Sonisphere 2011: o festival sob a ótica de uma brasileira
Resenha - Sonisphere UK (Knebworth, 08 a 10/07/2011)
Por Nacho Belgrande
Fonte: Site do LoKaos Rock Show
Postado em 21 de julho de 2011
Por: Stefanie Chasseraux, para o LoKaos Rock Show
Pra falar sobre o ‘Sonisphere Festival’, eu preciso primeiro contar um pouco do que é esse imenso festival que acontece em vários países da Europa e que eu tive o prazer de assistir esse ano no UK. A idéia do festival veio quando Stuart Galbraith trabalhava para a Live Nation, os organizadores do ‘Download Festival’. O plano era realizar uma série de eventos, quase que simultâneos, em alguns países da Europa entre junho e agosto. Mas, o tal evento não aconteceu até que Galbraith deixou a Live Nation para juntar-se à Kilimanjaro Live, empresa que realiza o festival.
O primeiro dos festivais aconteceu durante o verão de 2009 em seis locais, retornando em 2010 com 11 sedes. A ‘Sonisphere Festival‘ tour em 2009 foi composta por seis festivais de um dia em toda a Europa e um sétimo festival na Inglaterra, esse com dois dias. Os locais de 2009 do Sonisphere incluíram Nijmegen, na Holanda, Hockenheimring na Alemanha, Barcelona na Espanha, Hultsfred na Suécia, Pori, na Finlândia e Knebworth, na Inglaterra. E acredite, e ou não, o Metallica foi a banda principal em cada uma das cidades naquele ano.
Já a turnê de 2010 do ‘Sonisphere Festival‘ aconteceu em 11 locais por a Europa entre 16 de junho e 08 de agosto. Os países daquele ano foram Polônia, Suíça, República Tcheca, Bulgária, Grécia, Romênia, Turquia, Espanha, Reino Unido, Suécia e Finlândia. Ao contrário de 2009, não havia apenas um headliner que fizesse todos os shows, tendo naquele ano outros cabeças de elenco, como o Iron Maiden, Rammstein e também Metallica.
E chegamos ao ano de 2011, onde o festival está acontecendo ainda por toda Europa, algumas paradas já rolaram, passando por mais de 10 países, sendo que as etapas do UK, França e Suécia aconteceram no mesmo final de semana. E aqui no UK foi demais!! Três dias de rock, festa, energia, fantasia, bagunça e muita, mas muita música boa. O Sonisphere aconteceu de 08 a 10 de julho em Knebworth, a uns 30 minutos de trem de Londres. Uma boa parte do público já foi no primeiro dia, sexta-feira, e ficou acampada no local do festival, onde a infra-estrutura era de surpreender, claro, tirando toda a lama no dia que choveu.
Uma coisa que eu gostei muito, antes de começar a falar dos shows, foi que na parte onde ficava toda a imprensa tinha acesso a um ônibus/estúdio da Gibson que todos os jornalistas podiam usar para entrevistar os músicos por lá. Tínhamos um espaço reservado com shows, bares, sofás, esquema de primeiro mundo. E também, ao lado desse espaço, conferimos o "ensaio" do Metallica dentro de um caminhão minutos antes da banda partir para o palco. Tá, ok, isso tudo só foi um parêntese...
Os shows de sexta-feira representaram praticamente o que existe de melhor no metal mundial: o "Big Four" – Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax, que vieram pela primeira vez, juntos, para o Reino Unido. O dia foi histórico para a multidão presente, que no final dos shows, acompanhou as quatro bandas tocando juntas no palco, e para nós brasileiros, ainda com a presença de Andreas Kisser no Anthrax.
Os shows de sábado, particularmente, eram o que menos interessavam mesmo tendo bandas como Biffy Clyro, que eu assisti na semana anterior abrindo para o Foo Fighters, Bad Religion e Cavalera Conspiracy que eu respeito muito, mas mesmo assim, foi o dia mais fraco do festival.
Domingo chegou para quebrar tudo, novamente, com Slipknot fechando o festival num show de arrepiar, transmitido ao vivo via internet. E como tem acontecido nos últimos shows da banda, foram feitos 2 minutos de silêncio pela morte do baixista Paul Gray, que morreu ano passado de overdose. Ainda teve Limp Bizkit, Motorhead e mais uma porrada de banda. Na minha opinião, Lemmy é um show a parte.
"Eu promovo festivais de rock há 30 anos e posso dizer, honestamente, que este projeto é aquele que estou mais orgulhoso. Dizer que estamos felizes é um eufemismo, eu nunca sonhei que poderia chegar tão longe em apenas três anos", disse Stuart Galbraith, o boss da "parada".
O que me deixa mais triste, em relação ao Brasil, é que poderíamos fazer um grande e organizado festival da mesma forma como assistimos aqui na Europa e em outras partes do mundo. O Brasil tem público, tem dinheiro, tem espaço, tem tudo e se bobear mais um pouco até, mas não tem compromisso com as pessoas. Imagino que se acontecesse um festival desse porte ai, e não digo o que já rolou tipo SWU, onde nem estrutura para o público havia, a lavagem de dinheiro e o superfaturamento seriam absurdos. Fora o preço dos ingressos no Brasil, que deixa a desejar para o que oferecem. Lembro quando, no passado distante, tínhamos festivais como ‘Hollywood Rock’, ‘Free Jazz’, ‘Monsters of Rock’ e por ai vai, eram bons, fantásticos, mas caros.
Vi aqui na Inglaterra algo organizado, onde as pessoas podem acampar sem serem roubadas, onde existem ônibus organizados para levarem o público ao local dos shows, onde você pode comer e beber com qualidade, onde a coisa funciona. O que será que podíamos fazer pelo Brasil e para o Brasil?
Enquanto isso, pra quem quiser economizar um dinheirinho, os ingressos do ‘Sonisphere Festival’ de 2012, já estão à venda. O festival está agendado para acontecer no Reino Unido nos dias 06 a 08 de julho do próximo ano e com os mesmos preços de 2011.
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