QOTSA: Clima soturno e uma pancada nos ouvidos no Brasil

Resenha - Queens of the Stone Age (Espaço das Américas, São Paulo, 25/09/2014)

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Por Diego Camara
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Fotos: Marcos Hermes/Move Concerts

Mais uma vez o Queens of the Stone Age vem ao Brasil, desta vez sem nenhum festival para bancar a turnê. Com a responsabilidade nas costas, o quinteto veio com tudo já sabendo que o show em São Paulo estava já há um bom tempo esgotado, apesar do show ser no meio de semana e o horário não lá muito convidativo.

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A fila gigantesca se formava dos dois lados do Espaço das Américas antes da apresentação, realmente confirmando os prognósticos que davam um show lotado para a apresentação de São Paulo. Era impressionante a bagunça que estava na frente da casa de shows, mas a entrada do público foi bastante tranquila e não prejudicou ninguém pela antecedência que foi feita, com um excelente trabalho de organização da turnê.

O show de abertura ficou por conta de ALAIN JOHANNES, multi-instrumentalista chileno bastante conhecido da cena alternativa por ter trabalhado com bandas como Arctic Monkeys, Eagles of Death Metal, Chris Cornell, além do próprio Queens of the Stone Age. Ele trouxe seu show acústico e tocou sozinho para o EDA lotado. Claramente um palco grande como aquele e um público enorme, além de não haver um telão ligado, não ajudaram muito ao músico. Além disso, boa parte da plateia não foi muito receptiva com o chileno, mostrando bastante alegria quando ele revelou o fim do seu show. Uma pena, não souberam aproveitar a qualidade de Johannes, que fez uma apresentação impecável que valeu o show de abertura.

Para a apresentação da noite, o público teve que aguardar uma espera razoável. Porém, exatas 22h10m, Josh Homme e companhia subiram ao palco para a sua apresentação com "You Think I Ain't Worth a Dollar, but I Feel Like a Millionaire" do "Songs for the Deaf". O público mostrou grande empolgação desde o início, a gritaria das fás histéricas tomou conta da pista e o que se viu foi uma verdadeira pista de dança.

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Desde o início, porém, ficou clara que a produção do show era realmente abaixo do que comumenteo vemos no EDA. A iluminação baixa criou um clima bastante soturno na plateia, e o público realmente sofreu para ver a apresentação a distância na pista comum. Outro problema é que os telões, posicionados de ambos os lados do EDA, também ficaram desligados durante todo o tempo. Muita gente, no final, acabou não vendo Josh Homme e companhia.

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Porém, se a música era realmente o mais importante da noite, não falhou por um instante sequer. O som no EDA realmente no geral estava muito bom, e em todos os pontos da casa a banda podia ser muito bem ouvida. O Espaço das Américas realmente é uma das melhores casas de show atualmente em São Paulo, e a visão dele lotado é impressionante.

A banda correspondeu ao som do local e tocou uma porrada de músicas. O novo álbum da banda, "…Like Clockwork", foi tocado quase que na íntegra, com exceção das músicas "Keep Your Eyes Peeled" e "Kalopsia". A banda passou por toda a sua discografia, com destaque especial para a música "Feel Good Hit of the Summer", do "Rated R".

Josh Homme não foi de muito papo durante o show. De poucas palavras, pouca interação, o vocalista porém se mostrou bastante solicito em atender aos gostos do público. "Mexicola", um dos clássicos da banda de seu primeiro disco, foi tocado apenas após o apelo do público ao vocalista. O show, como havia dito Homme, era dos fãs, do público.

O show foi impressionante também pela amplitude de público que a banda conseguiu levar ao show. Da garotada extremamente alternative, com suas fotos e posts no Instagram – que pareciam mais preocupados em filmar e tirar fotos do que realmente curtir o show – até um público mais pauleira, que teve até a força de abrir rodas no meio da pista comum.

A banda fechou o show com três músicas em seu bis: a nova "The Vampyre of Time and Memory" e as clássicas "Do It Again" e "A Song for the Dead", já depois da meia-noite, fazendo com que muitas pessoas tenham deixado o show antes para não perderem o transporte do metrô, o que para uma quinta-feira também não é nada positivo.

QOTSA é:
Josh Homme – Vocal e guitarra
Troy van Leeuwen – Guitarra
Michael Shuman – Baixo
Den Fertita – Teclado
Jon Theodore – Bateria

Setlist:
1. You Think I Ain't Worth a Dollar, but I Feel Like a Millionaire
2. No One Knows
3. My God Is the Sun
4. Smooth Sailing
5. Monsters in the Parasol
6. I'm Designer
7. I Sat by the Ocean
8. …Like Clockwork
9. Feel Good Hit of the Summer (com trecho de "Never Let Me Down Again" do DEPECHE MODE)
10. The Lost Art of Keeping a Secret
11. If I Had a Tail
12. Little Sister
13. Fairweather Friends
14. Make It Wit Chu
15. I Appear Missing
16. Sick, Sick, Sick
17. Mexicola
18. Go With the Flow

Bis:
19. The Vampyre of Time and Memory
20. Do It Again
21. A Song for the Dead




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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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