamos lança-lo no outono de 2015 e começar a turnê, e já escrevi uma boa parte do próximo álbum também. Mas de 2015 e 2016, haverá uma turnê gigantesca.
O termo grunge as vezes aparece de forma forte nos comentários sobre a banda, eu não acho que especificamente seja uma banda a ser rotulada como grunge, o HONG FAUX é muito ampla criativamente, mas "Deathmatch" é uma música que tem ecos de Seattle, é inegável. O que mais chamou sua atenção na cena Seattle na década de 90?
Nik - Quando a cena de Seattle estava acabando. Eu acho que muitos de nós fomos tocados, tudo aquilo que aconteceu lá foi tão legal e profundo, tanto musicalmente quanto emocionalmente. Havia muita coisa fraca na cena finaleira do rock nos anos 80, e a onda grunge veio com aquela coisa mais "classe trabalhadora" era nitidamente mais real, grandes músicos e boas canções.
É bem ousado quando uma banda desafia e encara o som mais pesado como vocês fazem, os fãs de estilos como o Stoner costumam ser bem radicais e vocês não possuem receio de injetarem nessa veia de influencias pesadas um grande recheio de belas melodias pop.
Nik - Nino, nós realmente tentamos não ter medo dos elementos pop e olhamos sempre para o fato de tornar a canção o melhor possível, sem nos preocuparmos com o que os roqueiros vão dizer. Nós fazemos a música que amamos, e até agora as outras pessoas têm amado também.
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