Dire Straits Legacy: uma noite mágica em POA

Resenha - Dire Straits Legacy (Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre, 05/05/2017)

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Por Karen Waleria
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O DIRE STRAITS, banda criada em 1977, surgiu com um som leve em uma época marcada pelo punk rock. Sua música se encaixava no chamado "pub rock", uma espécie de movimento que prezava por uma sonoridade mais simples que fugisse da ostentação do progressivo e do glam.

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Já se passaram mais de duas décadas desde o último show oficial do DIRE STRAITS, e desde então os fãs foram pedindo pela volta da banda. Principalmente aqui no Brasil onde a banda de rock britânica nunca se apresentou.

Até que alguns dos ex-integrantes se reuniram em Milão, em 2013, para apresentar o projeto liderado por Marco Caviglia, fã apaixonado pela música da banda britânica, mentor dessa reunião exitosa, e que assume a guitarra e vocais ao lado de alguns de seus ídolos.

A primeira turnê com alguns dos ex-integrantes da banda foi um sucesso, com cinco shows esgotados na Itália; e ontem, dia 05 de maio, chegou à capital gaúcha, exatamente no ano em que se completa o aniversário de 40 anos do DIRE STRAITS.

A megabanda formada por Phil Palmer (Guitarras e Vocais), Alan Clark (Piano, Órgão Hammond e Teclados), Danny Cummings (Percussões e Vocais), Mel Collins (Sax), Andy Treacey (Bateria), Mickey Feat (Baixo), Primiano Dibiase (Teclados) e Marco Caviglia (Voz e Guitarra), apresentou-se durante mais de duas horas no Auditório Araújo Vianna em Porto Alegre. Músicos de fases diferentes do DS o que transformou o show em algo muito próximo de uma jam entre velhos amigos tocando suas músicas preferidas.

O público, formado por todas as faixas etárias, que compareceu a tradicional casa de shows porto-alegrense pode conferir esses músicos experientes e consagrados fazendo o que melhor sabem fazer. Essa simplicidade muito bem executada que fez a fama da banda inglesa, num show recheado de clássicos que marcaram uma geração como "Sultans of Swing", "Walk of Life" e "Money for Nothing". Abre aspas, algumas das versões apresentadas no palco foram mais longas que as originais. O Dire Straits Legacy não usa templates, tão comuns hoje em dia. O que você escuta do palco é real, sem trilhas de fundo ou truques técnicos.

Inclusive houve a execução de "Jesus Street", música inédita da banda, lançada aqui no Brasil.

Infelizmente nenhum dos integrantes originais do DIRE STRAITS integram atualmente o Dire Straits Legacy; mas a diferença sonora é pequena. Quem é fã da banda, com certeza, aprovou a performance. Faltaram alguns hits, na minha opinião, no setlist, mas foi um bom show em homenagem ao legado da banda, ainda que sem o Mark Knopfler. Mas se fossem esperar por ele, que está focado há muito tempo na sua carreira solo, uma reunião como a que vimos ontem, nunca aconteceria. Embora uns mais e outros menos, todos ali fizeram parte do grupo como bem disse numa entrevista Phil Palmer que além de músico agrega a função de diretor musical do espetáculo.

Setlist:

-Private investigation
-Walk of life
-Expresso Love
-Down to the waterline
-Romeo & Juliet
-Tunnel of love
-Six blade knife
-Setting me up
-Sultans of swing
-Your Latest trick
-Jesus Street
-On every street
-Telegraph Road
--
-Brothers in arms
-Money for nothing
-The bug
-Portobello Belle

Agradecimentos à Opus Promoções e Agência Cigana.

Fotos: Sônia Butelli




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Sobre Karen Waleria

Blogueira gaúcha. Estudou letras. Ecleticidade musical é seu ponto forte; com uma tendência ao Rock e Metal. Já foi colaboradora em grandes sites de Rock e Heavy Metal, trabalha com divulgação de bandas e eventos. Responsável pelo blog www.karenwaleria.blogspot.com.br. Siga no Twitter @Rocksblog.

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