Mark Hensch, do site Thrashpit.com, entrevistou recentemente o baixista do DOWN/ex-PANTERA, Rex Brown, que falou sobre a atual situação da banda e os projetos futuros.
Thrashpit: Falando de coisas mais pessoais, você substituiu Todd Strange, do CROWBAR, no posto de baixista do DOWN. O que te atraiu inicialmente no DOWN e por que você saiu e entrou na banda tão esporadicamente ao longo dos anos?
Rex: “Originalmente, tínhamos algum tempo livre no PANTERA e todos estavam em casa. Phil (Anselmo, vocalista do PANTERA e do DOWN) estava indo a uma festa e perguntou se eu queria ir. Eu disse: ‘Claro, eu vou.’ Então a nossa turma foi pra lá e, quando chegamos, começamos a fazer uma ‘jam’. Tudo estava indo bem, então Phil perguntou se eu queria entrar na banda e eu disse ‘po**a, por que não?’ Tudo foi rápido e depois daquilo chegamos a compor umas seis músicas por dia. Foi muito legal. Agora que sabemos que dá pra gravar uns discos do car*lho juntos, é só nos juntarmos em algum cômodo e começar a ‘jam’. Passamos o tempo que for necessário juntos e fazemos tudo com energia”.
Thrashpit: O DOWN tem a fama de ter ajudado a popularizar um estilo de Heavy Metal que é claramente "Southern" [sulista]. Na minha opinião, esse termo surgiu do fato de que há uma grande influência do Blues na música do DOWN. De que maneira você acha que o Blues tradicional influenciou o Heavy Metal de hoje?
Rex: “Se você ouvir o rádio sem parar vai perceber a influência do Rhythm and Blues e do Jazz em tudo. Esse é com certeza o som do Sul. Eu diria que para criar nosso som pegamos elementos de nossa terra natal e criamos algo novo com ele. Viemos do Sul e somos o DOWN, po**a! Há muitas bandas que gostariam de estar em nosso lugar mas nós basicamente nos inspiramos bastante em nossa terra natal mais do que em qualquer outra coisa. Com esta banda eu me sinto bem à vontade no estilo de música que tocamos”.
Thrashpit: Outro aspecto vital da experiência que temos nas turnês do DOWN é o grande material em vídeo que é geralmente apresentado durante o show. Já que não vimos o novo vídeo da última turnê, o que você pode dizer sobre ele?
Rex: “Se você vai assistir a um concerto do DOWN, queremos que tenha uma noite só com o DOWN ao invés de alguma banda da qual você nunca ouviu falar antes. O que fazemos é passar um conjunto de clipes de artistas antigos, uns vídeos realmente matadores. Pode ser alguém que tenha nos influenciado ou de quem somos muito fãs – Rock clássico mesmo. Em geral, passamos vídeos nossos junto com esses clipes. A adrenalina vai aumentando e, quando as cortinas se abrem, começamos a tocar. Isso é algo sagrado para nós, já que vocês estão lá para ter uma noite com o DOWN. Se alguém paga para ver um artista, vamos direto pro evento principal! Algumas pessoas entendem, outras não. Tudo bem, cara, é só parte do show”.
Thrashpit: Você é um baixista que já fez turnês pelo mundo todo e fez muitas coisas que a maior parte das pessoas nunca conseguem na vida. Analisando o que você já fez até agora, qual você diria que foi a sua maior realização?
Rex: “Eu não mudaria nada do que fiz. Trabalhamos pra cac*te pra chegar aonde chegamos e conseguir o que conseguimos. Eu não mudaria nada exceto no caso da perda trágica do Dime ("Dimebag" Darrell Abbott, o guitarrista do PANTERA que foi morto a tiros por um fã desequilibrado) e só. Só de chegar onde chegamos já deu muito trabalho. Mas, surpreendentemente, conseguimos. Estar numa banda como o DOWN é assim – estamos apenas começando. Poderíamos tocar até música Gospel se quiséssemos, porque agora que estamos limpos não há limites para esta banda, entende o que quero dizer? O que não quero fazer é dizer que nossa banda é só de Metal, porque o DOWN não é só isso. A minha maior realização é tudo o que fiz com o PANTERA e que agora estou fazendo de novo com o DOWN. Essas coisas não acontecem muitas vezes”.
Thrashpit: Mais uma pergunta. Que caminho você acha que o DOWN vai seguir nos próximos anos?
Rex: “Estou preparando material pra caramba, algumas coisas relacionadas com o DOWN e outras não. No caso do DOWN, vamos seguir em frente. Não vamos tirar férias muito longas ou coisas desse tipo. Gravar esse disco demorou um pouco, já que todos nós queríamos fazer o melhor possível e agora já terminamos a maior parte da turnê. Ainda vamos passar pela Europa e fazer uns shows em janeiro e fevereiro. Apenas queremos fazer uma longa turnê e levar nosso trabalho para o máximo de pessoas que pudermos. Teremos algumas novidades mais ou menos na metade do ano, então precisamos terminar as turnês, fazer uma pausa, e voltar pro trabalho”.
Leia a entrevista completa (em inglês) no rocknworld.com.
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Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".
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