Krisiun: Uma aula de destruição no Sesc Pompéia
Resenha - Krisiun (Sesc Pompéia, São Paulo, 09/07/2016)
Por Bruno Faustino
Postado em 18 de julho de 2016
A banda gaúcha Krisiun está excursionando divulgando seu mais recente álbum, "Forged In Fury", lançado em 2015. Não é nenhuma novidade que na atualidade o trio formado pelos três irmãos Max, Moyses e Alex já chegou no patamar máximo do gênero, sendo reconhecidos mundialmente pela característica agressiva e brutal imposta em suas músicas.

O Sesc Pompéia em São Paulo foi a "vítima" da noite do dia 09 de julho. A apresentação fez parte da rota dos shows nacionais da atual turnê, tendo abertura da casa em torno das 20:30 e com início previsto para as 21:30 pontualmente.
É muito complicado resenhar um show de uma das bandas que mais te cativam, que mais lhe despertam respeito. Trata-se de um dos expoentes do Metal nacional que mais levantam a bandeira da originalidade, jamais aceitando mudar ou emoldurar sua arte para tornar-se mainstream, mantendo suas características sonoras em busca de seu objetivo sem preocupar-se com o que o mercado fonográfico aceita ou não.
O show inicia-se às 21:45. O trio sobe ao palco e cumprimenta o público e, com aquele conhecido jargão, Alex Camargo abre o evento falando: "Boa noite, São Paulo! O Krisiun está aqui…". Com estas palavras, os portais do inferno se abriram.

Após a "Intro", a faixa escolhida para o início foi "Ravager", do cultuado "Conquerors of Amageddon" (2000), que trouxe a casa a um delírio frenético. O público pôs-se em agito e, com esse clássico já de abertura, já estava mais do que claro que daí em diante o "caldo só iria engrossar".
Continuando, "Combustion Inferno" trouxe um tema mais recente da banda, do excelente "Southern Storm" (2008), mantendo o público ali presente extasiado com sua variação de cadência e agressividade única. Destaque para a grande performance do guitarrista Moyses Kolesne, que executa os solos de maneira impecável.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Prosseguindo então, temos "Vicious Wrath" e "Vengeance’s Revelation", dos álbuns "AssassiNation" (2006) e "Apocalyptic Revelation" (1998), respectivamente. Elas mantiveram o público "aceso" e trouxeram uma mescla de duas fases do grupo: uma da mais atual, com levadas mais cadenciadas e mais variações, e outra com velocidade e compassos rápidos.
A metade do show se aproxima. O vocalista Alex agradece ao público presente e anuncia que o próximo som seria "Ace of Spades", em tributo ao lendário baixista e vocalista fundador do icônico Motörhead. O clássico executado pelo trio ganhou mais peso e velocidade, tendo um moshpit aberto que tomou conta praticamente do ambiente inteiro.

Seguindo a apresentação, "Scars of The Hatred" e "Ways of Barbarism" trazem para o evento os novos ares que coroam a fase atual na qual o trio se encontra. São duas excelentes composições que divulgam o álbum mais recente, "Forged In Fury". Incrível como elas já foram assimiladas pelo público, que as cantou refrão a refrão. Aquele foi o clímax da apresentação!
Após o final, veio um discurso do vocalista Alex, que alegou que o palco foi feito para uma banda apresentar a sua arte, mostrar o seu som, e não usar-se dele para querer debater questões políticas ou sociais. Complementou ainda dizendo que o Krisiun foi e sempre será uma banda que não usa palco nem o nome para esse tipo de finalidade, pois a música foi feita para unir as pessoas.

Ainda foram executados os clássicos "Murderer", "Sentenced Morning", "Apocalyptic Victory", "Blood of Lions", "Descending Abomination", até que a noite foi encerrada com a visceral "Black Force Domain".
Certamente, foi uma grande apresentação de um grande ícone do Death Metal nacional. Fica a memória e o registro de uma aula de quem sabe fazer o melhor dentro daquilo que se propõe.
Uma enorme saudação ao Krisiun, que coroou a noite gelada de São Paulo com profissionalismo e perfeccionismo aos fãs ali presentes!

Setlist:
01 – Intro
02 – Ravager
03 – Combustion Inferno
04 – Vicious Wrath
05 – Vengeance’s Revelation
06 – Ace of Spades (Motörhead Cover)
07 – Scars of The Hatred
08 – Ways of Barbarism
09 – Murderer
10 – Sentenced Morning
11 – Apocalyptic Victory
12 – Blood of Lions
13 – Descending Abomination
14 – Black Force Domain
Obs : A foto 4 foi disponibilizada na página oficial da banda, sendo assim todos os direitos são reservados à JAPI foto & vídeo.
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