Angra: Resenha e fotos do show em Porto Alegre

Resenha - Angra (Bar Opinião, Porto Alegre, 15/05/2016)

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Por Guilherme Dias
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Fotos por: Liny Oliveira

Como de costume, a banda Angra retornou para Porto Alegre. Dessa vez não se tratou de um show comum. A apresentação foi referente à turnê de 20 anos do álbum “Holy Land”, lançado em março de 1996. O frio e a chuva não desanimaram quem se deslocou até o tradicional bar Opinião para uma grande noite de heavy metal.

A abertura do evento foi realizada por duas bandas. A primeira foi a “Old Trash”, que possui em sua formação Diogo Almeida (vocal e guitarra), Maik Salles (baixo) e Lucca Bittencourt (bateria). Em suas letras o grupo trata de passar mensagens sobre os problemas atuais da sociedade, superação, querendo ser a voz da juventude. Maik comentou em diversos momentos que era uma grande oportunidade, sendo a maior apresentação da banda até o momento. Diogo que estava em sua cadeira de rodas mostrou muita atitude, tocando com tanta vontade que estourou uma das cordas de sua guitarra no término do show. A banda tocou como quis, sendo impossível rotular dentro de algum estilo, que se aproxima tanto do grunge como do heavy metal. Para uma primeira apresentação desse nível, se saíram muito bem.

A segunda banda foi a “Symmetrya”, já experiente, porém pela primeira vez em Porto Alegre. Mostraram uma forte influência de Power Metal, tudo a ver com a proposta da noite. O grupo é formado por Jurandir Jr. (vocal), Milton Maia (teclado), Alexandre Lamim (guitarra), Gean Carlos (baixo) e Marcos Vinicius (bateria) e estão trabalhando na divulgação do seu último lançamento, o disco “Last Dawn”. Desse trabalho tocaram músicas como “Something in the Mist”, “Darkest Love”, entre outras. Além das músicas próprias, tocaram também “The Evil That Man Do” do Iron Maiden, em uma versão muito criativa e característica do estilo da banda. Encerraram a apresentação com “Learn to Live” do álbum “Eternal Search”. É uma banda promissora no metal nacional, que em breve deve retornar para Porto Alegre com um show próprio.

O álbum “Holy Land” é o segundo lançamento do Angra, ele é conceitual e trata em suas letras do Brasil nos anos de 1500, quando foi descoberto. A sonoridade se inspira no folclore nacional da época, combinado com arranjos clássicos (muito populares na Europa na mesma época) e no Power Metal que influencia muito os músicos. Um álbum que mostra muito da identidade do grupo.

A formação atual é muito diferente da que gravou o disco. Apenas Rafael Bittencourt (guitarra) estava presente no palco, visto que Kiko Loureiro está compromissado com o Megadeth no momento. Para o lugar de Kiko, o convidado é Marcelo Barbosa (Almah). Os demais integrantes são Fabio Lione (vocal), Felipe Andreoli (baixo) e Bruno Valverde (bateria).

Para quem esperava a introdução “Crossing” para abrir o espetáculo foi surpreendido com “Newborn Me” (faixa que abre o último lançamento, “Secret Garden”). Em seguida: “Waiting Silence” (“Temple of Shadows”, 2004) e “Wings of Reality” (“Fireworks”, 1999). Nesse momento Lione pediu para o técnico de som no palco se apresentar e fez um pedido inusitado, pediu para Victor diminuir o volume da sua voz, que segundo o vocalista estava alta demais.

A partir daí Lione anunciou que tocariam o CD “Holy Land” e pediu para todos cantarem junto com ele. Sem a introdução do álbum os músicos tocaram “Nothing to Say” e a partir daí você já sabe... (caso não saiba, confira o set-list abaixo) até que chegou a hora de “Z.I.T.O”, onde Rafael perguntou se alguém que estava no público sabia o significado da sigla. Quando parecia que Rafael revelaria o significado, Lione cortou o barato do guitarrista e cantou com o público, realizando um grande e engraçado duelo, mostrando muito da sua qualidade vocal.

Rafael Bittencourt falou bastante durante toda a apresentação. Entre uma conversa e outra, disse que a banda não sabia se era muito cedo para retornar para Porto Alegre (o último show na capital gaúcha havia acontecido no dia 14 de junho de 2015, nem um ano atrás), mas acreditou que os fãs compareceriam em peso, independente da formação ou do que apresentariam no set. Contou ainda que faria a sua uma homenagem ao “Holy Land” cantando uma bela música de André Matos, “Deep Blue”. Para fechar a primeira parte do show faltava apenas “Lullaby For Lucifer”, que foi cantada por Rafael também, assim como “Sillent Call” (“Secret Garden”) que foi emendada na última faixa de “Holy Land”.

A parte final da apresentação contou com músicas do último lançamento, como “Final Light” e “Storm of Emotions”, “Time” (“Angels Cry”), o solo de bateria de Bruno e faixas clássicas do grupo como “Rebirth” e “Nova Era”. “Gate XIII” foi a trilha sonora da despedida dos artistas do palco. Todos tiveram ótima atuação. Lione é um vocalista que dispensa comentários, assim como Rafael que é o grande líder da banda. A cozinha funcionou muito bem com Felipe e Bruno muito bem entrosados. A boa nova foi Marcelo, que desempenhou com perfeição o papel deixado por Kiko, tocando como nas gravações originais de estúdio.

Assim foi mais uma grande apresentação da banda na capital gaúcha. O maior clássico da banda, “Carry On”, fez muita falta para alguns fãs, para outros foi indiferente, visto que tocaram um álbum clássico na íntegra. A qualidade sonora foi perfeita. A iluminação estava muito boa, tirando o fato de uma luz branca piscar muito forte durante toda a apresentação, causando certo desconforto, afinal é show, não festa. Após o show ficam duas perguntas no ar: será que a banda retornará em breve novamente? Será que daqui dois anos teremos turnê em homenagem aos 20 anos do “Fireworks”? Só o tempo irá dizer, mas se a banda continuar com essa atmosfera animadora serão muito bem-vindos como sempre!

Set-list Old Trash:

Trashit Song
I Will Try
Nine
Amnesia
Dirt
Seattle Sound
Cancer
Another
Duckfuckers

Set-list Symmetrya:

Intro
Something In The Mist
In The Blink of An Eye
Darkest Love
To Live Again
Past Life Trauma
The Evil That Men Do
Learn To Live

Set-list Angra:

Newborn Me
Waiting Silence
Wings of Reality

Nothing to Say
Silence and Distance
Carolina IV
Holy Land
The Shaman
Make Believe
Z.I.T.O.
Deep Blue
Lullaby for Lucifer

Silent Call
Final Light
Storm of Emotions
Time
Angels and Demons
Synchronicity II(The Police)

Rebirth
Nova Era

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Sobre Guilherme Dias

Fanático por heavy metal e hard rock desde os 12 anos de idade. Coleciona CDs e LPs, principalmente do Helloween e seus derivados. Colabora com o site desde 2013. Nasceu em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

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