Esta matéria foi publicada em 30/05/06. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
O guitarrista Tony Iommi, do BLACK SABBATH, falou recentemente com a revista Guitar One acerca dos 35 anos de lançamento do clássico “Paranoid” e as curiosidades que envolveram a construção deste álbum.
Confira os principais excertos do bate-papo logo a seguir:
Guitar One — Você se lembra do momento exato em que o som do BLACK SABBATH começou a tomar forma?
Tony Iommi — Eu tinha uma banda com o Bill Ward [baterista] chamada MYTHOLOGY, que era uma coisa mais voltada para o blues e o jazz. Mas acabou enveredando para um lado mais pesado e diferente, também. Lembro-me de uma vez em que toquei este riff que fez o cabelo que estava no meu ombro subir. Era uma vibração diferente, sabia que era isso. E aquele riff me levou para ‘Wicked World’, Black Sabbath’ veio logo em seguida. A ‘Wicked World’ ainda tem uma veia bem jazz. Mas ‘Black Sabbath’ virou tudo completamente, nos deixou estarrecidos. Foi quando escrever nessa veia mais ‘dark’.
Guitar One — Você fez essas mudanças, pelo menos em parte, por razões comerciais? Você viu uma possível oportunidade?
Iommi — Não, nunca. Nunca pensamos nesse lado comercial. O que rolou foi que esse estilo nos deixou realmente estarrecidos. Nós testamos esse som em um clube de blues, e foi interessante chocar todas as pessoas em meio a um repertório blues. Mas eles pareciam ter sacado a idéia, ou nós os fizemos entender. De qualquer modo, nós havíamos gostado disso.
Guitar One — Quando foi que o material que faria parte do “Paranoid” começou a aparecer?
Iommi — Nós saímos em turnê após lançarmos o primeiro álbum. Ficamos seis semanas em um clube de Zurique, onde começávamos a tocar às três da tarde um repertório de 45 minutos — e isso por seis semanas! Bem, não tínhamos canções suficientes, então continuávamos a tocar as mesmas coisas, o que realmente estava ficando chato pra caramba, como você pode imaginar. Então, começamos a usar este tempo para fazermos umas jams e dar forma às coisas, especialmente nas horas de folga, quando havia apenas algumas pessoas no clube. Foi quando ‘War Pigs’ nasceu. Ao fim deste período de seis semanas, já tinha duas ou três faixas prontas para pôr no álbum.
Guitar One — Foi quando vocês caíram de cabeça em “Paranoid”...
Iommi — Exato. A gravação do ‘Paranoid’ foi bem rápida. Entramos em estúdio e cinco dias depois já estava tudo pronto. Muitas das minhas idéias vieram dos shows — eu me inspirava neles, um pequeno riff aqui, outro acolá. Mas isso também era um problema, porque naqueles dias você tinha que se lembrar de tudo, não havia pequenos aparelhos de gravação. Muitas idéias foram estruturadas nos shows, e quando chegou a hora de gravar o álbum, tive que me lembrar de todas as idéias e juntá-las.
Guitar One — Deve ter havido muita pressão em cima de você para aparecer com o material.
Iommi — Eles me esperavam aparecer com a música em si. Se eu não aparecia com nada, não fazíamos nada. Você não podia começar com a bateria, isso não funcionava conosco. A guitarra era o principal elemento da banda, então tudo se conectava com ela.
A entrevista completa estará disponível na edição de julho da revista.
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Formado em Jornalismo, 23 anos, fanático por Bruce Dickinson e seus comparsas no Maiden. O heavy metal surgiu na minha vida quando ouvi o vocalista da Donzela de Ferro em "Tears of the Dragon", em meados de 1994. Mas também aprecio a voz de pato bêbado do controverso Dave Mustaine, a simplicidade do Ramones, as melodias intrincadas do Helloween, a belíssima voz de Dio ou os gritos escabrosos de Rob Halford. A Whiplash apareceu em minha vida sem querer, acho que seus criadores são uns loucos amantes de rock e acredito que este seja o melhor site de rock do país, sem qualquer demagogia!
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