Anthrax e Accept: Reunindo os dois continentes em um único show

Resenha - Anthrax e Accept (Free Pass Metal Festival, São Paulo, 09/11/2017)

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Por Diego Camara
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Fotos: Fernando Yokota

A Free Pass resolveu trazer desta vez dois pesos pesados para tocar em seu festival. Apesar do que parecia ser de certa forma inusitado - para um público não muito acostumado ainda a festivais com gêneros tão diferentes - Anthrax e Accept se uniram para trazer o melhor do metal de dois continentes para o Tom Brasil. As bandas vieram afiadas e tocaram muito bem para uma casa lotada, cheia dos amantes do verdadeiro heavy metal. Confira abaixo os principais detalhes do show, com as imagens de Fernando Yokota.

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ACCEPT

A casa já estava extremamente lotada quando os alemães subiram ao palco para sua apresentação. O público foi recebido com uma pancada no áudio: um som forte, potente, as baquetas tinindo ao som de “Die by the Sword”, do novo álbum “Rise of Chaos”, muito bem recebido pelos fãs paulistas. Gostaria também de dar destaque a montagem do palco da banda: o belo backdrop do novo disco, unido a paredes de lona nas laterais deu um aspecto incrível ao palco, algo que o Accept não teve oportunidade de realizar tão bem das outras vezes que esteve no país.

O show seguiu em uma mescla das músicas dos novos discos e os sucessos da décade de 80. Destaque para “Restless And Wild”, onde o público cantou a plenos pulmões o refrão, e foi presenteado por uma pintura de Hoffmann, que como sempre entregou uma performance estasiante na guitarra. “Princess of the Dawn” também teve o mesmo efeito na plateia, deixando o público lá no alto, a ponto de cantarem sozinhos o refrão.

A apresentação foi curta, até demais. Quando todos viram, já estavamos nos encaminhando para a parte final do show, quando a banda começa a soltar os seus principais sucessos um atrás do outro. “Fast as a Shark” veio primeiro, e logo quando sua introdução começou a ser tocada no playback, o público já começou a cantar junto com Tonillo. O vocal dele deu uma sumida nesta música, pareceu estar pegando leve em comparado a parte inicial do show. O público, porém, não perdeu o ritmo, e seguiu firme durante a música inteira.
Em seguida, o sucesso “Metal Heart” levou a público a loucura. Vale destacar aqui o lindo solo de guitarra, com a performance de uma versão heavy metal de “Beethoven” (nada mais alemão do que isto. Encaixada nela, “Teutonic Terror” veio logo em seguida: música da nova fase da banda com um ar forte de anos 80. O público novamente não desgrudou aqui dos vocais. Para fechar, não poderia faltar “Balls to the Wall”, que não necessita de comentários: é o grande sucesso da banda, e teve tratamento especial da banda, como sempre.

Setlist Accept:
Die by the Sword
Stalingrad
Restless And Wild
London Leatherboys
Final Journey
Analog Man
No Regrets
Princess of the Dawn
Objection Overruled
Fast as a Shark
Metal Heart
Teutonic Terror
Balls To The Wall

ANTHRAX

Com um pequeno atraso, o Anthrax veio logo em seguida para a sua apresentação. Trazendo um setlist bastante enxuto para esta turnê - o que anda sendo praxe nas turnês da banda pelo mundo - eles vieram logo no começo destilando o melhor do thrash metal da banda. Saíram logo de primeira com “Among the Living”, que tem aquela pegada épica que cai como uma luva para abrir o show. A bateria estava impressionantemente forte, com a pancada ressoando pela casa, fazendo tremer perto do palco. As guitarras um pouco abafadas não deixaram a música estar no seu 100%, porém.

Incansáveis, eles sacaram logo em seguida “Caught in a Mosh”, aberta com um genial solo de guitarra. O mosh já foi aberto instantaneamente, com o público fazendo uma grande pancadaria no centro da pista premium. A música, excelente e visceral, trouxe o Anthrax clássico no seu melhor. Logo em seguida, a banda ainda tem a pachorra de tocar “Got the Time”, que só agrava o que ocorreu na música anterior. A casa chegou a tremer ou foi só sensação?

Isso foi muito para uma abertura. O meio do show foi até morno em comparado a pancada dessa abertura. A banda sacou “Madhouse”, muito boa para bater cabeça, agradeceu ao público pela nova oportunidade de retornarem ao Brasil - homenageando e rememorando a apresentação que tiveram o prazer de fazer com o Iron Maiden na turnê passada - e sacaram outras boas músicas: as cantantes “Breathing Lightning”, que viu o público rivalizar com Belladonna nos vocais, e “Medusa”, além de “N.F.L.”, com uma performance de guitarra ótima, ao melhor estilo punk.

Para o final do show, a banda fechou com “Antisocial”, com o público cantando a plenos pulmões em outro belo misto do thrash metal com o heavy metal clássico. O público cantou junto mais uma vez, a plenos pulmões, e o solo marcante de guitarra fechou muito bem esta música, que marcou o fim da apresentação. Para o bis, a banda sacou “Indians”, outro grande sucesso do “Among the Living”. O público já parecia um pouco cansado, mas ainda sacaram as últimas energias para fechar o show com tudo.

Setlist Anthrax:
Among the Living
Caught in a Mosh
Got the Time (cover de Joe Jackson)
Madhouse
Fight 'Em 'Til You Can't
Breathing Lightning
Medusa
I Am the Law
March of the S.O.D. (cover de Stormtroopers of Death)
Blood Eagle Wings
Be All, End All
Efilnikufesin (N.F.L.)
Antisocial (cover de Trust)
Bis:
Indians

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Post de 13 de novembro de 2017


Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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