Helloween e Gamma Ray: um "revival" no atual giro dos alemães
Resenha - Helloween e Gamma Ray (Fundição Progresso, Rio De Janeiro, 30/11/2013)
Por Marcelo Prudente
Postado em 06 de dezembro de 2013
O ano de 2008 se dá ao luxo de ser relembrado, no que tange à área de entretenimento, pela passagem de grandes bandas em terras tupiniquins, como por exemplo: a volta de Ozzy Osbourne, após 13 anos longe dos palcos brasileiros; a entidade metálica, Iron Maiden, presenteando o público com a primeira parte de sua turnê Somewhere Back in Time e os alemães do Helloween com a improvável, porém muito bem sucedida, turnê com os co-patriotas do Gamma Ray, intitulada de Hellish Tour.
Implacável a todos, o tempo passou, mas o que fora um evento único registrado no passado e nas recordações de quem lá estava ganhou um ‘revival’ no atual giro dos alemães. Com apenas duas datas em território brasileiro, Rio de Janeiro (30/11) e São Paulo (01//12), as bandas Helloween e Gamma Ray mostraram o porquê de serem, até hoje, os baluartes da cena Power Metal.
Com alguns minutos de atrasos, o Gamma Ray começou os trabalhos na capital fluminense sob os acordes da pesada "Anywhere in the Galaxy", que logo, logo, cedeu espaço para não menos pesada e intensa, "Men, Marthians and Machines". O carisma sempre jogou a favor do guitarrista e vocalista Kai Hansen – completa a banda Henjo Richter (guitarra), Dirk Schlächter (baixo) e Michael Ehré (bateria) – e com toda simpatia que lhe é peculiar, o ‘frontman’ conduziu toda apresentação, fazendo questão de se comunicar entre as canções e, lógico, convidar a todos à celebração do metal germânico.
E foi com canções do teor de "Master of Confusion", homônima ao EP; "Empathy" e "Rise" rememorando o álbum To the Metal e a trinca final com "Future World", "To the Metal" e "Send me a Sign" que os alemães do Gamma Ray fecham, com chave de ouro, sua apresentação em terras cariocas.
Mesmo em noite chuvosa, o calor intenso não dava trégua, e se acentuou, ainda mais, com a introdução "Walls of Jericho" e os primeiros acordes do hit "Eagle Fly Free". E foi sem pedir licença que os acordes de "Nabatea" invadem a Fundição Progresso, sendo a primeira representante do novo álbum Straight Out of Hell.
Desde metade dos anos 1990 que o Helloween é figura cativa nos palcos brasileiros, mas esse ano a banda se superou com dois giros pelo país quando da apresentação na última edição do festival Rock in Rio, onde prometeu de pé junto que voltaria no mês de novembro para uma apresentação com repertório completo. Promessa feita, promessa cumprida, com a banda fazendo alegria do público com seu Power Metal.
Com quase 30 anos de estrada, a banda acumula repertório que agrada os entusiastas às melodias e velocidade e àqueles que não abrem mão de acentuado peso nas linhas de guitarra, baixo e bateria. Dito isso, uma mescla com canções do quilate de "Waiting for the Thunder", "I’m Alive", "Power", "If I Could Fly", "Hell Was Made in Heaven", "Dr Stein", "Are You Metal" e "Where The Rain Grows" caiu como uma luva e colaborou para o saldo positivo da noite.
Assim como na primeira encarnação da Hellish Tour, o ‘grand finale’ é reservado para reunião entre Kai Hansen e a atual encarnação do Helloween com Andi Deris (vocal), Michael Weikath (guitarra), Markus Grosskopf (baixo), Sascha Gerstner (guitarra) e Dani Löble (bateria). Para tal, o medley com Halloween/How Many Tears/ Heavy Metal (Is the Law) e a execução de "I Want Out" conseguiram encerrar com louvor mais esse capitulo do metal germânico em terras brasileiras.
As escorregadelas da noite ficaram por conta do desnecessário e enfadonho solo de bateria Dani Löble e os problemas técnicos com a guitarra de Sascha Gerstner, que gerou visível insatisfação e irritação do músico, levando-o abandonar o palco por diversas vezes. E é por conta dessas bolas na trave que a Hellish 2013 tira a nota 9.
Fonte:
http://www.rockonstage.blogspot.com.br/ -
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