Sepultura: banda fez tremer o Carioca Club de São Paulo
Resenha - Sepultura (Carioca Club, São Paulo, 24/11/2013)
Por Monica Prado
Postado em 30 de novembro de 2013
Foram duas horas e dez minutos de show da banda Sepultura, 27 músicas executadas perfeitamente para uma plateia composta basicamente por homens (80%) que se extasiou neste show exclusivo para gravação do novo DVD da banda Sepultura no Carioca Club Pinheiros, em São Paulo.
Fotos: Kennedy Silva
http://www.facebook.com/KennedyFotografiaShow
A banda República fez o lançamento do seu terceiro CD "Point of No Return" na abertura do show do Sepultura. Experientes, com 20 anos de estrada, conseguiram animar a galera que ansiava pela atração principal. "The Land Of The King" foi a primeira das 12 faixas executadas. O cover de "Ace of Spades" do Motorhead, surpreendeu. "Goodbye Asshole", inédita, foi muito bem recebida pelo público, que entrou realmente no clima com o cover da banda Rage Against the Machine, "Killing in the Name" e no fechamento ao som de "El Diablo".



"Trauma of War", primeira faixa do último CD "The Mediator Between Head and Hands Must Be The Heart" abre o show, seguida por "The Vatican", cuja introdução mescla sinos, vozes e o tema "Igreja" é abordado com um som Death Metal. O clipe desta música é imperdível. Antes de iniciar, Andreas pede que o público erga os braços. É prontamente atendido.
Após a execução de "Kairos" Andreas diz: "Boa noite São Paulo, do caralho estar aqui essa noite. Primeiro show do CD. Estamos felizes de estar em SP, galera amiga, é foda. Obrigado."


"Impending Doom" tem um riff de guitarra característico, e ao final, Derrick, o gigante negro, arrisca um "Obrigado, e aí Sampa?" com seu sotaque que não nega sua origem.
"Manipulation of Tragedy", letra feita por Derrick, fala sobre a manipulação da massa através da cultura imposta pelo medo. Derrick, acompanha com o corpo todos os movimentos da música, move a cabeça, gesticula com as mãos, querendo passar para cada fã o peso que a letra carrega. Ele bate no peito e soca o ar, extravasando sua força.


"Convicted in Life" gera uma maior concentração de bate-cabeça, já que Andreas pediu que erguêssemos os braços com os dois punhos à frente. O som é eletrizante, catártico. Homens sem camisa parecem estar na arena do "Fight Club", mas esta interação não tem sangue, os fãs do Sepultura sabem que estão ali para exorcizar seus demônios, mas, acima de tudo, tem um grande respeito um pelo outro. O bate-cabeça é bonito de assistir. Os fãs sabem o que fazer, e quando esperar.
"Dusted" faz Derrick saltar e esmurrar o ar, Eloy na bateria é único, não pára de se movimentar, dificultando até a clicada do fotógrafo (palavras de Kennedy Silva).


"The Bliss of Ignorants" tem uma entrada de bateria percussiva, com uma levada meio Roots e Chaos AD. Na sequência Derrick diz: "Nós vamos tocar o primeiro single do CD novo "The Age of the Atheist", e Andreas aplaude o público que vibra, hipnotizado. Andreas troca de guitarra e grita: "Vai tricolor" e Derrick o repreende: "Não fala isso, por favor", já que o mesmo é palmeirense.
A banda toda demonstra uma grande afinidade, Paulo (baixo) se mantêm concentrado durante toda apresentação, enquanto Derrick e Andreas interagem mais com o público.
A décima música "Da Lama ao Caos" um cover do Nação Zumbi, é cantada por Andreas, enquanto Derrick ensaia um batuque.
Na sequência, o clássico "Inner Self" precede "Arise" que Derrick anuncia como sendo uma música "romântica" e pede: "I want you all to fuck ARISE."


Termina a primeira parte do show. Um telão na frente do palco mostra o vídeo dos integrantes da banda ensaiando e em momentos de descontração numa mansão que abriga um estúdio. Durante dez minutos o público toma fôlego para a segunda parte que é anunciada por Andreas: "É isso aí, como foi anunciado vamos fazer Chaos AD na íntegra", ele pega o capa o LP que um fã lhe oferece e mostra ao público, lembrando que faz 20 anos do lançamento deste álbum.
"Propaganda" é muito bem recebida pelo público que, em sua maioria, veste a camiseta do SEPULTURA, mas outras bandas também aparecem, como Kreator, Iron Maiden, Pantera, System of a Down, Anthrax e Slayer.

"Slave New World", "Amen", "The Hunt", "Nomad", "Manifest" e "We Who Are Not as Others" deixam o público satisfeito, que relembra os clássicos da banda.
"Kaiowas" é acompanhada por palmas da galera. "Clenched Fist" antecipa o pedido de Andreas: "Vamos destruir essa porra aqui, caralho?" ao anunciar o cover de Titãs, "Polícia".
"Crucificados pelo Sistema", cover dos Ratos do Porão também traz Andreas no vocal, a galera pula e, logo após a execução de "Biotech Is Godzilla", Derrick afirma: "This is your fucking TERRITORY", e conta: "1, 2, 3..." O bate- cabeça enlouquece. O coro entoa "Refuse, Resist" com uma intensidade brutal.
Derrick: "Gente, galera, obrigado, tem uma música prá vocês, tá gravando pro mundo inteiro SP, Are you fucking ready?" Claro que estávamos mais que preparados para encerrar com "Roots Bloody Roots". Derrick reconhece nossa satisfação e manda: "PQP, vocês são do caralho, obrigado viu?"
Show inesquecível, visceral, é Sepultura, claro!



Line-up
Derrick Green – vocais
Andreas Kisser – guitarra, vocais
Paulo Xisto Jr. – baixo, vocais
Eloy Casagrande – bateria
Set-list
Trauma of War
The Vatican
Kairos
Impending Doom
Manipulation of Tragedy
Convicted in Life
Dusted
The Bliss of Ignorants
The Age of the Atheist
Da Lama ao Caos (Nação Zumbi cover)
Inner Self
Arise
Encore:
Propaganda
Slave New World
Amen
The Hunt (New Model Army cover)
Nomad
Manifest
We Who Are Not as Others
Kaiowas
Clenched Fist
Polícia (Titãs cover)
Crucificados Pelo Sistema (Ratos de Porão cover)
Biotech Is Godzilla
Territory
Refuse/Resist
Roots Bloody Roots
Galeria de fotos completa:
Republica:
http://www.flickr.com/photos/kennedy_fotografia/sets/72157638063650303/
Sepultura:
http://www.flickr.com/photos/kennedy_fotografia/sets/72157638064004033/
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