Rhapsody: abrindo a temporada de 2018 com quase 2 horas de clássicos
Resenha - Rhapsody (Tom Brasil, São Paulo, 07/01/2018)
Por Diego Camara
Postado em 10 de janeiro de 2018
Era uma bela noite para saudosismo, regada ao melhor do metal sinfônico. O tempo voa, e já são 20 anos que o Rhapsody (com fogo ou sem fogo) lançou o seu primeiro disco, "Legendary Tales", que ajudou a delinear o subgênero do metal sinfônico. Do Power Metal forte nas guitarras ao uso das orquestrações épicas, o Rhapsody tem tudo isto. A reunião de (quase) toda a banda, trouxe para São Paulo os principais clássicos dos primeiros anos de carreira da banda, e algumas gratas surpresas. Confiram os principais detalhes do show, com as imagens de Fernando Yokota.
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O show começou com um leve atraso de 10 minutos, quando a introdução "In Tenebris" começou a tocar no som do Tom Brasil, seguida pela entrada da banda, aplaudida com vontade. O show já começou diferente aqui, pois ao invés de encaixar com "Knightrider", a banda apostou a abertura do show com a icônica "Dawn of Victory", um dos grandes sucessos da banda. Atitude bastante inesperada, afinal a música tem sua própria introdução "Lux Triumphans". O efeito porém, foi bastante positivo, e o público surpreso cantou com prazer a excelente abertura, que fez o público parecer gigante.
A qualidade do som do show foi o padrão do Tom Brasil. Uma pancada firme das baterias Holzwarth e os vocais impecáveis de Fabio Lione desenharam muito bem a música, coroada com um excelente solo de guitarra de Turilli. Logo em seguida, a banda já encaixou "Wisdom of the Kings", que com um ritmo parecido com o de "Dawn" funcionou muito bem para manter o animo do público, que cantou a plenos pulmões o refrão.



O show, porém, foi longe de ser perfeito. Em músicas como "The Village of Dwarves" fica claro como o acompanhamento do teclado e o uso extremo dos playbacks deixa a sensação do ao vivo prejudicada. Seu aspecto mais dançante, de taberna, não é o mesmo ao vivo. A voz de Lione, porém, soava perfeita, o que conseguiu equilibrar um pouco a falta de um bom acompanhamento para a música.
Músicas mais potentes, porém, como a seguinte "Power of the Dragonflame", se encaixavam mais no estilo da banda que estava no palco. Com as guitarras potentes e usando toda a potência das baquetas de Holzwarth, essa música encantou pela minúcia de sua execução, que fez novamente brilhar os vocais de Lione, que se sobressaltam nesta canção sobre o resto da melodia. Vocais esses acompanhados por uma plateia de fôlego, que se animava mais a cada música.



Das grandes surpresas, que não figuram no top das músicas mais conhecidas da banda, ficou a cargo sons como "Beyond the Gates of Infinity", "Riding the Winds of Eternity" ou "When Demons Awake", esta última inclusive, tocada pela primeira vez na história da banda em solo brasileiro. As duas primeiras, inclusive, ajudaram a saturar o show de músicas do "Symphony of Enchanted Lands", que ofuscou o "Legendary Tales", que ironicamente deveria ser o disco a ser tocado numa turnê comemorando exatamente os 20 anos de seu lançamento. Assim, perdemos a chance de ouvir alguns sucessos pancada como "Warrior of Ice", "Flames of Revenge" ou "Rage of Winter". Outras músicas de muito mais sucesso de discos posteriores, como "Unholy Warcry", "The March of the Swordmaster" ou "Triumph for My Magic Steel" também ficaram sobrando na equação do Rhapsody.
E falando no disco mais tocado da noite, foi muito bonito ouvir a bela "Symphony of the Enchanted Lands" ao vivo, como uma bela suíte épica da carreira dos italianos. Como um grande resumo do som da carreira dos italianos, indo do fantástico ao épico em segundos. A seguir, saltando o solo de bateria, tivemos "Land of Immortals", criança solo do "Legendary Tales", extremamente bem executada pela banda. Tudo muito bem encaixado nesta música, onde todos fizeram muito bem seu trabalho.



Outro belíssimo e inusitado momento do show foi a homenagem de Fabio Lione ao seu conterrâneo Andre Bocelli, na belíssima apresentação a capella de "Con Te Partiro", onde o vocalista mostrou toda a sua capacidade musical cantando um dos grandes sucessos da música italiana. Aplaudido com vontade, o público gritou o nome do vocalista, que respondeu com grande prazer para a plateia. Para fechar o show, a banda veio com "Holy Thunderforce", uma das mais esperadas da noite. Ela explodiu o público, que cantou com vontade da primeira até a última linha, com o público pulando e gritando pela banda.



Para o bis, a banda veio primeiro com "Rain of a Thousand Flames", com o playback de abertura anunciando o retorno da banda ao palco. O público acompanhou mais uma vez com vontade, mostrando vigor e resistência ao cantar a plenos pulmões mais uma vez a música, apesar das quase duas horas de um show bastante emocionante. Para fechar, veio o sucesso que não poderia faltar: "Emerald Sword", levando o público mais uma vez a loucura, com muita gente dançando insanamente na pista.
Setlist:
Intro: In Tenebris
1. Dawn of Victory
2. Wisdom of the Kings
3. The Village of Dwarves
4. Power of the Dragonflame
5. Beyond the Gates of Infinity
6. Knightrider of Doom
7. Wings of Destiny
8. When Demons Awake
9. Riding the Winds of Eternity
10. Symphony of Enchanted Lands
11. Solo de Bateria
12. Land of Immortals
13. The Wizard's Last Rhymes
14. Solo de Baixo
15. Solo de Vocal ("Com Te Partiro" de Andrea Bocelli)
16. Holy Thunderforce
Bis:
17. Rain of a Thousand Flames
18. Lamento Eroico
19. Emerald Sword
Outro: Gargoyles, Angels of Darkness Part III: …And the Legend Ends…




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