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Scorpions: Rudolf Schenker fala sobre "Humanity"

Por
Fonte: Brave Words
Postado em 03 de setembro de 2007

O guitarrista Rudolf Schenker, do legendário grupo alemão SCORPIONS, falou recentemente ao Rock Confidential sobre vários assuntos, incluindo o novo álbum, "Humanity - Hour 1".

Rock Confidential: Por que demorou tanto para que "Humanity - Hour 1" saísse nos Estados Unidos?

Schenker: "O problema foi que achar a companhia certa não é tão fácil. Nós mudamos de empresário nos Estados Unidos. Desmond também não quis que nada saísse cedo demais pois estava com medo de que o material vazasse para a internet. Tivemos que ser cautelosos. Quando finalmente assinamos um novo contrato de empresariamento eles tiveram que começar imediatamente. Eu odeio isso! Na minha mente o álbum sairia mundialmente em agosto ou setembro. Nunca é bom ficar esse lapso de tempo entre lançamentos em países diferentes porque há uma perda de poder de impacto e de momento em cada mercado. Os contratos já estavam assinados para lançar o álbum na Europa porque havia grandes shows e festivais que já estavam agendados. Nós fizemos a mixagem do álbum na estrada. Após terminarmos de gravar o álbum nós imediatamente tivemos que viajar para o palácio do Kremlin, como convidados de Putin. De lá fomos para os países Bálticos, Ucrânia e então tocamos no Cazaquistão. Tivemos que mixar o álbum pela internet! Tivemos que fazer downloads do álbum e de alguma forma tentar ouví-lo em um aparelho de som adequado, para que pudéssemos fazer nossas observações para Desmond online. Foi algo bem diferente!"

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RC: Foi mais empolgante compor este álbum, já que vocês tiveram um enfoque bem diferente nas composições?

Schenker: "Claro. É muito importante. Uma vez eu li uma entrevista com BRYAN FERRY em que o entrevistador perguntou como foi gravar o novo álbum. Bryan respondeu, 'Ah, foi como sempre'. Essa é a pior coisa a se fazer, nada especial pode sair disso".

RC: Já que havia uma história envolvida, você compunha primeiro a música ou as letras para que se encaixassem à história?

Schenker: "Foi mais um trabalho de equipe. Alguém vinha com uma idéia e nós trabalhávamos todos juntos nela, a terminávamos e fazíamos com que ela soasse como os SCORPIONS".

RC: Algumas músicas dos Scorpions sempre foram bastante pessoais para algumas pessoas, especialmente canções como "Wind of Change". Você acha que tem músicas no "Humanity" com potencial para tocar as pessoas tão fundo?

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Schenker: "Uma música que é bastante forte nesse novo álbum é a 'Humanity'. Ela tem a mesma qualidade de 'Wind of Change' - musical e liricamente - e tem uma mensagem. Se não mudarmos nosso modo de vida, poderemos terminar em uma situação terrível. A mensagem por trás do álbum e de todas as músicas é uma mensagem bem simples dos anos sessenta: 'Faça amor, não faça a guerra'. 'Humanity' é um chamado para que as pessoas acordem".

A entrevista completa (em inglês) pode ser lida neste link.

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Sobre Marco Néo

Nascido na primeira metade dos anos 70, teve seu primeiro contato com sons pesados quando o Kiss veio para o Brasil, em 83, mas não compreendeu bem o que era aquilo. A contaminação efetiva ocorreu um ano depois, quando conheceu Motörhead, Judas Priest, AC/DC, Iron Maiden. Desde então, tornou-se um apaixonado colecionador de tudo o que se refere a Metal e Rock'n'Roll, independentemente de subestilos.
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