Guns N' Roses: Axl cantou super bem em São Paulo
Resenha - Guns N' Roses (Allianz Parque, São Paulo, 11/11/2016)
Por Kennedy Silva
Postado em 13 de novembro de 2016
Pois é, achei que nunca teria a oportunidade de ver o GUNS N’ ROSES ao vivo com o vocal do axl, mas acabei surpreendido, assim como muitos que estão lendo esse texto. O guns está de volta? Se está eu não sei, só sei que fizeram um show excelente no Allianz Parque nesta sexta-feira, 11/11 e abaixo vou contar um pouco como foi a apresentação.
O show, como disse, aconteceu no já tradicional Allianz Parque em São Paulo e a abertura ficou por conta da banda Plebe Rude. A banda oriunda de Brasília, formada nos anos 80, fez um show curto como já era esperado em aberturas de shows de bandas grandes, mas ainda assim, agitou todos os presentes tocando grandes sucessos do rock nacional. Confesso que fazia tempo que não ouvia os clássicos "Proteção" e "Até Quando Esperar", foi ótimo relembrar meus tempos de adolescência, curtindo o bom e velho punk rock Brazuca. Foi uma excelente apresentação, apesar de curta, aqueceram o público presente para o tão aguardado show do Guns.
Guns N' Roses - Mais Novidades
A apresentação da banda principal não foi pontual, mas o atraso não foi tão grande, apenas 27 min. Os fãs adoraram ver que Axl subiu ao palco às 21:27h cantando a famosa "It's So Easy", seguida da "Mr. Brownstone", "Chinese Democracy" e da agitada "Welcome to the Jungle". Foi um excelente começo, não esfriaram o público presente e Axl surpreendeu com seu vocal que apesar de não ser o mesmo de 20 anos atrás, está bem melhor do que o visto a 2 anos atrás. O que esfriou mesmo foi a chuva que começou a cair na música "Estranged", foi ótimo para refrescar, mas confesso que ela estava forte para caramba, mas apesar disso os fãs continuavam cantando, gritando e aplaudindo a apresentação.
Para minha surpresa, a banda não tocou tantas músicas do álbum mais recente (Chinese Democracy), pois normalmente é isso que acontece, tocaram a música homônima, "Better" e também "This I Love" . E para alegria, de muitos (e até a minha), o setlist foi recheado de clássicos, ambos cantados em uníssono pelos fãs e além dos clássicos houve também alguns covers, como "Speak Softly Love (Love Theme From The Godfather)" de ANDY WILLIAMS, música tema do filme O Poderoso Chefão e "Wish You Were Here" dos dinossauros do rock PINK FLOYD, música essa que foi tocada somente instrumental pelos guitarristas Slash e Richard Fortus, com Slash fazendo a parte vocal da música na guitarra e o público cantou em conjunto, imagina, um coral de 60 mil pessoas, foi lindo.
E como disse acima, tocaram diversos clássicos, como "Civil War", onde houve um momento da música em que Axl canta ao lado de Slash, foi bom ver os dois lado a lado. Teve também "You Could Be Mine", "Sweet Child O' Mine" que foi cantada por todos os presentes. O que empolgou mesmo o público nessa música, foi a apresentação do Slash no solo, como sempre, perfeito. Além delas, tocaram "November Rain", onde os fãs levantaram bexigas vermelhas e ficaram balançando durante a música a qual no final teve fogos em efeito cascata no palco, bem bonito. E tocaram também "Knockin' on Heaven's Door", música que teve uma iluminação perfeita, um azul que combinava com a imagem que passava no telão e durante a música Axl pegou um ursinho de pelúcia que foi jogado ao palco e o colocou sentado em frente a tecladista Melissa Reese. O encerramento do show ficou por conta da agitada "Nightrain", onde, assim como em praticamente todas as músicas do show, a banda inteira mostrou ótima presença de palco, se movimentando de um lado para o outro e até o Axl movimentou-se bastante, correndo de um canto a outro.
Após "Nightrain" a banda retira-se do palco, mas volta em seguida para os tradicionais BIS, onde tocaram 3 músicas finalizando essa apresentação. O início do fim se deu com a música "Don't Cry", um dos maiores clássicos da banda, que antes de começar, teve uma introdução de pelo menos 2 minutos com Slash tocando a música do LED ZEPPELIN "Babe I'm Gonna Leave You". Na sequência mandaram "The Seeker", um outro cover, dessa vez da banda THE WHO. Para finalizar, a banda mandou a conhecida "Paradise City", a qual teve como surpresa chuva de papel picado. A banda tocou-a excelentemente e finalizou o show da mesma forma que começou, com uma música empolgante e que fez todos cantarem de ponta à ponta.
Através dessa apresentação pude constatar que Alx vem melhorando muito ao decorrer dos anos, a comparar com suas apresentações nos anos de 2013/2014. Mas felizmente, Axl vem se mostrando um lutador e melhorando cada vez mais seu desempenho como vocalista. No geral, foi um ótimo show e como todo grande show, foi recheado de fogos, explosões e uma linda iluminação e todos os músicos deram seu melhor e agradaram a todos, principalmente pela qualidade apresentada. Em resumo, foi um show que teve uma sonorização ótima, iluminação igual, técnica excelente e organização muito boa, só nos resta torcer para que Axl continue melhorando dia a dia conforme vem fazendo para nos dar mais shows como esse, excelente.
Banda:
Axl Rose (Vocal)
Duff McKagan (Baixo)
Slash (Guitarra)
Dizzy Reed (Teclado),
Richard Fortus (Guitarra)
Frank Ferrer (Bateria)
Melissa Reese (Teclado)
SetList:
It's So Easy
Mr. Brownstone
Chinese Democracy
Welcome To The Jungle
Double Talkin' Jive
Better
Estranged
Live & Let Die
Rocket Queen
You Could Be Mine
Can't Put Your Arms Around A Memory/Attitude
This I Love
Civil War
Coma
Band Intros
Slash's Solo/ Godfather Theme/Sweet Child O' Mine
Wish You Were Here
Layla/November Rain
Knockin' On Heaven's Door
Nightrain
Babe I'm Gonna Leave You (Intro) / Don't Cry
The Seeker
Paradise City
Comente: O que você achou dos shows da banda no Brasil?
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit da Legião Urbana que foi mal interpretado como apologia ao fascismo
A criança que irritou Joey Ramone a ponto de inspirar um clássico dos Ramones
U2 volta ao Brasil no início de 2027, diz portal de notícias
As quatro bandas que Dave Mustaine incluiria em um novo Big Four
A formação do Black Sabbath que não funcionou, na opinião de Geezer Butler
Regis Tadeu elege melhores e piores shows do primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026
O disco do Iron Maiden com Blaze Bayley que a Metal Hammer considera "metade de um clássico"
A regra de vida que Mick Jagger achava que poderia ter mantido os Beatles juntos
Em 1986, leitores da Kerrang! escolhiam os melhores discos do ano
Quando The Edge pensou em abandonar o U2 por causa dos egos inflamados
O disco do Slayer que é uma "resposta" ao pop punk feito por Green Day e Offspring
O álbum que mostrou por que Janis Joplin era impossível de copiar
Cheetah Chrome, guitarrista do Dead Boys, morre aos 71 anos
Canal crava a tier list definitiva do Iron Maiden e joga um disco no fundo do poço
A música do Judas Priest que tem um dos solos "mais gloriosos" do metal, segundo Rob Halford

O momento que Duff McKagan considera um dos mais importantes da história do Guns N' Roses
A banda gigante que, para Ozzy Osbourne, deveria ter sido ainda maior
Por que os estúdios mais lendários do rock estão desaparecendo?
A canção que Axl Rose gravou sob efeito de cogumelos e que deixou o Guns N' Roses furioso
Homem assume culpa por flagra em ato libidinoso no show do Guns N' Roses
Os dois guitarristas britânicos que dominaram o blues, segundo Slash
A letra cruel que Slash tentou fazer Axl Rose mudar antes de sair no disco do Guns N' Roses
O disco que tirou Duff McKagan do punk e o preparou para entrar no Guns N' Roses
A banda de metal que Slash colocou acima das demais e chamou de "obrigatória"
A música que o Guns N' Roses escreveu antes da fama e guardou por seis anos
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista


