Haggard: saldando a dívida com seus fãs brasileiros

Resenha - Haggard (Carioca Club, São Paulo, 25/02/2012)

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Por Otávio Augusto Juliano
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

A primeira apresentação de uma banda em um país gera sempre muita expectativa nos fãs. Será que ao vivo os músicos farão um bom show? Como será vê-los ao vivo? Qual será o repertório? Estas e outras dúvidas foram respondidas na noite deste sábado no Carioca Club. O HAGGARD, depois de muitos anos, enfim desembarcou no Brasil para um único concerto e saldou, em grande estilo, a dívida que tinha com seus fãs brasileiros.

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Fotos: Leandro Anhelli

Liderado pelo vocalista e guitarrista Asis Nasseri, o grupo alemão HAGGARD tem uma sonoridade bastante peculiar e diferente, misturando Heavy Metal, Folk e música erudita e clássica. Essa combinação que num primeiro momento pode parecer bastante estranha, funciona muito bem com o HAGGARD, um dos precursores dessa sonoridade.

Para o show em São Paulo, o HAGGARD trouxe 11 músicos, o que foi suficiente para “lotar” o pequeno palco do Carioca Club. Mas todos se ajeitaram por lá e o show começou praticamente no horário marcado, com apenas pouco mais de 10 minutos de atraso (a abertura das portas atrasou e o público só começou a entrar às 19:15h, para o show começar às 19:45h).

Asis Nasseri foi o maestro da noite e pediu a participação do público com palmas já durante a execução de algumas das primeiras canções, como “Heavenly Damnation” e “The Final Victory”. Ao lado do vocalista, a soprano Susanne também impressionou com sua qualidade vocal, roubando a cena e deixando certamente muitos fãs boquiabertos, em músicas como a excelente “Upon Fallen Autumn Leaves”.

Visivelmente felizes e emocionados por tocar no Brasil, os músicos prepararam muitos momentos especiais para a noite. Um desses momentos aconteceu quando Asis, o guitarrista Claudio e o baixista Giacomo simplesmente deixaram o palco e foram tocar “literalmente” com a galera. Isso mesmo, os três saíram do palco e desceram para a pista. Enquanto Asis foi ao fundo da plateia, Claudio e Giacomo passaram pela mesa de som e rodaram pelo Carioca Club. Foi algo totalmente inusitado e que deixou muitos dos presentes surpresos. Durante esse “passeio” dos três músicos, o restante da banda aproveitou para ocupar a parte frontal do palco, já que alguns membros da banda ficaram escondidos durante boa parte do show.

Em outra oportunidade, Asis perguntou ao público se havia estudantes de soprano na plateia e duas fãs foram convidadas a subir no palco e cantar ao lado de Susanne. Certamente as duas garotas devem estar sem dormir até agora, depois do ilustre convite que receberam e da participação especial em cima do palco.

Com pouco mais de 1 hora de show, Asis apresentou a banda e falou que gostaria de ficar tocando por mais duas horas, mas que infelizmente em razão de contrato com o Carioca Club, o grupo não poderia passar das 21hs. Aproveitou ainda para mais uma vez agradecer os fãs, acrescentando que o HAGGARD “estava se sentindo em casa” no Brasil.

Nessa hora, aconteceu um dos pontos altos da noite: o HAGGARD executou o hino nacional brasileiro, homenageando o país. Foi de arrepiar! O público acompanhou os músicos cantando a letra do hino e a emoção tomou conta da apresentação. Se você estava lá, corra atrás de um vídeo no Youtube para relembrar esse momento. Se não foi ao show, vá atrás do vídeo também, pois vale a pena.

Asis, como fez durante todo o show, mais uma vez conversou com o público, afirmando ser uma honra tocar o hino nacional para os brasileiros. Perguntou ainda se os presentes gostavam de futebol e disse saber que os brasileiros gritavam muito por seus times nas partidas, então pediu um sonoro grito do público, para então anunciar o final da apresentação.

Com a sensacional “Awaking The Centuries”, o primeiro show do HAGGARD no Brasil se encerrou, com quase 1 hora e meia de duração.

Parabéns ao HAGGARD pelo exemplo de talento, de respeito por seu público, simpatia e profissionalismo. E claro, pela apresentação deste sábado. É esperar e torcer para que seja a primeira de muitas passagens da banda pelo Brasil.

Dando continuidade à turnê pela América Latina, o HAGGARD segue agora para duas apresentações na Colômbia.

Agradecimentos a Costábile Salzano Jr. (The Ultimate Music – Press) pela atenção e credenciamento.

Banda:
Asis Nasseri – vocal, guitarra
Susanne Ehlers – soprano
Giacomo Astorri - baixo
Claudio Quarta - guitarra
Hans Wolf – teclado
Michael Schumm – bateria
Catalina Popa - flauta
Stefana Saban – oboé
Anna Möllers – violino
Johannes Schleiermacher – violoncello
Judith Marschall - violino

Set List:

1. Pestilencia
2. Heavenly Damnation
3. The Final Victory
4. The Observer
5. In a Fullmoon Procession
6. Upon Fallen Autumn Leaves
7. The Days Has Heaven Wept/ Origin Of A Crystal Soul
8. The Sleeping Child
9. Eppur Si Muove
10. In Des Königs Hallen
11. Tales Of Ithiria
12. Lost (Robin’s Song)
13. Herr Mannelig
14. Per Aspera Ad Astra
15. Hino Nacional Brasileiro
16. Al Inizio È La Morte
17. Awaking The Centuries

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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