Jon Lord: com a Sinfônica de São Paulo na Virada Cultural

Resenha - Jon Lord (Avenida São João, São Paulo, 02/05/2009)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Daniel Almeida
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Com mais de uma hora para o show muitas pessoas já estavam presentes na frente do palco vendo a passagem de som e vibrando com a música do grupo e da Orquestra Sinfônica de São Paulo, regida pelo maestro Rodrigo Carvalho. Quando o show começou essa vibração foi multiplicada e a rua já estava lotada, além de pessoas (e cachorros) nas janelas e marquises ao redor do palco. Pessoas de todas as idades pararam para ver o concerto.

Rock e Metal: Doze ótimos álbuns para iniciantesMulheres e guitarras: as mais importantes segundo a Gibson

Infelizmente o palco e o local não eram os mais favoráveis para a apresentação de uma orquestra sinfônica e o som, especialmente o que vinha da caixa à esquerda falhava algumas vezes e era possível ouvir até a interferência característica de um telefone celular tocando, provavelmente na mesa de som. Não era possível ouvir todos os instrumentos da orquestra muito menos ver todos os músicos. Mas estes, em compensação, pareciam bem empolgados com a oportunidade, tirando fotos da apresentação e da platéia e acenando, alguns até em atitude mais rock n roll, levantando os instrumentos.

A apresentação foi certamente inesquecível para quem estava lá. Por mais que se faça comparações com a apresentação original com o Deep Purple, a banda trazida por Lord - Steve Balsamo (vocal), Kasia Laska (vocal), Chester Kamen (guitarra), Guy Pratt (baixo) e Steve White (bateria) - não deixou a desejar. Curioso apenas o fato observado por pessoas na platéia de que é necessário um homem e uma mulher para fazerem a voz de Ian Gillan nos bons tempos.

Os solos de Lord são característicos como o timbre de seu órgão, a todo momento ele presta atenção à orquestra como se fosse o maestro. Os solos de guitarra, ao contrário, trazem características diferentes dos solos de Blackmore (motivo pelo qual muitos fãs ainda torcem o nariz para Steve Morse no Deep Purple) mas não deixam de se adequar e soarem belos.

O solo de bateria do terceiro movimento começou, digamos, fraco, deixando o público apreensivo. Mas claro que Lord não escolheria qualquer um para segurar as baquetas ao seu lado e logo o solo ganhou força e ritmo empolgando a platéia e os músicos da orquestra que, a todo momento, se viravam para ver o grupo em ação.

Ao final do concerto o grupo e a orquestra tocaram "Wait a While" - bela e triste canção como observado por Lord - que, para alguns presentes, lembravam músicas de Titanic e temas da Disney e lindamente interpretada por Kasia. Esta música também está na apresentação de 1999.

Após uma introdução diferente com a orquestra veio a virada de bateria anunciando "Pictures of Home" que trouxe mais empolgação ao Purplemaníacos. A versão foi parecida com a mesma apresentada também no concerto de 1999.

A música seguinte surpreendeu os presentes pois, como Jon Lord anunciou, não é uma composição sua e sim de Ritchie Blackmore e Roger Glover: "Soldier of Fortune". Infelizmente nesta canção o cantor Steve White - que parecia empolgado em tirar fotos - errou o momento de cantar por duas vezes. Ok, não houve vaias e o público aplaudiu ao final.

Então o que, para mim, foi o grande momento do show. Os dois acordes de Sol seguidos de Lá anunciavam "Child in Time" que, todos sabem, o Deep Purple não apresenta mais. Foi de arrepiar, o público cantou junto com o casal dos vocais (o quanto pode, segurar os agudos não é para qualquer um) que mostrou entrosamento. O solo de Chester Kamen foi brilhante e também deu torcicolo na orquestra.

Ao final, para este que escreve, valeram a pena as 12 horas de viagem de ida e volta entre Rio e São Paulo "apenas" para ver este concerto do qual sou fã desde que o ouvi pela primeira vez há mais ou menos dez anos. Pouco para um concerto que completa 40 anos de sua primeira apresentação com a Royal Philarmonic Orchestra no Royal Albert Hall.

Quer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Outras resenhas de Jon Lord (Avenida São João, São Paulo, 02/05/2009)

Resenha - Jon Lord (Avenida São João, São Paulo, 02/05/2009)Jon Lord: o tecladista do Deep Purple na virada cultural

Rock e Metal
Doze ótimos álbuns para iniciantes

Smoke on the Water: jovens garotas tocam clássico do Deep PurpleDeep Purple: gravadora deu a ideia para título de novo discoDeep Purple: Roger Glover garante que turnê do "adeus" será longaDeep Purple: confira nova música, "All I Got Is You"Todas as matérias e notícias sobre "Deep Purple"

Ian Gillan
"Jon Lord era o poderoso chefão do Deep Purple"

Coverdale
"Eu não queria participar do declínio do Purple!"

Rainbow
Blackmore explica porque serão apenas músicos novos

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Todas as matérias da seção Resenhas de ShowsTodas as matérias sobre "Jon Lord"Todas as matérias sobre "Deep Purple"

Mulheres e guitarras
As mais importantes segundo a Gibson

Bin Laden
Possível sucessor era músico de Death Metal

Guitarristas
Os 10 músicos mais subestimados de todos os tempos

Metallica: "'St. Anger' foi um ponto baixo", diz HetfieldMusas inspiradoras: as esposas mais gostosas dos rockstarsSlipknot: Corey Taylor redefine o termo "vergonha alheia"Steven Tyler: Há algo mais estranho no pé dele do que as unhas pintadasProg Metal: os 10 discos essenciais segundo o TeamRockZakk Wylde: "Randy Roads estava a frente de todos"

Sobre Daniel Almeida

Engenheiro, nascido no Rio de Janeiro em 1979, lamento que a cidade não tenha tanta cultura rock como outras cidades do país. Comecei a gostar de música com Jean Michel Jarre, Beatles, Pink Floyd, Creedence Clearwater Revival. e depois partindo para Hendrix, Deep Purple e Black Sabbath (Santíssima Trindade). Ouço muito pouca coisa que tenha surgido há menos de 20 anos. Visito o site desde 1997.

Mais informações sobre Daniel Almeida

Mais matérias de Daniel Almeida no Whiplash.Net.

Link que não funciona para email (ignore)

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em agosto: 1.237.477 visitantes, 2.825.604 visitas, 7.034.755 pageviews.

Usuários online