The Mission: boa apresentação, mas poderia ter sido bem melhor

Resenha - Mission (Carioca Club, São Paulo, 20/08/2014)

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Por Diego Camara
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Não é mais segredo para ninguém que Wayne Hussey mora em São Paulo. Uma das figuras mais icônicas do rock gótico, porém, ainda não tinha dado o ar da graça nos palcos de São Paulo há um bom tempo. A apresentação ficou para uma quarta-feira e o resultado foi um bom show, que agradou em geral ao público presente, mas que porém poderia ter sido bem melhor. Confira abaixo os principais detalhes do espetáculo e as imagens do nosso fotografo Kennedy Silva, exclusivas para o Whiplash.net

A abertura do show ficaria por conta das bandas ANOXIKA e URBANO, que tinham shows marcados para os horários das 20h e 21h, respectivamente. Fato é que as apresentações não ocorreram no horário por problemas técnicos, e a caba acabou abrindo apenas em torno das 21h. Ambas as bandas, mesmo assim, subiram ao palco para uma espécie de “jam”, onde tocaram uma série de covers e uma ou outra música própria. Bastante deslocados no evento – realmente o som das bandas não tinha muito a ver com a apresentação principal da noite – não agradaram tanto o público que entrava na casa de shows.

Após o fim das apresentações de abertura, o público ainda teve que aguardar muito para que o THE MISSION subisse ao palco. O horário das 22h também acabou não sendo cumprido e a banda acabou subindo ao palco apenas em torno das 22h30m para sua apresentação, o que também cansou um pouco o público presente. Porém, quando as luzes baixaram e a banda subiu ao palco para a execução de “Black Cat Bone”, do recentemente lançado “The Brightest Light” o público se entregou à festa gótica. “Beyond the Pale”, do álbum “Children”, e “Serpent’s Kiss” do “The First Chapter”, foram realmente ótimas escolhas para a abertura do show, levantando o público.

Vendo uma banda sem muita interação com o público – Wayne Hussey, o próprio, falou em bom português em uma ou outra vez – o The Mission se focou fortemente nas músicas. Não queriam sem duvidas prolongar demais a apresentação, que pelo horário poderia complicar o retorno de muitas pessoas para suas casas.

O repertório passou por uma série de discos e resumiu a carreira do THE MISSION. Do “God’s Own Medicine” de 1986 até o recente “The Brightest Light”, de 2013, o set buscou realmente agradar aos mais saudosistas pela carreira da banda. Sucessos como “Wasteland”, “Severina”, “Deliverance” e “Butterfly on a Wheel” foram dos destaques da apresentação e fizeram valer o espetáculo.

O show no geral, porém, não pareceu manter o mesmo nível das principais músicas apresentadas. O clima soturno do Carioca Club pelo menos trouxe realmente ao show aquela roupagem gótica já comum das principais casas do gênero em São Paulo. O público assim dançou muito, e curtiu bastante a apresentação.

O show foi fechado com o bis, aberto por uma apresentação solo acústica de Wayne Hussey, que tocou as músicas “Like a Child Again” e “Belief”. Parecia um ótimo meio para fechar a noite em um clima mais tranquilo, e a banda inteira voltou para fechar o show com “Deliverance” e “Tower of Strenght”. Porém é fato que um número bem reduzido de pessoas viu o final deste show, já que muitos se retiraram da casa para não perder o transporte público, que beirava a meia-noite. Realmente uma situação bastante infeliz, que impactou o resultado final do show.

The Mission é:
Wayne Hussey – Vocal e Guitarra
Craig Adams – Baixo
Simon Hinkler – Guitarra
Mike Kelly – Bateria

Setlist:
1. Black Cat Bone
2. Beyond the Pale
3. Serpent's Kiss
4. Naked and Savage
5. Sometimes the Brightest Light Comes from the Darkest Place
6. Garden of Delight
7. Severina
8. Butterfly on a Wheel
9. Everything but the Squeal
10. Like a Hurricane (Neil Young cover)
11. Wasteland
12. Swan Song
Bis:
13. Like a Child Again (Wayne Hussey solo)
14. Belief (Wayne Hussey solo)
15. Deliverance
16. Tower Of Strength

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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