Blind Guardian: grande show, péssima qualidade de som

Resenha - Blind Guardian (Via Funchal, São Paulo, 09/09/2011)

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Por Pedro Zambarda de Araújo
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Até os deuses são mortais, quando a sala de shows não colabora. Blind Guardian foi uma das bandas que me formou quando eu tinha 15 anos de idade. Seu heavy metal melódico, fortemente inspirado nos livros do inglês J. R. R. Tolkien, o escritor de Senhor dos Anéis, fez eu me interessar por música pesada. O grupo fez uma apresentação em São Paulo, no começo deste mês, trazendo seus clássicos, novas canções e novidades.

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O grande problema das apresentações de minhas bandas favoritas é que eu vou assistir com uma expectativa grande. Não, o Blind Guardian não me decepcionou. Frustrante mesmo foi a (falta de) qualidade da casa de shows Via Funchal. Logo na abertura, as caixas de som propagavam um chiado granulado, que embolava as guitarras de André Olbrich e Marcus Siepen.

Depois da decepção dos instrumentais, os equipamentos da casa de shows acabaram com a voz do vocalista cativante Hansi Kürsch. O som começou baixo e misturou os timbres graves de Hansi com o resto da banda. Minha percepção foi no centro da casa de shows Via Funchal. O som parecia muito instável, melhorando só a partir da música Fly.

Mesmo com esses contratempos, foi cativante ver Hansi correndo de um lado até o outro do palco, puxando o público e fazendo seus gestos dramáticos nas faixas, interpretando as canções. A apresentação começou com Sacred Worlds, uma das músicas mais épicas do Blind Guardian e abertura do novo CD, At The Edge of Time. Do novo álbum, Tanelorn foi a outra música tocada, cantada em coro pelo público. O resto do show foi composto por clássicos.

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O que mais chamou atenção foi a quantidade perceptível de músicas do CD Tales from the Twilight World, de 1990. Welcome to Dying, Traveler in Time e Lord of The Rings deixaram o setlist muito mais variado e cativante para os fãs da fase tradicional do grupo. And Then There Was Silence e Wheel of Time mostraram a grande capacidade da banda em executar grandes faixas.

Embora seus agudos não fossem tão notáveis (será que é a idade chegando?), Hansi Kürsch caprichou nos graves e no fôlego para cantar. Para coroar o restante do show, Time Stands Still (At the Iron Hill), Bright Eyes, Valhalla, The Bard's Song e Mirror Mirror mostraram canções que sempre são tocadas pela banda. Já Fly foi a única música que relembrou o CD A Twist in the Myth, de 2006, menos épico e com faixas mais acessíveis.

Para os fãs, só a presença do Blind Guardian em São Paulo foi histórica. Mesmo com esse sentimento, não teve como não reclamar do mau trabalho de som feito pelo Via Funchal. O som que deixou nossos "deuses do metal" mais mortais.

Setlist completo:

1. Sacred Worlds
2. Welcome to Dying
3. Nightfall
4. Fly
5. Time Stands Still (At the Iron Hill)
6. Bright Eyes
7. Traveler In Time
8. Tanelorn (Into the Void)
9. Lord of the Rings
10. Valhalla
11. Majesty
12. And Then There Was Silence

Bis

13. Wheel of Time
14. The Bard's Song - In the Forest
15. Mirror Mirror


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Sobre Pedro Zambarda de Araújo

Nascido em 1989. Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, Pedro foi apresentado ao heavy metal através da banda Blind Guardian, em meados de 2004. Ouve e aprecia outros estilos do rock, como o punk, o indie e vertentes mais variadas. Gosta de assistir e cobrir shows.Toca muito mal guitarra, mas aprecia vários tipos de instrumentos musicais.

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