Behemoth: Infernal e brutal em sua nova passagem pelo Brasil

Resenha - Behemoth (São Paulo, Carioca Club, 08/11/2014)

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Por Diego Camara
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Em ascendência no cenário mundial, o Behemoth vem a cada dia angariando mais e mais fãs. Não é por pouco, já que a velocidade e o estilo brutal do black metal da banda se misturam a técnica e a uma orquestração requintada que se encontra apenas nas melhores bandas do gênero. Então não é de se espantar que o Carioca Club lotou para ver os caras mais uma vez em São Paulo, divulgando agora o seu novo álbum “The Satanist”, para mim um dos melhores do grupo. Confiram abaixo os detalhes do show e as imagens de Kennedy Silva.

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A entrada na casa de espetáculo foi extremamente tranquila, como é marca já do Carioca Club. Mas também desta vez não foi muita gente que esteve na fila, já que na hora da abertura da casa muita gente ainda não havia chegado – a casa só lotaria após o final da banda de abertura – quem foi para a fila, no caso, foi para garantir a proximidade com seus ídolos mesmo.

O show de abertura foi da banda TELLUS TERROR. Pelo relato dos caras foi a primeira vez que a banda fundada em Niterói subiu ao palco. Não consegui ver todo o show – foi noticiado que o inicio da abertura seria as 17h50m, mas ele acabou sendo adiantado provavelmente para evitar atrasos no final do show. Posso dizer que para um primeiro show estão de parabéns. Um som extremamente sombrio, com bastante técnica e vontade. É uma bela novidade para os amantes do metal extremo, então recomendo.

A espera para o show do Behemoth foi razoável, mas o bastante pra todo mundo chegar a tempo. O atraso foi pequeno, e as 19h15m o palco enegrece e os mestres sobem para o show, aplaudidos em peso pelas centenas de fãs a frente. Abrem o show diretamente com o novo single “Blow Your Trumpets Gabriel”, do “The Satanist”, e realmente que show! A música bota fogo no público e é perfeita ao vivo, da rapidez da bateria de Inferno até os interlúdios sombrios que encantam e quebram o ritmo do show.

Puxada pela voz potente de Nergal, a seguinte e também nova “Ora Pro Nobis Lucifer” manteve o ritmo do show no alto, com destaque para a guitarra excelente, um ótimo solo e tudo o que se espera do bom e velho Black Metal. O som do Carioca respondeu bem aos anseios do público, e a música soou cheia e completa em toda a casa, como deve ser em um show do peso e do nível destes poloneses. Nergal fechou a música com um “boa noite” e “obrigado” em alto e bom português, sendo aplaudido pela plateia.

“Estamos aqui para conquistar!”, disse Nergal abrindo para a música “Conquer All”, do também ótimo “Demigod”. Se não haviam notado, o público já estava muito bem conquistado e não desgrudava um instante sua atenção do palco. Nergal interagiu muito pouco com os fãs, em frases curtas intercaladas com as músicas, o que foi bem positivo: a apresentação foi sucinta, sem rodeios.

Realmente “The Satanist” está em altíssimo nível ao vivo. A banda tocou cinco músicas do disco, todas ótimas. Difícil não relembrar da música título, que parece que gravou na mente com a icônica abertura cheia de ocultismo e a presente crueldade que a banda transmite pela sua precisão. “Furor Divinus”, por outro lado, marca pela sua crueza e retidão – a música é uma pancada ao vivo e ainda contribuiu para abrir uma roda em frente ao palco.

Outras excelentes músicas tocadas – se há que houve alguma que não foi excelente – foram “As Above So Below” e “Christians to the Lions”, que levou o público ao delírio. A critica forte à religião, marca do Black Metal, é um símbolo também para o Behemoth, que não perde nunca a oportunidade para alfinetar ou bater de frente com este tipo de engodo.

Vale destacar também a importante posição dos backing vocals da banda, especialmente do baixista Orion. Eles seguram as pontas muito bem, e revezam com Nergal com qualidade, melhorando em muito a performance vocal do Behemoth.

A banda voltou para o bis e tocou apenas uma música, “O Father O Satan O Sun!” do “Satanist”. Fecharam o espetáculo com as já conhecidas máscaras, que faz com que pareçam mais ainda entidades saídas diretamente do inferno. O único amargo na garganta é que o bis poderia ter sido maior e com mais músicas.

Na verdade, o show poderia ter sido maior e o repertório mais extenso e variado. Teria sido mais digno com o público e também com a carreira da banda, tão extensa e de peculiaridade única. Mas quem viu ali a apresentação, do que foi transmitido não se pode dizer muito contra. O Behemoth realmente fez um excelente serviço ao público brasileiro.

Fotos: Kennedy Silva. Galeria completa em
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.615942091849530.10...

Behemoth é:
Adam “Nergal” Darski – Vocal e guitarra
Zbigniew “Inferno” Prominski – Bateria
Tomasz “Orion” Wróblewski – Baixo e vocal
Patryk “Seth” Sztyber – Guitarra e vocal

Setlist:
1. Blow Your Trumpets Gabriel
2. Ora Pro Nobis Lucifer
3. Conquer All
4. Decade of Therion
5. As Above So Below
6. Slaves Shall Serve
7. Christians to the Lions
8. The Satanist
9. Ov Fire and the Void
10. Furor Divinus
11. Ludzie Wschodu (cover do Siekiera)
12. Alas, Lord Is Upon Me
13. At the Left Hand ov God
14. Chant for Eschaton 2000
Bis:
15. O Father O Satan O Sun!

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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