Blur: banda encerra o Planeta Terra com espírito londrino em SP

Resenha - Blur (Campo de Marte, São Paulo, 09/11/2013)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Jorge A. Silva Junior
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Surgido no início da década de 1990 como um dos principais representantes do Britpop, o BLUR foi responsável por encerrar a 7ª edição do Festival Planeta Terra, que aconteceu no Campo de Marte, em São Paulo, neste sábado (9). Com sucessos que emplacaram nas rádios do Reino Unido - entre eles "Parklife", "Coffee & TV" e "Song 2" -, a banda inglesa mostrou em uma hora e meia ter competência de sobra em cima do palco e proporcionou um ótimo espetáculo para um público de 28 mil pessoas.

319 acessosOasis e Blur: A Batalha do Britpop5000 acessosHeavy Metal: estressante, perturbador e faz mal ao coração

Pela segunda vez no Brasil - a primeira aconteceu em 1999, durante a turnê do álbum '13' - o BLUR desembarcou na capital paulista com sua formação original e duradoura: Damon Albarn (vocal), Graham Coxon (guitarra), Alex James (baixo) e Dave Rowntree (bateria). Assim como ocorreu nos últimos shows pela América do Sul (Peru, Argentina, Uruguai e Chile), o repertório esteve focado em seus grandes sucessos, tudo ao melhor estilo "coletânea ao vivo".

O fato de não gravar um álbum de estúdio desde 'Think Tank' (2003), além do hiato de seis anos até 2009, não diminuiu a qualidade da apresentação. Para quem duvida, basta conferir o DVD 'No Distance Left To Run', que registra o retorno do grupo frente a 80 mil pessoas no Hyde Park, em Londres. A capital inglesa, inclusive, pode ser a melhor tradução da sonoridade do BLUR. Poucas bandas se identificam tanto com uma cidade quanto o BLUR com a cinzenta Londres.

E com a tradicional pontualidade britânica, o quarteto subiu ao palco às 21h30 para fazer o público pular logo de cara com "Girls And Boys" (Parklife, 1994). Foi notável a satisfação dos fãs ao ver a banda pela primeira vez, afinal poucos presentes tiveram a oportunidade de estar no Credicard Hall há 14 anos.

Sem deixar a poeira baixar, o show seguiu com uma canção de seus primórdios, a empolgante "There's No Other Way" (Leisure, 1991). Vale destacar a capacidade do vocalista Damon Albarn, 45, em ter o público nas mãos durante todo o tempo. Mesmo quando não está correndo ou pulando, ele consegue ser o centro das atenções no palco. A título de curiosidade, ele foi o criador do projeto GORILLAZ, que trazia os integrantes como desenhos e fez bastante sucesso no início do século.

Em momentos mais cadenciados, mas não menos empolgantes, os fãs deram um show a parte ao cantarem em uníssono os hits "Beetlebum", "Tender" e "End Of A Century". Independentemente do rótulo, o BLUR tem consistência de sobra para compor com qualidade. Grande parcela disto se deve ao guitarrista Graham Coxon, 44, que chegou a deixar o grupo em 2002. E na voz dele, inclusive, "Coffee & TV" - famoso clipe da caixinha de leite - garantiu um dos pontos altos da noite.

Foto: Jorge Junior
Foto: Jorge Junior

Outro que também tomou conta do microfone foi ator britânico Phil Daniels (Quadrophenia, 1979) durante "Parklife", que teve seu refrão gritado a plenos pulmões pelo público que seguia se divertindo como nunca. Foi recebida com este mesmo entusiasmo "Country House", que levou Damon Albarn a cantar junto da galera na grande que divide o palco da pista. A música também tem uma história curiosa. Ela foi lançada em single, no Reino Unido, em 14 de setembro de 1995, mesmo dia que o OASIS colocava no mercado o compacto "Roll With It". Deu-se inicio, então, a chamada "batalha do Britpop" para ver qual banda venderia mais. O BLUR levou a melhor na disputa, causando a ira dos irmãos Gallagher.

A novidade no repertório ficou por conta da balada "Under The Westway", composta especialmente para o encerramento das Olimpíadas de Londres em 2012. Já no final da apresentação, quando o relógio marcava 23h20, os fãs tiveram seu momento de maior êxtase com a emocionante "The Universal", na qual seu refrão - "really, really, really could happen..." - tomou conta do Campo de Marte de forma impressionante. No final dela não foi difícil ver gente com os olhos marejados.

Para fechar a ótima apresentação, nada melhor que o maior sucesso comercial do grupo. Com este espírito e muita euforia dos fãs, "Song 2" mal precisou que Damon Albarn levasse na garganta, já que a tarefa ficou por conta de 28 mil vozes.

Quem teve a sorte de presenciar esta segunda passagem do BLUR por São Paulo pode afirmar sem medo de errar que sentiu, mesmo que por uma hora e meia, todo o espírito londrino mergulhado em Britpop da melhor qualidade.

BLUR em São Paulo
Data: 09 de novembro de 2013
Local: Campo de Marte
Duração: 1h30

Damon Albarn - vocal
Graham Coxon - guitarra
Alex James - baixo
Dave Rowntreee – bateria

Set List

1. Girls And Boys
2. There’s No Other Way
3. Beetlebum
4. Out Of Time
5. Trimm Trabb
6. Caramel
7. Coffee & TV
8. Tender
9. To The End
10. Country House
11. Parklife (com Phil Daniels)
12. End Of A Century
13. This Is A Low

Bis

14. Under The Westway
15. For Tomorrow
16. The Universal
17. Song 2

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.


319 acessosOasis e Blur: A Batalha do Britpop0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Blur"

Capas de álbunsCapas de álbuns
O que existe ao redor de grandes artes?

Rolling StoneRolling Stone
Revista elege os melhores rocks com mais de sete minutos

Astros do rockAstros do rock
Os pedidos de desculpas mais "notórios"

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de Shows0 acessosTodas as matérias sobre "Blur"


Heavy MetalHeavy Metal
Estressante, perturbador e faz mal ao coração

ListaLista
As dez melhores músicas para se ouvir na estrada

MetallicaMetallica
Vizinho zoófilo, cocaína e groupies

5000 acessosFotos de Infância: Bruce Dickinson, do Iron Maiden5000 acessosJapão: conheça dez bandas japonesas de Metal5000 acessosJim Morrison: ele está vivo e criando cavalos nos EUA?5000 acessosKiss: A extensa e variada filmografia da banda5000 acessosEsquire: os setenta e cinco discos que todo homem deve ter5000 acessosSkid Row: Sebastian Bach de volta? Nem passou pela cabeça deles!

Sobre Jorge A. Silva Junior

Jorge Junior é paulistano, jornalista diplomado e colaborador do Whiplash.Net desde 2009. Tem mais de 400 matérias e notas publicadas, que somam aproximadamente um milhão e meio de acessos. Também realizou a cobertura de shows de grande porte, entre eles Ringo Starr, Eric Clapton, Deep Purple, System Of A Down, Red Hot Chili Peppers e Ozzy Osbourne. O autor pode ser seguido no Twitter: @jorgejunior85.

Mais matérias de Jorge A. Silva Junior no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em junho: 1.119.872 visitantes, 2.427.684 visitas, 5.635.845 pageviews.

Usuários online