Punk Metal Allstars: estrelas do thrash, punk e hardcore

Resenha - Punk Metal Allstars (Blackmore Rock Bar, SP, 30/09/2011)

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Por Durr Campos
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

A veterana banda paulistana de thrash metal inovou mais uma vez. O projeto Punk Metal Allstars, iniciativa deles, uniu de forma muito descontraída grandes nomes internacionais do punk, hardcore, crossover, speed, etc. Hoje pode soar clichê falar dessas junções de estilos, mas há alguns anos juntar fãs tão diversos poderia causar uma tragédia de proporções bíblicas. Felizmente os tempos são outros e, pela segunda vez no país, pudemos assistir Schmier (vocalista/baixista do Destruction), East Bay Ray (guitarrista dos Dead Kennedys), Mike Clark (guitarrista do Suicidal Tendencies), dentre outros, num só lugar: no Blackmore Rock Bar, em São Paulo. Uma semana antes estiveram no Rock in Rio, mas o set foi bem mais curto por lá.

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Texto: Durr Campos/ Fotos: Pierre Cortes


A grande noite teve início por volta das 23:30h, quando o pessoal do Fúria Inc. chegou já detonando um repertório pra lá de empolgante. Iniciaram com uma de minhas favoritas do EP “Before The World Ends”, a pesadíssima “Walk Alone”, emendando com as não menos eficientes “Damage” e “Sons of Anarchy”, outro ponto alto da apresentação do quarteto formado por Victor Cutrale (vocal), Bruno Nicolozzi (baixo) e os irmãos Gutavo Romão (guitarra) e Neto Romão (bateria). Uma pausa breve e convidam Felipe Andreoli (Angra/Almah) para tocarem juntos em “Walk”, cover do Pantera. Além de um ótimo baixista, Felipe mostrou-se também um exímio guitarrista solo. Alguns sons próprios após, finalizaram com uma versão cheia de personalidade de “Roots Bloody Roots”, do Sepultura, e a cativante “Screamin’ Inside”. Quem ainda não teve a oportunidade de vê-los em ação não sabe o que perde.


Após o ótimo opening act e algumas pequenas mudanças no palco, os anfitriões surgem visivelmente felizes pela presença e empolgação dos fãs. Marcelo Pompeu, vocalista do Korzus, faz as honras e “Guilty Silence” ecoa dos PAs mais pesada do que nunca! “Truth”, uma das mais festejadas, abre caminho pros hinos “Discipline of Hate” e “What Are You Looking For”, um dos principais temas do cultuado álbum “Ties of Blood” (2004). O domínio de palco do Pompeu é impressionante, algo que apenas os anos de estrada podem trazer. Sempre com seus discursos ácidos anunciou uma nova, “I Am Your God”, que acaba de ganhar um videoclipe. Finalizando a primeira parte do seu set, emendam duas pancadarias certeiras: “Punisher” e “Raise Your Soul”.


Fazendo um pouco de suspense, provocam o público a gritarem pelo nome do primeiro convidado: Schmier. O alemão chegou cheio de vontade, agradeceu a presença dos headbangers e, contando com as batidas precisas de Rodrigo Oliveira e a guitarra bem timbrada do Antônio Araújo, anuncia “Mad Butcher”, clássico de sua banda original. Performance irretocável, colam com outra ótima composição do Destruction: “Nailed to the Cross”, do “Anticrist” (2001). A plateia gritava por outros hinos, em especial “Curse the Gods” e “Invincible Force”, mas não puderam ser atendidos por conta das demandas a seguir.


Mike Clark, lendário guitarrista do não menos importante Suicidal Tendencies, manteve o clima de amizade e descontração. Sempre sorridente, Mike, o pessoal do Korzus e Romero, vocalista da banda Threat – visivelmente vestido como o ídolo ali presente – entoaram o hit “War Inside My Head”, do essencial “Join the Army” (1987). Pena não terem tocado pelo menos mais uma. Particularmente escolheria algo do “How Will I Laugh Tomorrow When I Can't Even Smile Today” ou, lógico, de um dos álbuns mais populares no país, “Lights… Camera… Revolution!”. Enfim, o show precisava continuar e o participante seguinte era bastante aguardado: East Bay Ray. Seu mau-humor se contrapõe à sua pegada e importância no cenário punk mundial. Jamais deixarei de respeitá-lo por conta de um dos discos da minha vida, o perfeito “Fresh Fruit for Rotting Vegetables”, debut lançado em 1980, tendo o próprio East assinando a produção. Poderiam ter tocado a bolachinha na íntegra, mas ficaram apenas no hino “California Über Alles”, a qual provocou um dos mosh-pit mais bacana que já vi.


Por problemas de visto, infelizmente um dos mais aguardados, o vocalista Michale Graves, do Misfits, não esteve na festa. Soubemos apenas na noite anterior, quando o Whiplash! esteve no “meet & greet” promovido pela assessoria de imprensa do Korzus em um pub no centro de São Paulo quando reuniu os músicos, amigos e imprensa. Graves faria um set acústico tocando clássicos de sua ex-banda e algo de sua profícua carreira solo.

O Korzus retorna ao palco, agradece aos convidados e tocam aquela que será eternamente a minha favorita deles: “Agony”, do meu também predileto álbum “Mass Illusion” (1991). Convidam André Curci, guitarrista do Threat, para tocar “Catimba”. Ótimo músico e amigo, como foi apresentado, tendo inclusive segurado as pontas quando o guitarrista original Sílvio Golfetti saiu há alguns anos. “Correria”, “Guerreiros do Metal”, “Never Die” e “Raining Blood”, cover de uma das maiores influências do Korzus, o Slayer, finalizaram este que foi um dos eventos mais interessantes do ano.

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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Europa, onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar Napalm Death, seguido de algo do New Order ou Depeche Mode, daí viajar com Deep Purple, bailar com Journey, dar um tapa na Bay Area e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo.

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