Foo Fighters: Lotando arenas como veteranos em Porto Alegre
Resenha - Foo Fighters (Estacionamento da FIERGS, Porto Alegre, 21/01/2015)
Por Nino Lee Rocker
Postado em 26 de janeiro de 2015
O FOO FIGHTERS comprovou que é a maior das "atuais e novas" bandas mundiais a lotar arenas e estádios desde que a era dourada do rock deixou de existir em escala global e somente os veteranos conseguem tal feito.
Quero tornar essa resenha justa, a banda divide opiniões desde que DAVE GROHL partiu do NIRVANA estando no topo do mundo pelo desfecho trágico que a mesma sofreu com o suicido de KURT COBAIN.
O FOO FIGHTERS não é o NIRVANA, é uma banda de rock pop, porque seu formato atinge as massas de maneira expressiva e mais popular, mas é uma banda que preserva a veia rock expelindo pelos poros.
A figura de DAVE é apreciada por milhões de pessoas como sendo o cara mais "cool" do rock atual, mas ele não se esconde na posição de rock star, trabalha paralelamente em ideias e projetos que são importantes para uma nova geração de roqueiros adolescentes que não tiveram a chance de beber na fonte original das coisas,isso é de muita relevância acreditem, DAVE soube fazer do carinho e atenção que possui uma maneira de trabalhar o conceito de ensinar e pregar sobre o que foi importante na história do rock n' roll, a começar pelo PROBOT ( onde reuniu artistas de uma geração que marcou eternamente uma era como KING DIAMOND, CRONOS, MAX CAVALERA, LEMMY, Lee dorrian ( CATHEDRAL, NAPALM DEATH),TOM WARRIOR (CELTIC FROST),SNAKE (VOI VOD), ERIC WAGNER (TROUBLE) entre outros, pelo sonho e busca de fazer algo com ídolos de sua juventude, e isso é muito válido, meter a mão na massa e fazer.
Depois deu inicio a uma jornada em documentários que foram a fundo em resgatar aspectos da cultura do rock mundial, que sempre andou paralela a sua glória como no "Sound City" e o recente "Sonic Highways" , que explorou lendários estúdios americanos e deu voz a artistas que marcaram na história em diversos segmentos culturais amplamente eclético e focando no que teve alta relevância.
Ele é sem duvidas uma cara adorado por uma porcentagem gigantesca de grandes monstros sagrados do rock, estar diante dele e sua banda é uma soma de fatores.
Não podemos negar a importância disso, não podemos negar a existência e o pensamento de lutadores como SAM DUMM, antropólogo e cineasta canadense, que dirigiu documentários maravilhosos sobre heavy metal, como: "Metal: A Headbanger's Journey", "Global Metal", e "Iron Maiden's Flight 666", o mundo precisa de pessoas assim.
Bom, mas o papo aqui é sobre o começo da nova tour nacional, que começou por Porto Alegre, mais de 30 mil pessoas conectadas do inicio ao fim, e o chão tremia, o aspecto tradicional da apresentação mudou, as músicas clássicas ganharam uma reconstrução, as novas canções foram selecionadas a dedo, e o carisma de DAVE é insuperável e
eletrizante.
Alguns pontos foram mornos, poucos, afinal foi um show de quase 3 horas onde a energia contagiou mas a estrutura do local do evento, a Fiergs, foi totalmente equivocada, fazendo de tudo para que o show não pudesse ser apreciado sem obstáculos para sua ampla visualização, isso foi algo que incomodou.
O baterista TAYLOR HAWKINS é um filho dos anos 70 e sem dúvidas ele e DAVE são um show a parte na apresentação, o restante da banda apenas faz sua parte sem a energia que possuem os dois amigos e companheiros citados.
O entrosamento espetacular entre essas duas figuras são pontos altos do show, mas os grande sucessos que a banda compôs e que enlouqueceram a plateia fazendo o chão realmente tremer foram contagiantes e mexeram esqueletos.
O lado pop do FOO FIGHTRS foi como haveria de ser, vai dividir opiniões, tem gente que foi lá para ver o PAT SMEAR, figura lendária do punk old school que fez parte do THE GERMS, muitas gerações diferentes estavam presente no publico.
Tem o lado da super exposição de seu líder, a tietagem banal, o cara não é um super star para ser tratado como símbolo sexual, como tratavam AXL ROSE, nada contra, isso sempre fez parte do rock afinal de contas, ele é diferente no meu ponto de vista, algumas pessoas mais radicais viram o show como um "bailão" assim como milhares de outras não vão esquecer a experiência.
O FOO FIGHTERS é uma banda acima de média, criticamente posso afirmar que muitas músicas se parecem demais umas com as outras em determinados momentos, mas ao mesmo tempo percebo que muitas não são, são questões de opinião.
Estar na posição em que eles estão é uma prova de fogo cada vez maior, mas é fato que eles lutaram para chegar onde estão, existem milhares de grandes bandas no mundo atualmente, mas que não conseguem quebrar fronteiras, e não podemos tirar esse mérito atingido por eles.
Algumas das desconstruções se alongaram demais, confesso, em alguns momentos ficou exaustivo para muitos que queriam mais do mesmo, essa geração selfie da vida, mas foi uma grande experiência para quem conhece a banda profundamente, o objetivo foi o de tornar banda e plateia uma só coisa e que essa interação não fosse o clichê habitual.
Que o mundo possa tornar grandes e ainda obscuras bandas algo que o mundo perceba e faça cada um sua parte para que eles cresçam também.
Eles, o FOO FIGHTERS, evitam a modernização que está globalizando artistas que mudam conceitos a cada disco, como mudam cortes de cabelo, e acho isso uma manipulação indigesta da indústria e aceita passivamente pelas bandas em nome de conquista do planeta, perdem sua identidade e isso o FOO FIGHTERS está longe de deixar acontecer.
Grande show, agora é esperar para ver isso na continuação da tour, principalmente no Maracanã, onde já pisaram fenômenos musicais que marcaram a terra.
Um cara que chegou a desistir da música após uma das mais trágicas notícias do mundo e decidir começar algo do zero e não desistir de levar isso adiante começando em pubs esfumaçados e pequenos, para chegar onde chegaram merecem crédito merece respeito, porque se você matar isso, só vai estar cooperando para aumentar a futilidade que domina o mundo de hoje para algo algo irreversível e fast food.
Grande show.
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