Aedan Sieber, do site australiano The Metal Forge, recentemente fez uma entrevista com Michael Amott, guitarrista do ARCH ENEMY.
Sobre atingir um grande status no mundo do Metal de hoje:
“(Risos) Na verdade, eu não penso nisso dessa forma! Não sei – todo dia sempre tem um serviço novo – sempre tem alguma coisa que precisa ser feita, entende? Pode ser um show, uma entrevista ou... Bem, é meia noite aqui sabe... e eu ainda dando entrevistas. Acabei de tocar em um show aqui em Minneapolis — nos Estados Unidos — o tempo todo sempre tem alguma coisa pra ser feita. Agora mesmo estou muito ocupado – eu não tenho tempo pra pensar sobre essas coisas. Estamos tão envolvidos com a banda neste momento que não paramos de trabalhar, não dá pra ter uma folga. Na verdade, não dá nem pra analisar direito a nossa situação – é mais ou menos como vamos, vamos, vamos! Acho que daqui a alguns anos vamos dizer ‘Ei, aquela época foi bem legal’. (risos). Sem tempo pra refletir!”
Sobre ser capaz de atingir seu objetivo pessoal de continuar criando a música que a banda quer tocar e ouvir:
“É, bem – você sabe, os fãs são importantes. Mas compomos para nós mesmos, porque fazemos a música que queremos ouvir e que nos faz querer banguear. Quando estamos no estúdio ensaiando, se todo mundo está envolvido, entrosado – essa é a parte divertida. Acho que o que mais gostamos é do lado criativo das coisas. No momento estamos fazendo promoções, turnês e coisas do tipo – mas essa não é a razão pela qual você pega a guitarra e deixa o cabelo crescer, entende? O que realmente te dá motivação é fazer jams e tocar a música que te agrada. Os fãs apenas nos seguem. Parece que estamos conseguindo mais e mais fãs a cada disco que lançamos, a cada turnê que fazemos – e isso é incrível. Estamos muito contentes com isso, obviamente. Acho que os fãs confiam em nós – eles sabem que daremos o que eles querem”.
Sobre se ele imaginava que o ARCH ENEMY chegaria tão longe:
“Nunca tive um plano. Nunca imaginei que faria carreira na música porque a música que escolhi começar a tocar quando era jovem era a música mais extrema que pude encontrar, entende? Era Thrash Metal, era Death Metal – não dava pra conseguir contratos com gravadoras (risos), era simplesmente ‘underground’. Não dava pra pensar ‘Vou montar uma banda de Death Metal e ganhar a vida tocando Death Metal – na verdade, isso nunca foi uma opção viável. E aí as coisas começaram a acontecer – esse tipo de música foi ficando cada vez mais ‘mainstream’ e cada vez mais pessoas começaram a gostar disso, e foi ficando cada vez maior. Obviamente, hoje em dia eu não toco mais Death Metal de verdade – acho que o ARCH ENEMY está mais pra uma banda de Metal extremo. Temos alguns toques de Death Metal, alguns elementos de Death Metal – mas não somos mais uma banda puramente de Death Metal, com certeza. Mas não pensei que faríamos tanto sucesso (risos)”.
Sobre crescer ouvindo Metal:
“Eu simplesmente adorava a energia e a força daquele tipo de música. Comecei ouvindo punk e hardcore quando tinha 11 anos. Fui direto do KISS, THIN LIZZY e música desse tipo para o punk e o hardcore. Eu adorava a velocidade e a agressividade. Eu estava constantemente procurando bandas mais rápidas e mais agressivas. Aí veio o Thrash: METALLICA, SLAYER, MEGADETH e bandas do tipo — tudo era muito empolgante! Depois vieram o KREATOR, SODOM, DESTRUCTION, aquela onda de Thrash alemão — fiquei muito entusiasmado! Eu também ouvia D.R.I., SUICIDAL TENDENCIES, CRUMBSUCKERS, DISCHARGE — todo aquele som punk e hardcore também. Mas, sabe, todos os meus amigos gostavam mais do som clássico — Hard Rock e Metal — um som mais do tipo do JUDAS PRIEST, IRON MAIDEN — e eu gostava disso também. Portanto eu estava cercado de todos esses diferentes tipos de som, o que de certa forma fez com que eu me tornasse o que sou hoje. Tudo isso é parte de mim”.
Leia a entrevista completa (em inglês) no The Metal Forge.
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Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".
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