RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas

imagemA música de Raul Seixas que salvou a carreira de Chitãozinho e Xororó

imagemPor que Lemmy odiava tocar "Ace of Spades" nos shows do Motörhead

imagemQual era a opinião de Tony Iommi sobre Ozzy Osbourne solo e Randy Rhoads em 1984?

imagemOs 10 maiores álbuns da história do grunge, em lista do Brave Words

imagemComo Tommy Lee e o Mötley Crüe ajudaram Axl Rose a escrever "November Rain"

imagemOmelete diz que heavy metal pertence agora à nova geração e não ao tiozão headbanger

imagemPaul McCartney quase foi atropelado ao tentar recriar famosa cena de capa de disco

imagemO Raul Seixas não era nada daquilo que ele falava, diz ex-parceiro musical

imagemO hit dos Beatles que talvez seja sobre drogas e que "Jesus" acompanhou gravação

imagemO brasileiro com a voz parecida com a de Axl Rose que viralizou no TikTok

imagemO que faltou para o Overkill entrar no "Big Four" do thrash, segundo D. D. Verni

imagemQuatro músicas de artistas brasileiros que citam Os Paralamas do Sucesso

imagemEmpresário do Kiss afirma que a última turnê da banda vai acabar em 2023

imagemA atitude punk da Legião Urbana que causou irritação e deu trabalho na gravação

imagem"Quem não gosta de Beatles bom sujeito não é", diz João Gordo


Stamp

Testament, Cannibal Corpse, Genocídio: três lendas no palco em SP

Resenha - Testament, Cannibal Corpse, Genocídio (Carioca Club, São Paulo, 21/11/2015)

Por Vitor Franceschini
Postado em 03 de dezembro de 2015

Uma lenda do Thrash Metal mundial, um ícone do Death Metal mundial e uma das mais importantes bandas do Metal extremo nacional. O último dia 21 de novembro foi um dia em que nenhum headbanger de origem tupiniquim, principalmente os paulistas e paulistanos fãs de Metal extremo poderiam reclamar. Afinal, não é sempre que Testament, Cannibal Corpse e Genocídio sobem no mesmo palco e destilam o que de melhor sabem fazer.

Em um dia típico da capital paulista, o Carioca Club (casa que ainda sofre com o calor excessivo no caso de lotação, que foi o caso) recebeu headbangers de todo país. Mas, ainda com o público chegando, o grande Genocídio subiu ao palco que lhe é tão familiar. Mesmo com menos tempo e divulgando seu mais recente trabalho, "In Love With Hatred" (2013), além de comemorar o relançamento do clássico "Posthumous" (1996), a banda ousadamente conseguiu passar por boa parte de sua carreira destilando sons de seus principais álbuns como Encephalic Disturbance do "Depression" (1990), Up Roar de "Hoctaedrom" (1993) e Cloister do "Posthumous", por exemplo. Chamou atenção como a mais recente Kill Brazil de "In Love..." já virou um clássico. O ponto alto foi para o cover de Come To The Sabbath (Mercyful Fate) que deveria fechar o set list, o que não aconteceu. Nem precisa comentar a performance do ‘Genoca’, que tem em seus integrantes segurança e experiência necessárias.

publicidadeAdemir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | André Silva Eleutério | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Euber Fagherazzi | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Henrique Haag Ribacki | José Patrick de Souza | Julian H. D. Rodrigues | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva |

Apesar de ser a primeira vez deste que vos esceve acompanhando ‘in loco’ o Cannibal Corpse, quem conhece um show da banda sabe que os caras são praticamente os ‘Ramones’ do Death Metal. Não, esse não é um comentário pejorativo, pelo contrário. A banda sabe bem onde pisa, não ousa e os movimentos são ‘quase’ que calculados. Quem conhece sabe que, mesmo com disco recente na praça, o Cannibal Corpse dificilmente dispensa os clássicos e foi a mescla que vimos. Com a banda sendo direta e mostrando sua técnica e precisão de sempre, Sentenced To Burn, I Cum Blood, Unleashing The Bloodthirsty, Make Them Suffer, A Skull Full Of Maggots, Hammer Smashed Face, Devoured By Vermin tiveram como aliadas as mais recentes Evisceration Plague, Kill Or Become e Sadistic Embodiment em um set list também abrangente e que conta um pouco mais da história dessa que, talvez seja o maior nome do Death Metal mundial em atividade. Como atração, George ‘Corpsegrinder’ Fisher e seu pescoço avantajado sempre fazendo um ‘headbanging’ que ajudou a ventilar no calor escaldante do Carioca Club.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Público nada cansado, casa abarrotada e a ansiedade para ver um dos maiores nomes do Thrash Metal mundial. Após o ‘tolerável’ tempo pra se ajeitar tudo no palco, as cortinas se abrem e o Testament surge com a sua linha de frente clássica: os guitarristas Alex Skolnick e Erick Peterson, e o ‘homem-montanha’ Chuck Billy rindo à toa e executando um dos maiores clássicos, Over The Wall. Como se não fosse o suficiente a cozinha mais técnica da história do grupo – com Steve Digiorgio (baixo, Sadus, ex-Death e vários outros) e Gene Hoglan (bateria, ex-Dark Angel, Death, Fear Factory, etc) – mostrou sua pegada, ali, diante de todos, no palco. Impressiona como a banda consegue transformar sua fase mais clássica em atual e sua fase atual em clássicos. Exemplo disso é a execução de sons como More Than Meet The Eye, The Formation of Damnation, Rise Up, Native Blood que soam como verdadeiros hinos, sendo cantadas por todos, mesmo sendo composições dos dois últimos álbuns. De qualquer forma, o ápice ficou bem evidente em composições como The Preacher, True Believer (que peso absurdo essa música ao vivo) e Disciples Of The Watch. A grande surpresa foi para Dog Faced Gods, do ótimo e injustiçado "Low" (1994). Aliás, injustiça mesmo é o Testament não poder tocar por umas três horas e incluir em seu setlist faixas dos clássicos "Practice What Your Preach" (1989), "Souls of Black" (1990) e "The Ritual" (1992), o que é compreensível (eu não disse aceitável, risos) para uma banda de uma discografia tão rica. Enfim, presença de palco matadora, carisma acima do normal e um show impecável provaram a força do Testament no Brasil. Como se isso precisasse ser provado. Infelizmente tudo acaba, e esse dia memorável já ficou pra história.

Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Fotos: Junior Moreira

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Siga e receba novidades do Whiplash.Net:
Novidades por WhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Sepultura: Chuck Billy relembra teste que fez para entrar na banda


publicidadeAdemir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | André Silva Eleutério | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Euber Fagherazzi | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Henrique Haag Ribacki | José Patrick de Souza | Julian H. D. Rodrigues | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.
Mais matérias de Vitor Franceschini.