Diamond Plate: Thrash sujo e agressivo como nos anos 80
Resenha - Generation Why? - Diamond Plate
Por Junior Frascá
Postado em 09 de setembro de 2011
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Formado em 2004, nos subúrbios de Chicago, nos EUA, o DIAMOND PLATE é mais uma das grandes promessas da NWOOSTM (New Wave Of Old School Thrash Metal), e mais uma descoberta da gravadora Erache Records, que sempre revela grande bandas (e que infelizmente quase nunca licencia seus produtos para o mercado brasileiro).

E a banda, formada por músicos muito jovens (na média de 19 anos) tem causado furor no underground metálico, com shows muito energéticos, e já tendo aberto shows para bandas do cacife de BEHEMOTH, GOJIRA, EXODUS, D.R.I., OVERKILL, JOEY BELLADONNA e DESTRUCTION, sendo considerada por alguns como a maior revelações dessa nova safra de bandas de thrash metal. E após dois EPs ("At The Mountains of Madness" -2008 e "Relativity" – 2009), a banda chega a seu debut, que tem tudo para cair nas graças dos thrashers mundo afora.
Apesar da capa mais "moderninha" do trabalho, que pode enganar os desavisados, o som da banda é bem sujo e agressivo, remetendo-nos direto aos anos 80, tendo momentos mais diretos e pesados, e outros mais técnicos e brutais, mas sempre recheado de riffs marcantes, dignos das melhores bandas do estilo, o que é imprescindível para o sucesso de bandas que se aventuram nos meandros do thrash metal. O único senão fica para os vocais de Jon Macak (que também é o responsável pelo baixo), que soam muito forçados e agonizantes, sendo pouco variados ao longo do play, tornando algumas passagens mais enjoativas, e é algo a ser repensado para os lançamentos futuros da banda.
Mas mesmo assim, o álbum é realmente muito bom, e possui músicas matadoras, como a brutal faixa título, a eletrizante "Pull the Trigger" (totalmente influenciada por EXODUS), além das já conhecidas "Relativity" (com destaque para os riffs de guitarra) e "At the Mountais of Madness", a melhor de todas, com suas variações de tempo espetaculares, e um refrão no melhor estilo ANTHRAX.
O DIAMOND PLATE, como a maioria destas novas bandas deste revival do thrash metal, não traz nada de novo ao estilo, mas faz um som saudosista e de muita qualidade, com amor ao estilo, e merece ser conferido. Mas daí a ser a maior revelações da nova safra, que tem, dentre outras, bandas excepcionais como HAVOK, LICH KING, GAMA BOMB, MUNICIPAL WASTE e VIOLATOR, é um grande exagero...
Generation Why? – Diamond Plate
(2011 – Erache Records - Importado)
Formação:
Jim Nicademus - Drums
Jon Macak - Vocals and Bass Guitar
Mario Cianci - Rhythm Guitars
Konrad Kupiec - Lead and Rhythm Guitars
Tracklist:
01. Entertainment Today
02. Generation Why?
03. Pull The Trigger
04. Tomb With A View
05. Fool's Paradise
06. Relativity
07. Waste Of Life
08. Casualty Of War
09. More Than Words
10. At The Mountains Of Madness
11. Empire Tomorrow
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Roger Waters detona Mick Jagger e diz que astro só pensa no físico e no próprio saldo bancário
Falling in Reverse lança "Joseph" com Corey Taylor e Serj Tankian em colaboração inédita
Abbath cancela shows de 2026 e pede desculpas aos fãs e festivais
O mito em torno de Raul Seixas que Regis Tadeu diz que precisa acabar
Loudwire coloca álbum do Angra como "melhor álbum de progpower" da história
Baterista do Linkin Park toca música do Iron Maiden que nunca havia escutado
Brasileiros superestimam o Sepultura? Canal disseca mudança do show de despedida
A criança que irritou Joey Ramone a ponto de inspirar um clássico dos Ramones
O álbum clássico do rock que Ed Motta comprou escondido por ser coisa de playboy
Brian May (Queen) admite ter mudado de ideia em relação à IA
O álbum do Pink Floyd que David Gilmour gostaria de apagar completamente da memória
Mortiis, ex-Emperor, volta ao Brasil para show em São Paulo
Dave Mustaine mudou de vida depois que se converteu; "Deus me enviou para o AA"

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?


