George Pacheco, do site Examiner.com, recentemente entrevistou o vocalista Burton C. Bell, do FEAR FACTORY. Seguem alguns trechos da conversa.
Examiner.com: Você acha que este álbum ("Mechanize") tem o suficiente para servir como um ponto de partida para novos fãs - se eles tiverem se escondido embaixo de uma rocha e nunca ouviram falar de FEAR FACTORY - como um resumo de sua carreira, de alguma forma?
Burton: "Sim, eu acho. Eu acho que se há novos fãs por aí, este álbum é fiel ao nosso estilo, e eu não tenho receio de compará-lo. Ele certamente soa como trabalhos do nosso passado, sem que nós estejamos nos repetindo, então, se um novo fã comprar este álbum? Sim, eu acho que seria um bom começo - se esse novo fã gostar do 'Mechanize', ele vai ADORAR o 'Demanufacture' ou o 'Obsolete'".
Examiner.com: Por outro lado, é também o álbum do FEAR FACTORY em que todos estão mais focados: tudo parece estar no dez. O que você acha que o "Mechanize" tem pra oferecer que talvez os álbuns anteriores não têm?
Burton: "Maturidade. Ele tem um foco. Não atira para todos os lados, é direto e ao ponto. Não é muito longo. Quando acaba, dá ao ouvinte um sensação de que ele foi levado a uma jornada, e eu acho que ele é direto, tanto musicalmente quanto liricamente".
Examiner.com: Você se importa de falar sobre a controvérsia que existe dos dois lados, com relação ao "velho" FEAR FACTORY contra o "novo" FEAR FACTORY?
Burton: "Bem, nós estmoas próximos de um acerto. Sim, Dino (Cazares, guitarra) e eu estamos legalmente utilizando o nome FEAR FACTORY. Nós não fomos impedidos, estamos em turnê e o álbum sai em fevereiro. Eu sinto que estamos próximos de resolver a situação, e os fãs não precisam se preocupar com isso: nós estamos por aí, prontos para o ataque!"
Examiner.com: Como você resolveu qualquer tipo de diferença que teve com o Dino no passado, a ponto de voltar a trabalhar com ele?
Burton: "Tempo. Dino e eu não nos falamos por sete anos, e foi o tempo. Nós éramos amigos antes de termos uma banda juntos; nós éramos companheiros de quarto, e nós criamos o FEAR FACTORY juntos, nós crescemos junto com a banda. Isso levou a uma quebra na comunicação, mas o tempo se encarregou de consertar o que estava errado, até chegar ao ponto em que eu sentia falta do meu amigo. Nós voltamos a nos falar quando eu fiz uma turnê com o MINISTRY de abril até o final de novembro de 2008, nós nos reconectamos, fizemos nossa faxina e deixamos as coisas ruins para trás. A partir do momento que eu senti que estávamos confortáveis e conversando o tempo todo, eu o convidei para ser parte disto de novo, e fico feliz que ele tenha aceitado".
Examiner.com: Então, depois disso, quanto tempo demorou para que vocês voltassem a compor juntos?
Burton: "Tudo aconteceu na sequência. Nós não tinhamos quaisquer ideias antes de entrar no estúdio, a não ser ideias de como o álbum deveria soar, a direção que ele deveria tomar. Fora isso, nós só viemos a ter músicas prontas em março e abril de 2009. Assim que nós nos sentamos, contudo, as coisas começaram a fluir e a energia e a consciência criativa foi ótima. Nós compusemos e gravamos este álbum em tempo recorde - mais rápido que qualquer outro álbum nosso. O que mostra a vontade desta banda neste momento".
Examiner.com: Gostem os fãs ou não, o estilo de guitarra do Dino está entrelaçado com seus vocais como parte do que é o FEAR FACTORY: não dá pra imitar isso.
Burton: "Certo. É a química que envolve Dino e eu trabalhando juntos que realmente criou o som do FEAR FACTORY no passado. O fato de que este som está de volta, eu acho que dá pra dizer, 'sim, é o FEAR FACTORY que temos aqui'".
Leia a entevista completa (em inglês) neste link.
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Nascido na primeira metade dos anos 70, teve seu primeiro contato com sons pesados quando o Kiss veio para o Brasil, em 83, mas não compreendeu bem o que era aquilo. A contaminação efetiva ocorreu um ano depois, quando conheceu Motörhead, Judas Priest, AC/DC, Iron Maiden. Desde então, tornou-se um apaixonado colecionador de tudo o que se refere a Metal e Rock'n'Roll, independentemente de subestilos.
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