E o Carro Bomba honrou sua promessa: “Carcaça” conseguiu ser ainda mais pesado que seu antecessor, “Nervoso, lançado em 2008... Aproveitando o lançamento, o Whiplash! conversou com o baixista Fabrízio sobre a atual fase dos paulistanos:

Whiplash!: Olá pessoal! “Nervoso” apresentou uma forte mudança no direcionamento musical do Carro Bomba. Agora, passados três anos, que balanço vocês fazem do atual estágio da banda?
Fabrizio: Estamos numa fase muito boa. O “Carcaça” está sendo muito elogiado e os shows estão cada vez mais insanos, com aumento constante de público, uma vez que o nome do Bomba está se espalhando de forma relativamente rápida. Isso tudo é decorrente do que iniciamos no “Nervoso”, um álbum que realmente foi um divisor de águas em nossa trajetória.
Whiplash!: Já “Nervoso” e “Carcaça” possuem uma sonoridade mais próxima. Seria equivocado afirmar que o Carro Bomba esteja estabilizando sua proposta?
Fabrizio: Não, não seria. Mas eu apenas colocaria de outra forma; o Carro Bomba já encontrou sua própria sonoridade, ou identidade musical.


Whiplash!: Os temas do novo disco são atuais e tipicamente urbanos. Até onde cantar em português é importante em meio a um público que ainda exibe tanta resistência para com nossas bandas?


Fabrizio: Quando a música já estava estruturada, o Rogério veio com essa idéia. Na hora já achamos do caralho e, por sermos todos brothers, ficou bem fácil. O Vitor curtiu bastante a experiência de cantar em português.
Whiplash!: Como é estar com a Laser Company nestes tempos em que a venda dos CDs está em baixa? Até que ponto a influência da Laser pode elevar suas bandas a um novo patamar?
Fabrizio: A parceria está sendo muito boa. A visibilidade da banda está bem maior e o CD disponível em lugares nunca alcançados anteriormente.
Whiplash!: Considerando a reação do público no show de lançamento do “Carcaça” no Manifesto Bar, o Carro Bomba já garantiu sua cota de fãs pela região. Mas, e fora de São Paulo, como está a situação?
Fabrizio: A procura pelo Bomba tem aumentado bastante, tanto por produtores de shows quanto pelos fãs que nos saúdam, Brasil afora e exterior. Estamos agendando shows constantemente e a tendência é só aumentar, inclusive em distâncias.
Whiplash!: Em março vocês tocaram pela primeira vez fora do Brasil. Como rolou essas datas e quais suas impressões sobre o cenário do Chile? Confesso que não conheço muita coisa de lá... Que bandas você indicaria?
Fabrizio: O Deca (guita da Baranga) começou a se corresponder pelo Myspace com os caras do Tabernários (banda chilena), que organizaram uma tour por lá, nomeada “Eje Del Mal” (Eixo do Mal), levando a Baranga para tocar. Logo a gentileza foi retribuída. E foi nessa que nos conhecemos, tocando juntos em Limeira (SP). Quanto ao cenário deles, o que mais me chamou a atenção é que lá não há segregação de estilos. As bandas com as quais tocamos iam do Hard Blues ao Thrash e a galera curtia todas elas. Boca Seca, Lethal Fist, Devil Presleys, Hielo Negro e o já citado Tabernários são alguns bons nomes.
Whiplash!: Uma curiosidade final... Qual foi a maior ‘roubada’ em que o Carro Bomba se meteu nos shows que fez pelo Brasil nestes anos todos?
Fabrizio: Foram várias. A maioria, nos primórdios, é claro. Uma que me veio à mente foi num Motoclube, do qual não me recordo o nome, em Santa Isabel, interior de SP. Puta bagunça, um monte de bandas covers horríveis e um P.A de merda. Chegamos pra fazer o show na hora marcada, só que ainda tinham sei lá quantas bandas pra tocar antes da gente. Batemos e voltamos, literalmente.
Whiplash!: Tá, mais uma curiosidade... Ô Fabrízio, você curtiu destruir o vidro daquele carro na seção de fotos para o novo disco, hein? Aposto que todo mundo gostaria de fazer isso um dia, eheh!
Fabrizio: Curti, foi bem legal. E ficou uma puta foto, como todas as outras. Às vezes dá vontade de sair na rua fazendo isso, mas aí eu pego meu baixo...
Whiplash!: Ok, pessoal, o Whiplash! agradece pela entrevista desejando boa sorte ao Carro Bomba! O espaço é de vocês para os comentários finais, ok?
Fabrizio: Um abraço pra todo mundo e podem anotar aí: como já é de praxe, o próximo disco do Bomba será ainda mais pesado. Já temos umas pérolas novas que comprovam isso, hehe... Up the Bombers!!!
Contato:
http://www.carrobombaoficial.com.br
http://www.myspace.com/carrobomba
Todas as matérias da seção Entrevistas
Todas as matérias sobre Carro Bomba
Os comentários são postados usando scripts do FACEBOOK e logins do FACEBOOK, HOTMAIL, AOL ou YAHOO, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de exclusiva e integral autoria e responsabilidade dos usuários que fizeram uso deste sistema (citados na assinatura de cada comentário). Caso você considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Os responsáveis pelo site podem excluir comentários que julgarem inadequados e fornecer informações sobre os comentários a reclamantes se solicitados.
Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".
Mais informações sobre Ben Ami Scopinho
Mais matérias de Ben Ami Scopinho no Whiplash.Net.
QUEM SOMOS | RSS | FACEBOOK | TWITTER | NEWSLETTER | APPS | ANUNCIAR | ENVIAR MATERIAL | FALE CONOSCO
Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria. Os textos não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será retirado do site.
Em abril de 2012 Whiplash.Net teve 1.078.971 visitantes únicos, 2.974.068 visitas e 10.616.661 pageviews. Ver stats.