Conception: um show de altos e baixos no retorno de Roy Khan ao Brasil
Resenha - Conception (Carioca Club, São Paulo, 09/06/2024)
Por Diego Camara
Postado em 18 de junho de 2024
Após 12 anos distante dos palcos, com um retorno em 2018, Roy Khan ainda é uma figura envolta em uma mística e importância dentro do power metal. Durante anos foi considerado uma figura importante, com uma voz diferenciada – sem os excessos de agudos comuns do gênero – ele pavimentou uma posição de importância no metal, ajudando a catapultar o sucesso do Kamelot. Neste último domingo foi o reencontro do vocalista com o público brasileiro, marcado por um show de muita qualidade no Carioca Club. Confira abaixo os principais detalhes do espetáculo, com as imagens da fotógrafa Leca Suzuki.
O show estava marcado para começar às 21h, mas começou com 30 minutos de atraso. Quando o Conception subiu ao palco, encontrou um Carioca Club na metade da sua lotação, com um grande espaço vago na pista e com camarotes bastante vazios. O público pequeno porém não diminuiu a vontade da banda, e quando Roy Khan e companhia subiram ao palco os fãs foram surpreendidos com uma bela pancada sonora. A voz de Khan soou com perfeição em "Grand Again", puxando os fãs a aplaudirem bastante a apresentação.

Os noruegueses estavam bastante contentes de estarem no Brasil, e o show foi aquecendo conforme a apresentação foi avançando. "A Virtual Lovestory" veio com um excelente solo de guitarra de Tore Ostby, que animou os fãs na entrada do palco, que gritaram muito com a banda. Khan interagiu com o público, que gritou seu nome, apaixonados ainda pela potência musical do vocalista.

A apresentação aqui soou um pouco estranha em vários momentos. A música "Waywardly Broken" foi atingida por algumas microfonias que prejudicaram um pouco a qualidade do som do Carioca Club, os danos do som continuariam contaminando também a música "No Rewind", que manteve o público um pouco morno.

O som foi melhorar em "The Mansion", em uma excelente performance de Roy Khan, que interagiu muito com os fãs e convidou todos a cantarem juntos. A música melódica, puxada para o intimismo, conta com a voz de Khan para criar um clima mais soturno que lembra os ótimos momentos dele também no Kamelot, uma excelente apresentação que emocionou muito os fãs presentes.

Logo em seguida, a banda apostou na dinâmica "A Million Gods", um clássico de 1995, forte no instrumental, mas também alicerçada nos vocais de Khan, levantando o público. Ostby novamente faz um maravilhoso solo de guitarra, que puxa a música para um clímax mais potente, a casa não decepciona e a qualidade do som melhora bastante. Aqui foi possível ver o orgulho da banda em estar tocando para o público brasileiro, com a alegria da resposta dos fãs que gritaram o nome da banda.

O palco é arranjado para uma apresentação semiacústica, com a banda inteira sentando na frente do palco para as próximas músicas: "Silent Crying" e "Sundance". As músicas foram muito emocionantes, novamente com uma performance mágica de Roy Khan. O trabalho do violão de Ostby também foi bastante agradável, com uma performance rápida que lembrou muito o estilo de som espanhol pela leveza das cordas.

A introdução longa nos teclados de "Gethsemane" marcou outro ótimo ponto do show, com uma excelente performance em uma música mágica do Conception. A apresentação ganhou bastante força com "Feather Moves", onde a performance alongada da música fez com que Ostby desse um passeio pela casa, sendo recebido pelos fãs tanto na pista quanto nos camarotes, sendo interpelado pelo pessoal que conseguiu tirar selfies com o guitarrista. "Gostaria que essa noite durasse para sempre", disse Khan para um público emocionado e apaixonado, que com alegria aplaudiu sua fala.

A banda voltou ao palco, caminhando para o seu fim. A performance de "My Dark Symphony", bastante enigmática e mística, trouxe belíssima interação de Khan com fãs. Roy se aproximou da beirada do palco, sendo tocado pelos fãs, cumprimentando diversos deles e pegando alguns celulares do público para filmar a si e os fãs. A qualidade do palco atinge aqui seu ápice, em uma excelente qualidade de som do Carioca Club.

Fechando show, a banda lançou "Roll the Fire", uma das músicas mais importantes músicas da banda e um sucesso do álbum "Parallel Minds", de 1993. A performance forte de Roy Khan, que cantou com muita vontade, foi a marca deste final de apresentação.

No final, o show foi cheio de altos e baixos, marcado em muitos momentos pela lassidão do público e em outros momentos por um apoio apaixonado. A falta de público também pesou bastante na apresentação, que muitas vezes foi morosa e pouco aplicada. A qualidade do som do palco também variou bastante e foi também causa desta gangorra musical. Fechando o show, ficou a clara sensação de que o Conception ficou muito feliz em tocar no Brasil, e as promessas de um retorno ficaram no ar.

Setlist:
Grand Again
A Virtual Lovestory
Waywardly Broken
No Rewind
The Mansion
A Million Gods
Quite Alright
Silent Crying
Sundance
Gethsemane
Parallel Minds
Feather Moves
By the Blues
Reach Out
She Dragoon
Bis:
My Dark Symphony
Roll the Fire

















EGO ABSENCE










ARMIFERUM













MAESTRICK










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