Atarka: Pode dar muito certo ou muito errado, vamos aguardar
Resenha - Get Drunk, Get Happy! - Atarka
Por Douglas Silveira
Postado em 28 de dezembro de 2016
Quando falamos ou ouvimos sobre Folk Metal, logo pensamos no consumo de bebida, mitologia nórdica ou piratas, como o Korpiklaani ou Alestorm por exemplo.
O Atarka vai nessa onda, mas não se restringindo a um tema apenas, as letras abordam de tudo, saques piratas, baralhas vikings, dançar em uma taverna com hobbits bebendo um canecão de cerveja. Riffs poderosos de guitarra com uma bateria rápida, seca e objetiva, baixo com distorções e levadas clássicas do folk e um teclado duvidoso, que de alguma forma, combinou perfeitamente com a proposta da banda.
Durante as gravações a banda sofreu uma mudança de formação que não os impediu de lançar seu álbum, seu álbum bem diferente e característico do nome Atarka.
O CD começa com uma música super animada, a chamada Alcohol History que ganhou um lyric video com animações, aquele famoso "role" dos headbanguers, que é ir a um show underground e comprar uma catuaba é relatado nessa música, com mudanças constantes de riffs e levadas de bateria.
A segunda música, ainda mais dançante que a primeira, Dancing Tavern é um som direto, pouca alteração, e uma levada bem simples, porem, a música é uma das melhores do CD.
Esperando mais riffs dançantes com vocais berrados, a música seguinte vai na contra mão, Murder For Joy começa tranquila, mas logo pedais duplos e um vocal em gutural berrando sobre batalhas vikings toma conta, é uma música estranha, nada a ser acrescentado.
Na sequencia, Liquor é de longe a melhor música das 10 apresentadas pela banda, uma levada rápida, um refrão empolgante e breakdown com solos e seus riffs completamente alegres tomam conta de tudo, uma música bem feita para o estilo desses garotos.
Polkka Armaggedoon é mais estranha ainda, numa primeira ouvida é capaz de ser pulada, mas na segunda há de se entender qual a ideia dessa música, estranha e diferente, porém merece seus créditos para alguns e desgosto de outros.
Seguido por Party At Midnight, não consegui gostar nem depois da quinta ouvida, vocais guturais sobre festas com riffs normais do Atarka, um baixo distorcido e um riff rápido de thrash metal está presente nessa música, algo que não deu muito certo, estragando a música por completo.
A música tema do CD, Get Drunk, Get Happy não chega a ser tão empolgante quanto as outras, mas seu riff principal tem potencial de salvar a musica, igualmente ao breakdown final.
Ainda para surpreender o ouvinte, a baladinha Silent Icy Forest é uma música bem trabalhada, lenta do começo ao fim com um vocal muito melancólico, com solos de flauta e efeitos de teclado bem bonitos, ela vale a pena ser ouvida.
Crescendo junto à música anterior, Sukupuoli parece mais um pop com letra sobre sexo, é super contente e alegre, mas não fica para atrás no CD, de certa forma deu certo, mas continua uma música na mesma onda das outras, também muito boa e estranha.
E no fim, a música Beer Storm tem um riff poderoso, um refrão cativante, a música sai totalmente do conceito de folk metal, com apenas um riff final parecido com o resto das músicas, mas logo volta aos guturais, também outro destaque do CD.
Conclusão: O Atarka é uma banda nova, o CD "Get Drunk, Get Happy!" pode ser de certa forma, estranho, mas logo é tirada a conclusão de que as musicas são apenas diferentes, o Atarka não soa como Korpiklaani, Finntroll, Alestorm ou outras bandas do gênero, é algo bem original e as músicas tem uma pegada exclusiva da banda, se isso vai agradar ou não a comunidade do folk/viking, é um mistério, pode dar muito certo ou muito errado, vamos aguardar para ver.
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