Bullet For My Vallentine: Uma apresentação impecável no RJ

Resenha - Bullet For My Valentine (Circo Voador, Rio de Janeiro, 12/07/2015)

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Por Luan Gabriel Oliveira
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

2 anos após o cancelamento de sua apresentação no Rock in Rio, o Bullet For My Valentine cumpre sua pendência de tocar pela primeira vez no Rio. Com nova formação devido à saída do baixista Jason James, a banda trouxe a turne do novo álbum Venom a ser lançado em Agosto, com abertura dos americanos do Motionless in White.

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O primeiro ponto a se ressaltar foi a pontualidade de ambas as bandas. Exatamente às 19 horas, pôde-se escutar as primeiras notas do Motionless in White ecoarem no Circo Voador na noite de Domingo. Promovendo o último disco Reincarnate, a banda de abertura, em sua segunda passagem pelo país, demonstrou domínio do público com um set objetivo e com direito a um cover do Rammstein. Formada por Chris “Motionless” Cerulli (vocal), Josh Balz (teclado), Ryan Sitkowski (guitarra solo), Ricky “Horror" Olson (guitarra base) e Devin “Ghost" Sola (baixo), além do baterista contratado Vinny Mauro, o Motionless in White conta com 3 álbuns de estúdio e uma passagem pelo Brasil, além da atual que percorreu Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio. Iniciou-se o show com as novas Break The Cycle; Reincarnate e Death March, que já foram suficientes para animar o público.

Um dos pontos altos do show foi a apresentação de uma das músicas do início da carreira da banda, Abigail, presente no debut Creatures, que arrancou berros incessantes da platéia, além do mosh presente em ambos os shows da noite. O set voltou-se mais ao novo album da banda, que ainda entregou as músicas Generation Lost; Dead As Fuck e Unstoppable ao setlist, que ainda contou com três músicas do Infamous (America; If It’s Dead, We’ll Kill It e Devil’s Night). A interação com o público foi constante por parte do cantor Chris “Motionless”, que a todo momento possível ordenava a platéia a pular e repetir as letras da banda, além de valorizar a banda que iria tocar após sua apresentação, o Bullet For My Valentine, momento que arrancou berros de toda a pista.

Para finalizar a consistente e calorosa apresentação, Chris anunciou que eles iriam usar três palavras em alemão por um momento, para anunciar o refrão da música do Rammstein “Du Hast”, provavelmente um dos momentos mais intensos do show, e terminaram o mesmo com Immaculate Misconception, do Creatures, que deixou o público perfeitamente aquecido para a apresentação principal da noite.

Novamente, mostrando grande pontualidade, às 20:30 o Circo Voador tremeu com a introdução do show da banda galesa Bullet For My Valentine com V, que também inicia o novo álbum do quarteto, Venom, o quinto da carreira. Em meios aos berros, eis que surge a banda, formada por Matt Tuck (vocal e guitarra), Michael “Padge" Paget (guitarra solo), Michael “Moose" Thomas (bateria) e o novo integrante Jamie Mathias (baixo), efetivado em Maio de 2015. Matt dirigiu-se logo ao microfone para, ao imediato fim de V, iniciar os urros de No Way Out, também presente do novo disco, para definitivamente dar o começo à ótima apresentação.

Desde os primeiros momentos pôde-se ver a animação do público na primeira passagem do Bullet pelo Rio de Janeiro, que cantou a plenos pulmões as músicas da banda do início ao fim. Emendando com a primeira música do show, tocaram uma das preferidas da platéia, Your Betrayal, com o primeiro verso cantado inteiramente pela mesma, mostrando uma proximidade muito grande entre banda e público mesmo sendo aquela a primeira apresentação dos galeses no estado. Ao fim, Matt interage com o público para anunciar a nova Raising Hell, já presente no set da banda desde 2014, que logo emendou com a pedrada Scream Aim Fire e seu backing vocal empolgante no refrão.

Ao fim, o vocalista de 35 anos lembra que essa era a primeira apresentação do grupo no Rio, e portanto eles deveriam retomar desde o primeiro dia como desculpa pela ausência às palavras do cantor, e logo puxaram a música 4 Words (To Choke Upon), do primeiro disco, The Poison, que gerou uma catarse em todos os presentes no Circo Voador. Tocaram ainda Alone, presente no terceiro CD Fever e Suffocating Under Words Of Sorrow (What Can I Do?), também do debut do grupo, antes de Matthew Tuck retornar ao palco sozinho com uma Les Paul e anunciar o momento acústico de The Last Fight, o qual, nas palavras do mesmo, esperava-se um momento especial para primeira apresentação da banda, emendando-se imediatamente após com a versão original da música. Neste momento, a banda aponta para a presença de um câmera no palco, que estava filmando as apresentações da banda pela América do Sul, perguntando como seria se os cariocas estivessem no novo clipe da banda, anunciando uma música que havia sido tocada apenas na noite anterior em São Paulo, Army Of Noise, que imediatamente cativou os presentes e abriu um mosh ainda maior que o existente em todo o show. Momento solo de Michael Paget, que demonstrou sua técnica e ainda uma presença de palco que foi uma surpresa para várias pessoas do público, visto que Padge não costuma interagir em demasia com a platéia.

Imediatamente após, Padge emendou a única música do quarto disco da banda presente no show, Dirty Little Secret do CD Temper Temper, não muito bem recebida pelo público, que não se agitou muito com a presença dela no setlist. Matt, claramente feliz com a recepção calorosa que os cariocas entregaram durante todo o show, perguntou se estávamos interessados em músicas aceleradas e pesadas devido ao incessante coro pedindo a música Hand Of Blood, do primeiro disco, que não vêm sendo tocada nos shows recentes da banda, e anunciou uma das favoritas dos fãs, Waking The Demon do disco Scream Aim Fire, segundo da carreira. A música abriu o maior mosh visto em todas as duas apresentação e permitiu uma interação constante do público, que berrou a letra da mesma a ponto de ser difícil de se ouvir a voz de Matt e de Jamie, que tomou a posição de Jason como vocalista auxiliar da banda, função muito bem cumprida, por sinal.

Ao fim, uma surpresa: The End, do debut da banda, que não era mais um costume da mesma em apresentar, levando o público a pular do início ao fim. Após o típico momento de espera para o bis, permeado de gritos pelas músicas Tears Don’t Fall e Hand Of Blood, os galeses retornaram ao palco com o coro da nova música You Want A Battle? (Here’s A War), que impressionantemente foi cantada por todo o público, apesar do pouco tempo que a música fora lançada. Para finalizar a apresentação, a já considerada clássico pelos fãs da banda, Tears Don’t Fall, para coroar a primeira passagem da banda por terras cariocas, levando todos presentes ao delírio.

Em suma, o Bullet apresentou um set com um pouco de todos os discos de sua carreira, em um show empolgante e com raríssimas falhas técnicas. O baixista Jamie Mathias foi muito bem recebido pelos fãs e cumpriu muito bem sua função no baixo e no vocal, que não perde em nada para Jason James. Ao fim do show, Matt ainda anuncia que retornarão ao Rio o mais cedo possível e desculpou-se pela longa espera aos fãs cariocas dos galeses, que se deleitaram naquela noite de Domingo no dia 12 de Julho com uma apresentação impecável do Bullet For My Valentine.

Setlist Motionless in White
1-Break The Cycle
2-Reincarnate
3-Death March
4-America
5-Abigail
6-If It’s Dead, We’ll Kill It
7-Unstoppable
8-Devil’s Night
9-Generation Lost
10-Dead As Fuck
11-Du Hast
12-Immaculate Misconception

Setlist Bullet For My Valentine
1-No Way Out
2-Your Betrayal
3-Raising Hell
4-Scream Aim Fire
5-4 Words (To Choke Upon)
6-Alone
7-Suffocating Under Words Of Sorrow (What Can I Do)
(Acoustic Intro For The Last Fight)
8-The Last Fight
9-Army Of Noise
(Guitar Solo)
10-Dirty Little Secret
11-Waking The Demon
12-The End
BIS
13-You Want a Battle? (Here’s a War)
14-Tears Don’t Fall

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