Ozzy Osbourne: Resenha e fotos do show no Rio de Janeiro

Resenha - Ozzy Osbourne (Jeunesse Arena, Rio de Janeiro, 20/05/2018)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Gabriel von Borell
Enviar correções  |  Ver Acessos









No último domingo (20), Ozzy Osbourne retornou ao Rio de Janeiro para mais uma turnê de despedida. Após dar adeus ao público brasileiro com o Black Sabbath no final de 2016, dessa vez era hora do Príncipe das Trevas se despedir em carreira solo.

O fato de terem trocado o local do show da Praça da Apoteose para a Jeunesse Arena indicava que os fãs cariocas não pareciam estar empolgados com a suposta aposentadoria de Ozzy. Porém, as 10 mil pessoas que compareceram à apresentação na Barra da Tijuca, representaram a Cidade Maravilhosa com muita dignidade.

Quando o relógio marcava 20h29, apenas um minuto antes do horário previsto para o início do espetáculo, as luzes da Arena se apagaram e um vídeo com imagens do astro da noite foi exibido no telão, que ficava atrás do palco.

Alguns instantes depois, o Madman surgiu ao lado de Zakk Wylde (guitarra), Rob "Blasko" Nicholson (baixo), Adam Wakeman (teclados), filho do lendário tecladista do Yes, Rick Wakeman, e Tommy Clufetos (bateria), fazendo o público se agitar.

Para dar o pontapé inicial ao show, Ozzy escolheu "Bark at the Moon", canção que abre o disco homônimo, lançado em 1983. Em seguida, o cantor de 69 anos voltou um pouco mais na carreira e entregou uma ótima performance de "Mr. Crowley", faixa presente em seu álbum de estreia, "Blizzard of Oz", de 1980.

Com a voz bem preparada, apesar de cantar em tons mais baixos, Ozzy seguiu comandando a plateia com "I Don't Know", "Fairies Wear Boots", primeiro sucesso do Black Sabbath a aparecer no setlist, e a polêmica "Suicide Solution".

Em meio a "obrigados" e "eu amo todos vocês", o roqueiro sessentão cantou "No More Tears", do trabalho de mesmo nome lançado em 1991, e "Road to Nowhere", ambas acompanhadas palavra por palavra pelos fãs.

Embora Ozzy tenha histórico de abuso de álcool e drogas em geral, é impressionante sua vitalidade em cima do palco, pulando à frente do microfone, puxando palmas e balançando os braços de um lado para o outro o tempo todo. E o público, claro, atendia às solicitações de seu ídolo prontamente, reproduzindo os movimentos do cantor.

Na sequência, veio "War Pigs", outro clássico do Sabbath, deixando a plateia em polvorosa. Logo após, o marido de Sharon Osbourne saiu de cena para que seus companheiros pudessem se destacar (e Ozzy descansar por 20 minutos).

No medley instrumental de "Miracle Man", "Crazy Babies", "Desire" e "Perry Mason", Wylde desceu do palco e foi até à grade, causando furor nos fãs. O líder do Black Label Society mostrou toda sua destreza no comando da guitarra e, mais tarde, foi a vez do baterista Clufetos demonstrar sua habilidade no manejo das baquetas.

Reverenciados pelo público, os músicos receberam Ozzy de volta e tocaram "Shot in the Dark", do disco "The Ultimate Sin", de 1986. Para fechar o repertório, a banda executou "I Don't Want to Change the World" e "Crazy Train", às 21h53.

O ex-companheiro de Tony Iommi e Geezer Butler então disse que os fãs deveriam pedir mais uma canção, foi quando o bis começou com "Mama, I'm Coming Home", música composta por Zakk Wylde em parceria com o falecido líder do Motorhead, Lemmy Kilminster.

O encerramento da apresentação, com exatamente 1h30 de duração, não poderia acontecer de melhor forma: ao som de "Paranoid", hit mais emblemático do Black Sabbath e que faz parte do disco homônimo de 1970.

Agora fica a pergunta. Será que este foi realmente o derradeiro show de Ozzy Osbourne no Brasil? Difícil dizer. Talvez haja mais uma turnê no futuro. Vai saber.

Setlist:

1- "Bark at the Moon"
2- "Mr. Crowley"
3- "I Don't Know"
4- "Fairies Wear Boots"
5- "Suicide Solution"
6- "No More Tears"
7- "Road to Nowhere"
8- "War Pigs"
9- Medley instrumental: "Miracle Man", "Crazy Babies", "Desire" e "Perry Maon"
10- Solo de bateria
11- "Shot in the Dark"
12- "I Don't Want to Change the World"
13- "Crazy Train"

Bis:
14- "Mama, I'm Coming Home"
15- "Paranoid"



GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de ShowsTodas as matérias sobre "Ozzy Osbourne"


Ozzy Osbourne: Eu detesto a expressão Heavy Metal!Ozzy Osbourne
"Eu detesto a expressão Heavy Metal!"

Sharon Osbourne: ela drogou Ozzy pra ele confessar a traiçãoSharon Osbourne
Ela drogou Ozzy pra ele confessar a traição


E-Farsas: Papa Francisco era fã do Black Sabbath?E-Farsas
Papa Francisco era fã do Black Sabbath?

Max Cavalera: triste ver uma banda tão importante virar uma merdaMax Cavalera
Triste ver uma banda tão importante virar uma merda


Sobre Gabriel von Borell

Gabriel von Borell, nascido em 30/03/85, jornalista. Não vive sem música e também não se apega a rótulos musicais. Acredita que todo preconceito é burro, inclusive o musical. Escuta de tudo um pouco, considerando que um jornalista deve estar aberto pra conhecer e comentar sobre qualquer músico ou banda. Pode ser encontrado no Twitter em @gabrielborell.

Mais matérias de Gabriel von Borell no Whiplash.Net.