Lacuna Coil: veteranos mostraram que ainda seguem fortes e criativos
Resenha - Lacuna Coil (Bar Opinião, Porto Alegre, 11/02/2020)
Por Luciano Schneider
Postado em 17 de fevereiro de 2020
Fotos por Liny Oliveira
http://www.facebook.com/photoslinyoliveira
Na noite de 11 de Fevereiro, o Bar Opinião foi palco para dois nomes importantes do metal mundial. Os veteranos do Lacuna Coil mostraram que ainda seguem fortes e criativos, enquanto os novatos Uncured surpreendem e inovam no estilo.
Para começar a noite, abrindo o show estava a banda Uncured, que é um dos novos destaques no cenário metal internacional. Esse projeto, iniciado em 2016 pelos irmão Zak Cox e Rex Cox, busca fazer um som que desafia rótulos. Para shows ao vivo contam ainda com o baterista Liam Manley e o baixista Micah Smith.

Desde o início do show a banda surpreende pela alta capacidade técnica de seus integrantes. Uma nota especial para os vocais dos irmãos Cox, que com facilidade transitam entre um vocal limpo e progressivo e o melhor gutural death metal. Músicas como Resist The Infection ou Death Valley podem ser classificadas em vários estilos, indo do prog metal ao death metal. Segundo os próprios integrantes da banda, que após o show foram muito receptivos, descendo para tirar fotos e conversar com as pessoas, o objetivo deles é exatamente esse. O Uncured é um nome que vale a pena acompanhar.

Após um breve intervalo, chegou a hora da estrela da noite, os veteranos do Lacuna Coil. Com mais de duas décadas de história, a banda vem a Porto Alegre na turnê de lançamento de seu nono álbum, Black Anima. Desde os primeiros acordes de Blood, Tears, Dust, eles mostram o som pesado mas ao mesmo tempo melódico que caracteriza o som da banda. O vocal limpo e claro da vocalista Cristina Scabbia cria um belo contraste ao vocal agressivo do vocalista Andrea Ferro.
Na primeira metade do show tocaram alguns clássicos da banda misturados à músicas do álbum novo. O público respondeu à altura a energia da banda, cantando junto, até o momento de Enjoy The Silence, da banda Depeche Mode, que encerrou a primeira parte da apresentação. Após uma pausa para a troca de figurinos, voltam ao palco para algumas músicas mais antigas, mais lentas, que deixaram o público mais focado e concentrado. Para terminar, a belíssima Nothing Stands In Our Way pra botar a casa abaixo uma última vez. Uma bela noite de celebração ao metal, e sua permanente capacidade de evoluir e se reinventar.
























































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