Esta matéria foi publicada em 23/08/11. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
Loiras fazendo chifrinhos enquanto sentadas nos ombros de seus namorados bêbados encararam a pirotecnia e os descaradamente indulgentes solos de bateria e guitarra, e levantaram seus isqueiros durante as baladas obrigatórias. E foi assim que o show do MÖTLEY CRÜE, que encabeçava o casting do Sunset Strip Music Fest desse ano compilou todos os clichês do Metal das antigas.

Mas ao mesmo tempo em que a extravagância da banda no palco cheirava a naftalina –e eles estavam completando 30 anos juntos, o evento em si não teve nada de ‘Spinal Tap’ nem de ‘tiozinho’. A marca de hard rock do Crüe pode não ser o que está na moda no momento, mas tal como seus colegas OZZY OSBOURNE e SLASH «que foram honrados pelo SSMF nos dois últimos anos», Nikki Sixx, Vince Neil, Mick Mars e Tommy Lee já se elevaram acima do nível no qual as coisas são definidas pela moda.

O Mötley Crüe foi honrado na House of Blues na quinta-feira passada, 18 de Agosto, que foi instituído como ‘Dia do Mötley Crüe’ em West Hollywood. Ray Manzarek «THE DOORS», Neil Strauss «autor de ‘The Dirt’, a biografia do grupo», David Johansen «New York Dolls» e o humorista Dane Cook disseram algumas palavras, em sua maioria sobre as proezas da banda, naturalmente. Poucas bandas na história do rock personificaram tão bem o já batido credo na trindade ‘sexo, drogas e rock n’ roll como o Crüe. Strauss forneceu a melhor definição: “Eles estavam pouco se fudendo.”

Já na apresentação do Crüe, as versões de ‘Home Sweet Home’ e ‘Girls Girls Girls’ foram os pontos altos do set no sábado, em especial a primeira, na qual Lee desceu de sua bateria para tomar posse do piano, também homenageando a rua aonde ele ‘tropeçou e vomitou’ muitas vezes.

Louros sejam dados a Neil, cujo desempenho vocal foi lindo em ‘Home Sweet Home’, que alcançou as notas mais altas em outros clássicos como ‘Live Wire’ e ‘Shout At The Devil’. Neil sempre foi considerado um melhor frontman do que vocalista, mas depois de sábado, isso precisa ser revisto. Seja devido a sua sobriedade após alguns recentes problemas relacionados à bebida ou não, ninguém sabe, mas sua voz estava surpreendentemente potente e impressionou em todas as músicas.

O repertório da banda foi galgado principalmente na era pós ‘Theatre of Pain’ e faixas como Too Fast For Love tiveram sua ausência sentida. No mais, o set list foi basicamente o mesmo apresentado ao longo de todo esse ano, e 17 mil pessoas testemunharam o solo de Tommy Lee em sua bateria giratória antes de serem cobertas por dezenas de litros de sangue artificial derramados sobre elas.
Fotos cortesia de Mike Skillsky.
Essa matéria pode ser lida na íntegra no site do LoKaos Rock Show:
http://lokaos.net/motley-crue-resenha-e-fotos-impressionantes-do-ssmf-2011/
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Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.
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