Twisted Sister: todos falando a língua do Heavy Metal em SP

Resenha - Twisted Sister (Via Funchal, São Paulo, 27/11/2010)

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Por Ana Clara Salles Xavier
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Sabe quando alguém te fala: se a pessoa precisa se encher tanto assim de maquiagem, é para disfarçar a falta de alguma coisa? Pode até ser que isso se encaixe em determinadas situações, mas definitivamente a carapuça não serve para os integrantes do TWISTED SISTER.

Antes de discorrer sobre a atração principal da noite de 27/11, que tal falar um pouco sobre a banda de abertura, o SALÁRIO MÍNIMO? Afinal, os caras fizeram um show de abertura que conseguiu aquecer bem o público que já estava no Via Funchal. Com músicas como “Noite de rock”, “Delírio estelar”, “Anjo” e “Cabeça metal”, a casa de shows entrou no verdadeiro clima do rock n’ roll depois que os brasileiros pisaram no palco. CHINA LEE canta muito e quem resolveu ficar do lado de fora para entrar só quando o TWISTED SISTER começasse, perdeu um baita show. Não é sempre que se vê um público tão receptivo com bandas de abertura.

O intervalo entre um show e outro foi marcado por clipes do MOTORHEAD que passavam nos telões, lembrando da apresentação da banda em abril do ano que vem. Isso só podia significar uma coisa: deixar a platéia ainda mais ensandecida e ansiosa pela entrada do TWISTED SISTER no palco. O simples fato de terem baixado a bandeira que fez parte do cenário, fez todo mundo gritar loucamente.

E foi depois de uma introdução com “It’s a long way to the top” do AC/DC que a banda deu as caras – dessa vez, sem maquiagem – para os paulistanos que gritavam, aplaudiam, assobiavam ou manifestavam qualquer ato de idolatria. “What you don’t know”, “The kids are back” e “Stay hungry” foram suficientes para confirmar aquilo que escrevi no começo da resenha: DEE SNIDER e seus companheiros de banda não precisam de maquiagem, perucas e roupas extravagantes para mostrar algum tipo de talento. Eles já o têm. O vocalista parece um louco com aquele cabelão a lá Elba Ramalho, correndo sem parar em cima do palco, bangueando com tanta fúria que a impressão que se tem é de que a cabeça dele vai se soltar do pescoço em questão de segundos. JAY JAY FRENCH, MARK ANIMAL MENDONZA e EDDIE OJEDA também mostraram muita presença de palco indo para bem perto do público o tempo todo.

DEE SNIDER além de ter uma voz poderosíssima ao vivo, ainda é simpático e conversou o tempo todo com o Via Funchal. Disse que o português dele podia não ser bom, mas que naquela noite todos falavam a mesma língua: a língua do heavy metal. E essa língua foi falada várias vezes em músicas como “You can’t stop rock n’ roll”, “The fire still burns” e lógico em “We’re not gonna take it”. Foi lindo ver todo mundo cantando o refrão mesmo depois que a música tinha acabado e mais lindo ainda ver a banda voltar a tocar “We’re not gonna take it/No, we aint gonna take it/ we’re not gonna take it anymore” mais uma vez.

Em seguida, foi hora de prestar uma homenagem a RONNIE JAMES DIO com “Long live rock n’ roll”. Afinal, mestres como ele devem ser lembrados o tempo todo; e com certeza DIO deve ter ficado orgulhoso em ver que ainda existe salvação para o país do samba.

Depois de “Burn in hell”, AJ PERO mandou ver no solo de bateria com suas baquetas brilhosas e com trechos de músicas conhecidas como “Rock n’ roll” do LED ZEPPELIN, “Painkiller” do JUDAS PRIEST e a própria “We’re not gonna take it”. Em seguida, guitarristas, baixista e vocalista voltam ao palco para mandar ver em “I wanna rock”. Por mais que seja um dos clichês do hard rock, não tem como não se empolgar com ela. DEE SNIDER, só para não perder o costume, quis testar o poder e a empolgação dos brasileiros, fazendo-nos repetir rock várias vezes até ficar convencido de que era aquilo mesmo que nós queríamos.

Essa foi a deixa para os caras saírem do palco, fazendo com que os presentes ficassem mais insanos ainda, querendo, implorando por mais TWISTED SISTER. E eles voltaram, para saciar essa vontade. Depois de “Come out and play”, DEE SNIDER além de apresentar os integrantes da banda, fez questão de ressaltar que eles eram os 5 membros originais da formação. “S.M.F” foi a última música de um show que provou que poucas bandas conseguem sair de trás de suas fantasias sem medo de serem bem-sucedidos.

E respondendo à clássica pergunta what do you want to do with your life? A resposta está na ponta da língua: we wanna rock!

SET LIST – SALÁRIO MÍNIMO
Eu Não Quero Querer Mais
Beijo Fatal
Dama da Noite
Jogos de Guerra
Delírio Estelar
Anjo
Cabeça Metal
Noite de Rock

SET LIST – TWISTED SISTER
What You Don´t Know
The Kids are Back
Stay Hungry
Captain Howdy
Shoot ‘em Down
You Can’t Stop Rock ‘n’ Roll
The Fire Still Burns
We’re Not Gonna Take It
Long Live Rock ‘n’ Roll
I Am (I’m Me)
Under the Blade
The Price
Burn In Hell
Drum Solo
I Wanna Rock
BIS:
Come Out and Play
S.M.F.

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Sobre Ana Clara Salles Xavier

Ana Clara Salles, 24 anos, paulistana. Fã do Guns n' Roses, Black Label Society, Judas Priest, Led Zeppelin e Beatles, no seu acervo musical tem espaço também para bandas dos anos 80 como Sisters of Mercy e Depeche Mode. Afinal, como já disse uma vez Friedrich Nietzsche: "sem música, a vida seria um erro".

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