Blind Guardian: entrando em campo com o jogo ganho no RJ

Resenha - Blind Guardian (Fundição Progresso, Rio de Janeiro, 04/08/2011)

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Por Marcelo Prudente, Fonte: Rock On Stage, Tradução
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Fazer comparações ou pautar um assunto usando de referência outro é quase sempre uma cilada. Pode haver distorções do real sentido daquela comparação e a probabilidade de falar besteira é bem grande. Mas como o bom é cutucar a onça com vara curta, cá estou indo ao encontro das probabilidades e possíveis distorções.

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Assistir um show dos alemães do Blind Guardian é como assistir um jogo amistoso de uma seleção, apenas uma absurda falta de bom senso pode vir colocar todo trabalho por terra. Com a banda alemã a engrenagem é a mesma. É subir no palco, deixar brilhar o talento individual e não cometer a insensatez de estruturar um repertório cansativo... e voilà: um show que agradará todos os fãs.

E foi como esse bom senso que a banda subiu ao palco da Fundição Progresso na noite do último Domingo. Divulgando o já não tão novo, “At the Edge of Time”, a banda mostrou que - para o bem ou mal - ainda é uma referência no, hoje, combalido ‘power metal’ germânico.

Com um atraso de mais de meia hora do horário programado, 21h00, “Sacred Worlds” é a escolhida para começar a ‘ode’ à cavaleiros, guerreiros e às obras de J. R. Tolkien. A canção é o DNA da banda com orquestrações aliada a passagens pesadas e boas harmonias vocais.

Sempre muito gentil com a platéia o vocalista, Hansi Kürsch, dá boas vindas e convida todos a uma viagem ao tempo, no ano de 1990, com a canção “Welcome to Dying”. “Nightfall” dá continuidade ao show com sua melodia certeira e refrão simples, porém, para lá de convidativo, o que não pode ser dito da única representante do álbum “A Twist in the Myth”, “Fly”. A canção não é execrável, mas é fato que a banda tem em sua discografia músicas de maior expressão e apelo. Não custava relembrar os bons momentos como em “Bright Eyes”.

Como é dito na gíria policial: a casa caiu mesmo quando Hansi, sempre comunicativo, apresenta a próxima canção, baseada no livro “O Silmarillion” e que conta a batalha entre rei Fingolfin e o senhor do escuridão Morgoth, “Time Stands Still (At the Iron Hill)”. Por ser uma das canções mais importantes da banda, a recepção foi pra lá de calorosa. “Traveler in Time” ganha suspiros entusiasmados do público, mas é prejudicada por um áudio embolado. A qualidade de som em toda apresentação oscilava em ora alto e nítido e ora uma massa sonora de difícil compreensão.

“Agora é hora de nos acalmarmos um pouco”, diz o vocalista. Ledo engano, Hansi. “Mordred’s Song” nunca foi um momento calmo nas apresentações da banda, muito pelo contrário, a canção sempre foi acompanhada de muita euforia por parte do público. O novo álbum volta representado pela empolgante, “Tanelorn (Into the Void).

Vale ressaltar que o novo disco, “At the Edge of Time”, é bem similar aos trabalhos da banda nos anos 1990. E talvez o melhor desde “Nightfall in Middle-Earth” (1998). Lógico que são épocas diferentes; a banda está, hoje, com outra formação e a experiência conta a favor de um trabalho maduro e bem dosado. Mas é fato que os alemães quiseram rememorar as glórias vividas no passado, trazendo ao novo trabalho canções de maior qualidade e equiparadas ao que a banda já realizou de bem feito. Sem pestanejar, conseguiram com sobras.

Se alguém nunca escutou o som da banda e tiver em dúvida por onde começar, a trinca “Lord of the Rings”, “Valhalla” e “Imaginations from the Other Side” é um ótimo começo. Nessas canções estão contidas todas facetas - ou grande parte delas - que a banda faz questão de impregnar sua obra. A primeira etapa do show foi concluída da forma mais apropriada e em grande estilo com público catando cada verso das músicas citadas.

Na volta ao palco, “Wheel of Time” não consegue agregar muito ao saldo positivo da noite, deixando a responsabilidade de cativar o público nas mãos, ou nos versos, da insubstituível, “The Bard’s Song (In the Forest)”. Nem o fã mais viking da banda conseguiu ficar imune à suavidade e delicadeza da canção, levando alguns desses “inabaláveis guerreiros” às lágrimas.

E se até esse momento do show alguém tivesse colocando em cheque o poderio sonoro da banda, tal dúvida certamente foi desintegrada pela avalanche chamada “Mirror Mirror”. Sem dúvida a canção está na seleta categoria de ser referência. E acredite amigo, são para pouquíssimas canções e bandas essa honraria. E esse seria o final da apresentação dos alemães nas terras cariocas. Mas com os incessantes pedidos do público, só ficou no seria mesmo. “Majesty”, sim, é a cereja que faltava no bolo, na festa e na celebração dos bardos.

Como foi comentado no começo da matéria, o Blind Guardian é o tipo de banda que entra em campo, ou palco, com o jogo ganho. Só uma completa irresponsabilidade e falta de bom senso de seus integrantes para colocar o resultado da partida em risco. Vida longa aos ‘trovadores’ alemães.

Resenha também publicada no Rock On Stage e no Território da Música.

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Sobre Marcelo Prudente

Marcelo Prudente, 28 anos, nascido em Volta Redonda/Rio de Janeiro. É profissional da área de Comunicação, trabalha com Publicidade e Jornalismo. Começou a tomar gosto pela música quando criança por influência dos pais e tio. Louco pela carreira do velho madman, Ozzy Osbourne. Curte também Iron Maiden, Kiss, Rammstein, Rob Zombie, Alice Cooper, etc. E já perdeu a conta dos bons shows que já assistiu e dos ótimos discos que tem. Para mais informação: http://rockonstage.blogspot.com/. Long live to Rock n' Roll.

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