Angra: Repaginando o guarda-roupa, parte 2

Resenha - Angra (Estaleiro Marina Seca, Teresina, 07/06/2015)

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Por Larissa Vieira
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Ver ao vivo as novas músicas explêndidas e viciantes do álbum que veio com toda força, “Secret Garden”, ver de perto uma das maiores duplas de guitarristas nacionais, me encantar os clássicos como “Lisbon”, “Rebirth”, ”Angels Cry” ou “Nova Era”, Teresina reencontrou-se com o Angra após um longo tempo.

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Previsto para iniciar o show as 19 horas, infelizmente se deu início quase as 21 horas, algo que desagradou os fãs e que houvesse alguns imprevistos com a imprensa, com a banda e com a passagem de som eis que os portões eram liberados. Abrindo o show, em processo de gravação do seu novo material intitulado ”Burn Like Hell”, que em dezembro de 2014 abriu também para a lenda do Thrash Metal alemão, Destruction, os veteranos do MegahertZ. Ao iniciar seu set que pareceu ser ”Rainning Blood” do Slayer por ironia do destino começou uma chuva ‘fora de época’ para abafar mais ainda o clima que já estamos acostumados a sentir, mas isso não foi um problema e foi um gás a mais para que o show fosse insano.

Com o trabalho duro de Kasbay e Mike Soares mostraram em muitos detalhes para os presentes no Estaleiro que é preciso uma atenção redobrada para notar os novos timbres da banda, fora que Nixxon esbanja sua voz de forma rápida e coesa, sem se intimidar um instante sequer com o enorme palco, nem com a responsabilidade de abrir para uma banda tão conhecida Brasil afora como o Angra.

A competência dos caras é louvável, mas o fato é que, no decorrer dos anos, eles foram naturalmente incorporando outras influências em seu som, tanto que quem de fato os acompanha sabe que os experimentalismos ficam diversos pra caramba, que isso não é exatamente de agrado dos bangers mais tradicionalistas. Naquele instante, ele é o dono do palco (Ao lado, claro, dos amigos de banda Yago, ‘Briba’, Mike e Kasbafy) mantendo a postura do inicio ao fim. O som da banda torna-se menos complexo (As novas faixas remetem boas influências de Slayer, Megadeth, Anthrax), contendo seus sons mais novos e poucos antigos, pois parece que houve a exclusão de algumas do set por causa do grande atraso no horário de entrada, sendo assim, finalizando seu set com ”Celebration” (Uma das melhores faixas do full ”Pyramidal Power” – 2002).

Não demora muito para que o Angra subisse ao palco. Aos gritos de ”olê olê olá, Angra…Angra, Kiko…Kiko”, Bruno e Kiko sobem primeiro e logo atrás o restante dos músicos para fazer um espetáculo na noite de domingo. Realmente Fabio Lione mostrou que ”segura o trampo” do Angra e consegue deixar todos a loucura, fora que ele aprendeu a falar português até rápido para um italiano que não está acostumado com nossa língua.

Não houve nenhum faixa que não fosse cantada por mim e por todo público (As músicas desse novo material parecia que já eram um hino, pois todos sabiam de ponta a ponta), um set incluindo até um Drum Solo de Bruno que parecia não ter um pingo de piedade da bateria (Disponibilizada pela Tamanduá Produções – Teresina) onde ele mostrou que apesar de novo já pode estar em grande destaques dos melhores do Brasil.

Mas dando destaque para umas partes incríveis; O dedilhado de Felipe Andreoli anunciando uma das mais esperadas do momento, a intervenção de Rafael em “Storm of Emotions”, eclipsando todo o resto da banda que estava logo a seguir.

Fabio após finalizar a música fica encantado com toda recepção dos presentes ali e o carinho que cada um dava como podia, pedindo então para que todos cantassem juntos até o fim, agitando até em um momento uma ópera rápida para saberem o que é ser um italiano nato. E, então, Rafael (nos vocais e no violão) cantaram juntos “Silent Call”, uma faixa aguardada por ser divulgada nas redes sociais que estaria no setlist.

Após isso soltaram ótimos clássicos e nada de cansaço de ninguém, finalizando com um combo de nada mais nada menos que; ”Carry On/Nova Era”, onde parecia um redemoinho de mosh pit e cabelos ao vento de tanta emoção da galera. Já sabemos mais ou menos o que Kiko vai mostrar nesse material do Megadeth, com certeza ele vai ”mandar brasa” e vai representar bem o Brasil nisso.

Um show que apesar de ter sido ”em cima da hora” foi realmente como esperado e valeu a pena. Que venham mais shows assim e que a Empire traga mais shows para nossa capital

Não tem como negar, todos estavam satisfeitos, a banda mesmo cansada estava feliz. E é de se ficar mesmo feliz em saber que o Angra tem levado em sua bagagem pelo mundo inteiro um pouco do nosso som por tantos anos.

Fotos por: Gabrielly Alcântara, Pedro Hewitt

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