Epica e Dragonforce: A apresentação conjunta no Audio Club de SP
Resenha - Epica e Dragonforce (Audio Club, São Paulo, 08/03/2015)
Por Pedro Zambarda de Araújo
Postado em 12 de março de 2015
Não dá pra dizer o que cativou mais o público na noite de domingo (8) durante o show da banda de heavy metal Epica com abertura dos velozes do Dragonforce. Mas uma coisa é certeza: Se a música Haifisch do Rammestein realmente faz a cantora Simone Simons mexer a bunda enquanto faz exercícios, ela estava contagiante e dançante naquela apresentação no Audio Club, em São Paulo, que terminou com chuva após às 23hrs.
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O Dragonforce começou sua abertura por volta de 19h30, horário marcado para o início. O som estava muito embolado no começo, com os teclados e a bateria abafando a guitarra solo, mas os fãs da banda cantaram em uníssono as músicas famosas do grupo, como Fury of the Storm. O baixinho Herman Li - sério, o cara tem 1m50 de altura? - cativava o público. Com seus solos de guitarra repletos de tapping, ele atirava palhetas e andava de um lado para outro do palco de maneira muito carismática.

O gigante Marc Hudson, vocalista da banda desde 2011, também marcou presença no palco executando as músicas do Dragonforce com fidelidade, inclusive de discos que ele nunca gravou. Presença forte, ele conseguia puxar as palmas e o grito do povo.

O show do Dragonforce acabou por volta de 20h30, com palhetas arremessadas ao público, além de muita satisfação dos fãs de Guitar Hero, game que tornou a banda muito conhecida no Brasil.

Epica subiu ao palco pontualmente às 21hrs. Abrindo com The Second Stone, Simone Simons puxou todos os olhares com uma saia em camadas e muita graciosidade no palco. A ruiva não só cantava com sua voz angelical, mas dançava e literalmente apreciava todas as composições. Num português impecável, falou: "Vocês querem mais, galera?". A plateia foi ao delírio.

O Audio Club estava com a pista lotada, mas as pessoas assistiam sossegadas o show na área superior, reservada para VIPs e fotógrafos.

Mark Jansen, guitarrista e um dos fundadores da banda, formou um dueto perfeito com seu gutural embalado pela doce voz de Simone. A cantora chegou a abraçar o baixista barbudo Rob van der Loo, além de brincar com o teclado torcido e móvel de Coen Janssen. O guitarra base Isaac Delahaye tirou a camisa e exibiu os músculos, pra alegria da mulherada, enquanto os homens ficavam encantados com Simone Simons. O único apagado foi o baterista Ariën van Weesenbeek, apesar de ter feito um solo instrumental rico, mas pouco criativo em sua percussão.

Unleashed mostrou que a voz de Simone está em forma, enquanto Sensorium tirou todo mundo do chão, com muita agitação e danças da musa ruiva no palco. Cry for the Moon foi cantada em sincronia com o público, com a ajuda de um papel com parte da letra, o refrão inconfundível "Forever and Ever".

Na segunda metade do show, encerrada pela tríade de músicas Sancta Terra, Unchain Utopia e Consign to Oblivion, os integrantes do Epica vestiram camisetas da seleção brasileira. O show encerrou com uma chuva irritante do lado de fora, no bairro da Barra Funda. No entanto, era possível ver satisfação nos olhares de todos que viram Simone Simons e seus artistas talentosos.



Fotos: Kennedy Silva. Galeria completa no link abaixo:
https://www.facebook.com/kennedysilvaphotos
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