Opeth: Banda entupiu o Carioca Club em SP

Resenha - Opeth (Carioca Club, São Paulo, 19/07/2015)

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Por Kennedy Silva
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O Death metal progressivo da banda OPETH invadiu São Paulo nesse domingo, 19/07/15 e os fãs da banda simplesmente entupiram o Carioca Club em Pinheiros para celebrar os 25 anos da banda. Acompanhe abaixo como foi esse show.

Assim que cheguei ao local, não acreditei na quantidade de pessoas que haviam do lado de fora do Carioca Club aguardando para entrar e apreciar o show dos suecos. Os portões que estavam previstos para abrirem as 19:00h, abriram antes para que todos conseguissem entrar com tranquilidade e assim garantir um lugar bacana para assistir ao show.

Logo que entrei no local ao lado do amigo e fotografo Fernando Yokota (veja a galeria completa do show em facebook.com/fernandoyokotafotografia), quase não conseguia me movimentar de tanta gente que tinha lá. Então às 19:45h as cortinas se abrem, o público grita ansiosos pela apresentação, entra o roadie da Banda e começa a afinar os instrumentos. Com os instrumentos devidamente afinados, a banda começa a entrar no palco, um a um entram: Mikael Åkerfeldt (voz/guitarra), Fredrik Åkesson (guitarra), Martin Mendez (baixo), Martin Axenrot (bateria) e Joakim Svalberg (teclado), e então pontualmente às 20:00h começa a demonstração de técnica e velocidade que um bom death metal progressivo possui.

Opeth começou o show com "Eternal Rains Will Come", música que foi abertura também de seus 3 últimos shows da turnê Latino Americana “Pale Communion”. Seguidas de "Cusp Of eternity", assim como a primeira, é do último disco lançado e tem um som melódico e por "The leper affinity" que trouxe um peso maior ao show, onde a voz e os riffs possuem mais influencias de Death metal, influencias muito presentes em seu álbum lançado em 2001 “Blackwater Park”.

Durante as primeiras músicas tocadas, percebi que os instrumentos estavam altos e dava para ouvir tranquilamente, com exceção da guitarra do vocalista que achei um pouco baixa com relação aos outros instrumentos. Já o volume da voz, esse sim estava bem ruim, vários fãs também perceberam e começam a gritar "MICROFONE, MICROFONE", o pedido foi prontamente atendido e aumentado o volume do microfone do vocalista.

Agora com a voz mais alta, a banda manda "The moor" a qual se inicia em conjunto com um coral cantado pelos presentes, acompanhando a guitarra em seu riff. Ficou bem bonito. Mas isso foi só no início mesmo, pois as músicas são relativamente grandes, o público não cantava do início ao fim, estavam a fim de curtir em silencio o show e o domingão. Mas sempre que tinha algum solo ou ao final de qualquer música, o público parece que "revivia" e todos gritavam e aplaudia como se comemorasse um gol. Estava bem bacana a interação do público.

Até o momento, Mikael não estava interagindo muito com o público, mas antes de iniciar "Advent" ele começa a falar e conta que "ele já está velho, que lembra do futebol brasileiro e lembra do jogador do cabelo grande, o Sócrates. Que o Sócrates não corria no pênalti para bater na bola, assim como ele fazia também" e depois disso veio muitos "obrigados" a cada final de música e ele se mostrou bem simpático com todos. Até recebeu uma sacola com uma camiseta de uma fã ao fim da música.

Na sequência os caras mandam: "elydian woes", "to rid the disease" e "the devil's orchard". Todas muito técnicas e muito bem tocadas. Parecia que estávamos ouvindo um CD ao invés de um show, os caras realmente mandam muito bem. Apesar de não se movimentarem muito no palco, a sua música é o que prende o público e não a performance no palco.

Uma coisa que é bacana no Opeth, é que a banda não fica presa ao progressivo com um tipo de vocal ou com um som mecânico, eles incluem influencias de vários estilos, como já disse acima, tem músicas que tem uma pegada death, como "April ethereal", outras que tem algo mais prog com um vocal melódico como "Heir apparent" e até uma pitada de New metal em "The Grand conjuration" onde até o teclado é trocado por (atabaques), músicas que foram tocadas em sequência. Assim que terminam, os integrantes agradecem, saem do palco e as luzes se apagam.

Mas como sempre acontece, a banda inteira volta para o tradicional BIS, e antes de iniciarem a derradeira música, Mikael começa a falar, diz que os fãs são fantásticos, agradece e começa a apresentar a banda, mas não normalmente, ele pede para cada músico tocar notas em seus respectivos instrumentos, arrancando muita risada de todos os presentes, quando chega a vez do Fredrik em sua guitarra, ele erra ou esquece o último pedido e é muito engraçado, todos riem muito. No teclado, Joakim toca até uma parte de The Doors e quando Mikael pede para ele cantar algo, ele manda um “mimimi”. Olha, essa foi a melhor apresentação de integrantes que já vi, dei muita risada.

Após essa apresentação, eles começam a tocar a última música do show “Deliverance” do álbum de 2002 de mesmo nome. Sem dúvida um dos maiores sucessos da banda, música empolgante, com quebras e excelentes riff. Mas tudo que é bom chega ao fim e esse fim veio com muitos gritos dos fãs “OPETH, OPETH, OPETH” e muitos aplausos.

E assim termina essa grande festa de aniversário, com casa lotada, onde era quase impossível se movimentar, com pouco mais de 2 horas de show, com músicas clássicas de toda a carreira da banda e com excelentes músicas do álbum novo. Sem dúvida o show agradou tanto aos fãs antigos como aos novos fãs. Pena que só teve uma apresentação aqui no Brasil e alguns fãs não puderam aprecia-los. Bom, só resta esperar pela vinda dos suecos novamente.

Set List:
Eternal Rains Will Come
Cusp of Eternity
The Leper Affinity
The Moor
Advent
Elysian Woes
To Rid the Disease
The Devil's Orchard
April Ethereal
Heir Apparent
The Grand Conjuration

Bis:
Deliverance

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Sobre Kennedy Silva

Sou um apaixonado por Rock n´ Roll, desde o mais pesado até os grandes clássicos. Um louco por fotografia, principalmente de bandas e de shows e que está sempre disposto a contribuir para a cena.

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