Richie Kotzen: um rostinho bonito com bastante talento
Resenha - Richie Kotzen (Carioca Club, São Paulo, 19/03/2011)
Por Ana Clara Salles Xavier
Postado em 23 de março de 2011
Nem sempre ter um rostinho bonito significa falta de talento. E isso RICHIE KOTZEN provou no seu segundo show aqui em São Paulo, dessa vez com os instrumentos plugados na tomada e com os outros dois integrantes de sua banda.
Richie Kotzen - Mais Novidades
Marcado para as 20:00 do último sábado, 19/03, o show começou sem grandes atrasos e com o Carioca Club já bastante cheio, especialmente na pista e em frente ao palco. Todo mundo queria estar bem perto de um dos guitarristas mais talentosos da atualidade. Com a primeira música do set, "Best of times" se iniciou o show. Sem grandes introduções nem suspense, KOTZEN, o baterista MIKE BENNET e o baixista DANIEL PEARSON apareceram no palco e começaram a tocar. Simples assim.


Alguns guitarristas são apenas... guitarristas. Mas não RICHIE KOTZEN. Além de tocar muito (impressionante vê-lo solando como um louco sem palheta), ainda é dono de uma voz maravilhosa. Posso parecer parcial com essa afirmação, mas não tem o que falar. A voz dele É maravilhosa. Isso ele mostrou em todas as músicas como "Long way from home", "Love divine" e "Fooled again". Fazer o que esse cara faz ao vivo, definitivamente é para poucos.
O público, apesar de estar feliz por ver um cara desses ao vivo não parecia lá muito animado. Foi a partir de "Shine" (cover da ex-banda do guitarrista, MR. BIG) que a recepção ficou mais calorosa. Lógico que todo mundo entoou o refrão e isso se repetiu em praticamente em todas as músicas a partir daí.

Outro momento inesquecível foi em "Stand". Foi lindo ver a galera toda cantando a capela já quando a música tinha acabado. Parecia até um culto. Um culto ao deus do rock n’ roll onde era o pastor. Ele cantou como aqueles negros de corais de igrejas norte-americanas e até esboçou um sorriso nesse momento. Coisa rara de se ver.

Em um show de rock, não adianta só ser um bom guitarrista ou cantor. A cozinha também conta muito para que a apresentação seja perfeita; e KOTZEN sabe disso. Por isso tem músicos tão competentes ao lado dele. Isso, DANIEL PEARSON mostrou na introdução de "Doing what the devil says to do".
Foi só antes de tocar "Paying dues" que KOTZEN conversou com o público. Agradeceu a presença de todos, disse que estava muito feliz de estar lá, desejou paz e amor e anunciou que seria a última música. Se alguém ainda tinha dúvidas sobre a voz do cara, essas foram sanadas nesse momento. Mesmo depois de 12 músicas ele ainda teve fôlego pra cantar no tom original e lógico, sem desafinar uma nota que fosse.


O bis do show contou com "Remember" emendando o final de "Let’s say goodbye" (como aconteceu no show acústico no Blackmore) agradou as meninas apaixonadas. Ouvi muitas delas falando pros amigos: O KOTZEN tocou a minha música, eu não acredito que ele tocou a minha música. E "Go faster" encerrou de vez o segundo show do cara em São Paulo.

KOTZEN pode vir quantas vezes quiser ao Brasil, pois vê-lo ao vivo sempre faz bem para o público.
SET LIST
Best of times
Long way from home
Love divine
Fooled again
Faith
Cold
Shine
High
Stand
You can't save me
Doing what the devil says to do
Peace sign
Paying dues
Remember
Go faster

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Esse disco acabou com minha paixão pelo heavy metal": Sergio Martins revisita clássico
Bono elege o que o heavy metal produz de pior, mas admite; "pode haver exceções"
A música do Iron Maiden que "deveria ter sido extinta", segundo o Heavy Consequence
A pior música do pior disco do Iron Maiden, de acordo com o Heavy Consequence
Por que "Wasted Years" é a pior faixa de "Somewhere in Time", segundo o Heavy Consequence
O disco do Black Sabbath considerado uma "atrocidade" pelo Heavy Consequence
BMTH e Amy Lee - "Era pra dar briga e deu parceria"
Hulk Hogan - O lutador que tentou entrar para o Metallica e para os Rolling Stones
Os 5 melhores álbuns do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
Angra faz postagem em apoio a Dee Snider, vocalista do Twisted Sister
O álbum que é para quem tem capacidade cognitiva de ouvir até o fim, segundo Regis Tadeu
Líder do Arch Enemy já disse que banda com membros de vários países é "pior ideia"
O disco que define o metal, na opinião de Ice-T
A melhor música do Led Zeppelin de todos os tempos, segundo Ozzy Osbourne
Como Steve Harris e Bruce Dickinson, do Iron Maiden, tão diferentes, dão certo juntos
Os dois motivos pelos quais James Hetfield odeia o Guns N' Roses
A cantora a quem Frejat e Cazuza ofereceram "Malandragem" mas recusou por causa da letra


Adrian Smith explica por que não há improviso nos shows do Iron Maiden
Smith/Kotzen confirma show em Curitiba para 2026
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



