Epica: Resenha e fotos do show em Porto Alegre

Resenha - Epica (Bar Opinião, Porto Alegre, 13/03/2018)

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Por Guilherme Dias
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


































Fotos: Liny Oliveira

Atualmente o Epica finaliza a turnê que divulga o seu último trabalho de estúdio, "The Holographic Principle", lançado em 2016. Ao término da "The Ultimate Principle Tour" a banda realizará diversos shows em festivais de verão na Europa e provavelmente entre de férias após esse período. Essa foi a quarta passagem do Epica na capital gaúcha, a última aconteceu também em março, no ano de 2015 no mesmo palco de sempre, o do Bar Opinião.

O grupo holandês mantém a mesma formação da visita anterior. Enquanto tocava a introdução "Eidola" no som mecânico, os músicos entraram no palco. O primeiro foi Ariën van Weesenbeek (bateria), seguido de Coen Janssen (teclados), Rob Van Der Loo (baixo), Isaac Delahaye (guitarra) e Mark Janssen (guitarra e vocal). Após o início de "Edge of the Blade" ("The Holographic Principle") foi a vez de Simone Simons (vocal) ser recebida pelos fãs gaúchos.

Sem cerimônias, a clássica "Sensorium" ("The Phantom Agony", 2002) manteve o clima animado. "Muito obrigado Porto Alegre, vocês estão prontos para se divertir? A próxima é uma canção nova", disse Simone, apresentando "Fight Your Demons", presente no EP "The Solace System", lançado no primeiro dia de setembro de 2017.

"Vocês estão se divertindo? ", reforçou Mark antes de apresentar "Unleashed" ("Design Your Universe, 2009"). "Vamos voltar ao tempo e tocar uma canção do álbum 'The Divine Conspiracy' (2007)" disse Simone antes de "Chasing the Dragon". Com a música em andamento Simone perguntou: "Vocês gostam dessa? Eu adoro cantá-la" e pediu para o público levantar os seus braços.

Em uma das idas de Mark ao microfone ele pediu para a plateia fazer barulho. No meio do barulho todo pôde ser escutado nitidamente um espectador gritar "foda". Mark ouviu e perguntou se "foda" significava "fuck". Rapidamente todos responderam positivamente e brincando Mark respondeu: "fuck you", seguido de: "vocês são foda", em português.

"Nós temos mais algumas músicas no set-list, batam cabeça comigo", disse Simone ao apresentar "Unchain Utopia". Simone anunciou um problema para o público. A cantora virou o microfone para a pista cantar o coro de "Cry for the Moon" ("The Phantom Agony"), tendo uma resposta magnífica. Em diversos momentos Coen saía do seu teclado giratório e interagia com os seus colegas de frente, isso quando não estava andando pelo palco com o seu teclado portátil, que por sinal possui uma forma muito exótica. Durante "Cry for the Moon" ele dividiu a guitarra com Isaac realizando um riff com uma mão enquanto Isaac palhetava. Com as outras mãos livres ambos as juntaram e fizeram um gesto em forma de coração, gerando muitas risadas. Ariën finalizou a música com um ótimo e curto solo de bateria, sendo apresentado pela frontwoman e sendo muito ovacionado pela plateia.

A cantora disse que fariam uma pausa para beber cerveja e drinks rapidamente e pediu ajuda dos fãs novamente. As luzes do palco foram desligadas e ela pediu para todos levantarem os seus celulares com as luzes acesas, para iluminar todo o ambiente durante a introdução de "Once Upon a Nightmare" ("The Holographic Principle"). Na volta para o palco Coen fez uma contagem regressiva com os dedos de uma das mãos, na outra mão uma lanterna a qual balançou de um lado a outro, gesto repedido por todos que estavam com os seus celulares levantados.

Depois de um novo intervalo, Coen foi o primeiro a retornar para o palco. Ele foi ao microfone e disse que já havia visto de tudo na noite, que só faltava um "mosh-pit". Passou a bola para Isaac que disse: "Eu só sei dizer obrigado em português... ah não... hoje eu aprendi uma nova palavra: 'tchê'", que é uma expressão coloquial gaúcha, utilizada em todos os momentos para qualquer coisa, assim como o famoso "bah". Isaac chamou Ariën que foi ao microfone e disse "Olá amigos, tudo bem?", demonstrando boa fluência no idioma. Isaac ainda apresentou Rob antes de Simone e Mark retornarem para o bis. A primeira foi "Sancta Terra", onde Isaac pediu para os fãs gritarem "tchê" diversas vezes na introdução instrumental. "Vocês querem mais? Vamos fazer um acordo, nós tocamos e vocês pulam", disse Simone e foi exatamente o que aconteceu em "Beyond the Matrix" ("The Holographic Principle"). Nesse momento cartazes com um trecho da letra da música foram levantados por alguns fãs na plateia.

Encerrando a apresentação, Simone anunciou que a canção seguinte seria a última da noite. Antes disso passou o microfone para Coen, que pediu novamente a realização de um "mosh-pit" na pista. Um pequeno mosh ocorreu durante a já esperada "Consign to Oblivion", faixa-título do segundo álbum do grupo, lançado em 2005.

A presença de palco de todos os músicos é eletrizante. Mark se deslocava de um lado a outro e quando estava do lado oposto ao de seu microfone e precisava cantar, utilizada o microfone de Isaac. Havia duas plataformas na parte da frente do palco, permitindo os músicos subirem e ficar em uma altura superior, utilizadas por Mark e Isaac em diversos momentos, gerando uma visibilidade muito melhor para os espectadores. Isaac trocou sorrisos com quem estava na pista e até mesmo apontou para os mais calmos, pedindo que interagissem mais. Coen esteve muito animado e presente em todos os momentos, Ariën ficou no seu canto onde destruiu a sua bateria, Rob bateu cabeça o tempo inteiro e a charmosa Simone encantou o bar Opinião com a sua bela voz e carisma.

O saldo final foi muito positivo. A iluminação foi muito caprichada mais uma vez, assim como a qualidade sonora, proporcionando um bom alcance em todos os pontos da casa de shows. O bar não estava em sua lotação máxima, mas recebeu um bom número de headbangers, tanto homens como mulheres, de todas as vertentes do heavy metal e de todas as idades. Na despedida os músicos jogaram palhetas, baquetas, garrafas de água, toalhas e folhas do set-list. Além disso, tiraram a famosa foto com a plateia e fizeram o gesto em forma de coração, dessa vez combinando as mãos de todos os integrantes. Simone prometeu que o Epica sempre retornará para Porto Alegre, restando apenas esperar, como nas vezes anteriores.

Set-list completo:
Edge of the Blade
Sensorium
Fight Your Demons
Unleashed
Chasing the Dragon
Ascension - Dream State Armageddon
Reverence (Living in the Heart)
Dancing in a Hurricane
Unchain Utopia
Cry for the Moon
Once Upon a Nightmare

Sancta Terra
Beyond the Matrix
Consign to Oblivion



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Sobre Guilherme Dias

Fanático por heavy metal e hard rock desde os 12 anos de idade. Coleciona CDs e LPs, principalmente do Helloween e seus derivados. Colabora com o site desde 2013. Nasceu em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

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