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Children Of Bodom: "o Slipknot detona!", diz Alexi Laiho

Traduzido por Victor Yago Camilo | Em 18/12/08 | Fonte: Blabbermouth
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O Scythes Of Bodom, fã site do CHILDREN OF BODOM, recentemente conduziu uma entrevista com o líder do grupo, Alexi Laiho, que comentou, dentre outras coisas, o quão impressionado ficou ao ouvir um som do SLIPKNOT.

Scythes Of Bodom: Somente em 2008 - Ok, talvez também nos últimos anos - parece possível que vocês possam viajar com uma banda como o Slipknot. Certa vez, em 2000, você disse que não gostava de todo esse negócio de New Metal, mas naquela época você não tinha ouvido eles ainda, e agora você os elogia bastante e está em turnê com eles.

Alexi Laiho: "É, é verdade. No passado eu disse esse tipo de coisa, mas naquela época eu nunca havia escutado sequer uma música deles (Slipknot), então eu simplesmente dizia que eles soavam como Limp Bizkit e outras porcarias do gênero, mas quando de fato eu os ouvi, simplesmente fiquei estarrecido. Era a coisa mais agressiva de todos os tempos - bom, talvez não de todos os tempos, mas ao menos dos últimos anos. Quando você os vê nos palcos fazendo seu show, você simplesmente sente a energia que esses caras criam. E o novo álbum deles é cheio dessa energia. Eles detonam".

Scythes Of Bodom: Alguma mensagem para as pessoas que o acusam de ter se vendido?

Alexi: "É sempre a mesma coisa. Sempre há pessoas que têm problemas com o fato de você estar fazendo algo novo ou excursionando com alguma banda que elas não gostam por alguma razão. Mas nós queremos progredir! Nós sempre quisemos progredir, então isso é algo completamente natural para nós. Foi a mesma história quando nós fizemos um cover de Britney (Spears) há alguns anos atrás. Algumas pessoas passaram a odiar nossa banda por isso, mas por mim tudo bem".

Scythes Of Bodom: Como estão as platéias nessa nova tour?

Alexi: "Elas têm sido bem diversificadas, mas na maior parte da turnê têm sido muito boas. Mas também houve alguns shows em que... Por exemplo, hoje o pessoal não estava tão bem, mas em Paris e Oslo eles estavam absolutamente matadores. O problema é que quando você está tocando nesse tipo de evento, a maior parte das pessoas não sabe quem diabos é você, e então você tem que ir lá e mostrar para elas que você detona! É o que nós estamos tentando fazer, e, no final do show, quando você olha lá para o fundo da platéia e vê que há pessoas erguendo suas mãos e se movendo com entusiasmo, você sabe que fez um bom trabalho".

Scythes Of Bodom: Vocês já tiveram que interromper algum show em função de algum imprevisto maluco?

Alexi: "Sim, fizemos isso ao menos uma vez. Eu me lembro de um caso... Estávamos em Millvale, nos EUA, quando a multidão ficou maluca e quebrou as grades. Cara, eu sempre me preocupo com as fileiras da frente, pois não quero que ninguém saia machucado. Se alguém começa a parecer que vai morrer, então eu pego uma garrafa de água e a dou a essa pessoa, mesmo se for no meio de uma música ou de um solo de guitarra. Mas lá eu não conseguia ver nada direito, e os seguranças vieram até mim e disseram 'cara, vocês vão parar de tocar agora mesmo!'. E eu pensei comigo mesmo 'mas que diabos aconteceu?'. O pessoal quebrou a grade, e nós tivemos de fazer uma pausa de cinco minutos. Mas o que eu quero dizer é que nós nos importamos com as pessoas, mesmo não tendo sido nosso culpa".

Scythes Of Bodom: Eu ouvi dizer que uma vez você socou um cara no meio do show, durante a "Follow The Reaper", pois ele estava espancando um garoto. Você se lembra disso?

Alexi: "Ah, sim, eu me lembro. E eu faria isso novamente, mas felizmente não tem sido necessário nos últimos anos. Eu me lembro que havia um motoqueiro fortão espancando um garoto que já estava caído no chão. Afinal, ninguém deve espancar ninguém que já esteja caído, mas era um moleque contra um motoqueiro gigante! Quando vi isso, parei de tocar e chutei o cara na cabeça ao menos duas vezes. Eu só fiz isso pois alguém precisava fazer algo. Não havia muitos seguranças, e eles sequer se importavam. Então, sim, eu chutei o desgraçado duas vezes na cabeça, até que ele parou. Depois do show, o garoto veio até mim. Ele tinha um nariz quebrado, uma cabeça inchada e um monte de outros machucados desse tipo. Ele me disse 'Obrigado! Se você não o tivesse feito parar, aquele cara teria me matado'. Isso foi algo que me fez ficar feliz. Não o fato de o garoto ter sido espancado, mas eu ter parado aquilo".

Leia a entrevista inteira (em inglês) neste link.

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Sobre Victor Yago Camilo

Nascido em São Paulo em 1990, desde pequeno teve muita afinidade com a linguagem escrita. Essa afinidade se intensificou aos 12 anos, quando descobriu o Heavy Metal através de influências de amigos. A partir daí, começou a se interessar cada vez mais pelo mundo do Rock pesado, e por tudo que se escrevia sobre ele. Agora, quase aos 20 anos, ganhou interesse pelo outro lado da moeda e encontrou no Whiplash!, que já era um veículo para ler e se informar, um meio para escrever e informar sobre o Heavy Metal.

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