Katatonia: Show feito sob medida para agradar os fãs

Resenha - Katatonia (Hangar 110, São Paulo, 27/02/2010)

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Por Ana Clara Salles Xavier
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O Hangar 110 é uma casa de shows de São Paulo que está acostumada a receber bandas como DANCE OF DAYS, NXZERO no início da carreira, EMOPONTO, MATANZA e outras de hard/emo core. Mas no último domingo, dia 27/02 foram os suecos da banda de doom metal KATATONIA que pisaram naquele palco.

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Mesmo com mais um fim de tarde e início de noite chuvoso na cidade, os fãs compareceram em peso no Hangar. Afinal, era a primeira vez que os caras se apresentavam por aqui.

A banda OF THE ARCHANGEL foi responsável por abrir os trabalhos tocando músicas do seu novo álbum. A escolha deles como banda de abertura foi mais do que certeira. Afinal, quem já estava dentro da casa curtiu e aplaudiu. É sempre bom ver bandas brasileiras fazendo um som honesto e de qualidade.

No intervalo entre o show do OF THE ARCHANGEL e do KATATONIA, o Hangar foi ficando cada vez mais cheio e o público cada vez mais agitado enquanto rolava um DVD do MOTORHEAD nos telões. A ansiedade foi aumentando, até que finalmente as cortinas foram abertas e a banda já estava no palco dando boa noite e mandando logo a primeira música do set, "Day and then the shade", do álbum mais recente da banda "Night is the new day". Foi incrível ver tamanha empolgação dos fãs, ainda mais para uma banda que está longe de ser do mainstream como o KATATONIA.

Infelizmente logo na primeira música dava para notar que o microfone de ANDERS NYSTRÖM estava falhando. Foi só depois do fim de "Liberation" que o vocalista JONAS RENKSE pediu desculpas a todos, pois estavam tendo alguns pequenos problemas técnicos. Desculpas essas que foram pedidas mais de uma vez durante o show. Ato falho da casa ou da produção que trouxe a banda para cá, esse tipo de problema deveria ser evitado ao máximo.

Ainda bem que isso não foi o suficiente para prejudicar a apresentação. "My twin" foi muitíssimo bem recebida pelos presentes, que cantava em alto e bom som. A presença de palco dos integrantes do KATATONIA também é algo a se observar. Bangueavam sem parar. Como eles agüentam as dores no pescoço é uma pergunta que fiquei me fazendo depois.

"The longest year" contou com um lindíssimo dueto vocal entre JONAS RENKSE e ANDERS NYSTRÖM - mais uma vez, a prova de que a falha em seu microfone não interferiu no talento dos caras - que deve ter deixado muita gente arrepiada. "Teargas" foi outra música muito ovacionada.

Entre uma música e outra a banda conversaram muito com o público, esticaram a bandeira do Brasil, perguntaram se estávamos nos divertindo e agradeceram inúmeras vezes a nossa presença.

"July" foi a música responsável pelo encerramento da primeira parte do show e "For my demons" abriu o primeiro bis da noite, que contou com "Forsakers" e "Leaders". Mais uma vez ANDERS foi ao microfone agradecer pelo carinho, ressaltar que aquele era o último show na América Latina e pra completar, disse que não imaginava que o KATATONIA teria uma recepção tão calorosa assim aqui no nosso país.

O segundo e último bis foi como uma espécie de volta ao tempo. A banda tocou "Without God" e "Murder" do primeiro e segundo cd's respectivamente. Com o gutural perfeito de JONAS, a banda encerrou uma noite e tanto para os que deram um jeito de sair de casa em meio a muita chuva e presenciaram um show feito sob medida para agradar os fãs. E que a promessa feita em pleno palco seja cumprida: que o KATATONIA não demore a voltar!

SET LIST
Day and Then the Shade
Liberation
My Twin
Onward Into Battle
The Longest Year
Soil's Song
Omerta
Teargas
Saw You Drown
Idle Blood
Ghost of the Sun
Evidence
Criminals
July

Bis 1:
For My Demons
Forsaker
Leaders

Bis 2:
Without God
Murder




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Sobre Ana Clara Salles Xavier

Ana Clara Salles, 24 anos, paulistana. Fã do Guns n' Roses, Black Label Society, Judas Priest, Led Zeppelin e Beatles, no seu acervo musical tem espaço também para bandas dos anos 80 como Sisters of Mercy e Depeche Mode. Afinal, como já disse uma vez Friedrich Nietzsche: "sem música, a vida seria um erro".

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