Scorpions: em Curitiba, atrasos e muitos problemas

Resenha - Scorpions (Expotrade Convention Center, Curitiba, 21/09/2010)

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Por Márcio Alexsandro Pacheco
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A passagem da banda alemã SCORPIONS em Curitiba, terça-feira (21), na Arena do Expotrade Convention Center, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, foi marcada por atrasos, um nível de produção e organização amador e problemas na iluminação e áudio dos instrumentos.

Foto da chamada: Roberta Forster

Marcando sua turnê de despedida, "Get Your Sting and Blackout World Tour 2010" encerra uma carreira de 45 anos e mais de 120 milhões de álbuns vendidos, e divulga seu mais recente trabalho, o elogiado "Sting in the Tail", lançado em março deste ano.

Apesar dos problemas, o quinteto formado pela voz inconfundível do vocalista Klaus Meine, o guitarrista Rudolf Schenker, comandando a segunda guitarra Matthias Jab, no baixo com Pawel Maciwoda e na bateria James Kottak, no entanto fez uma apresentação bastante profissional.

O show sofreu com alguns atrasos, a começar pela abertura dos portões programada para as 18h, mas abrindo depois das 19H30. Marcado para iniciar às 21h30, começou depois das 22h. Mas antes mesmo os problemas já estavam acontecendo, com a mudança do local do espetáculo, inicialmente marcado para a Arena da Baixada, transferido para a Arena do Expotrade, em Pinhais.

De acordo com a produção do show, a mudança foi realizada devido a Comissão de Análises dos Grandes Eventos ter julgado o local inapropriado para a realização de grandes eventos, sem dar satisfações plausíveis. A mudança de local foi anunciada ao público no final de agosto.

A banda subiu no palco para cantar a primeira canção, "Sting in the Tail", e os problemas começaram, agora no palco, com o áudio dos instrumentos e vocais falhando, com apenas o som da bateria funcionando. O público começou a vaiar e reclamar, e no final da música Klaus disse que erros podem acontecer, mas que eles continuariam com o show.

A segunda música, "Make it Real", também apresentou alguns problemas e apenas na terceira as coisas começaram a engrenar, com o som funcionando completamente. Mais ou menos. Isso devido a qualidade do som que não estava ao nível de uma banda do porte de Scorpions, com um som bastante baixo. Infelizmente, a banda não tocou novamente as duas músicas que apresentaram problemas, o que não agradou várias pessoas que se sentiram prejudicadas.

O que ficou claro, é que os responsáveis pela produção do show (em principal a Prime Promoções e Eventos) não possuem competência para shows de grandes proporções como o do SCORPIONS. Para começar, não teve uma banda de abertura e não teve passagem de som dos instrumentos momentos antes do início, o que evitaria os problemas que aconteceram.

Minutos antes do show começar, podia-se ver pessoas ainda arrumando a estrutura do palco, coisa que já devia estar pronta. Claro, problemas internos nos bastidores podem ter ocorrido que não são do conhecimento do público, por isso o "benefício da dúvida" é válido. Mas que a produção do show foi amadora, qualquer que seja o motivo, isso sem dúvida foi.

Outro fato lamentável que ocorreu foram cenas de violência envolvendo os seguranças do show e algumas pessoas ali presentes. De acordo com vários relatos, os seguranças teriam começado a confusão.

No entanto, a apresentação banda foi bastante profissional, e se não fosse pelos problemas técnicos, teria sido uma apresentação perfeita. O show, que durou um pouco mais de uma hora e trinta minutos, contou com alguns clássicos em seu repertório, como "Holiday", "Blackout", "Still Loving You", "Send Me An Angel", "Big City" e a agitada "Rock You Like a Hurricane". Infelizmente um dos seus maiores sucessos, "Wind of Change", ficou de fora da seleção, mesmo com os pedidos incessantes do público no final do show para um segundo bis.

Como toda boa banda de hard rock, e já nos seus calejados anos de estrada, a banda demonstrou muita energia no palco e interação com a plateia, que respondia de imediato aos comandos do vocalista. Coreografias, poses ensaiadas que devem ter rendido excelentes fotos e vídeos dos fãs que registravam o momento, marcaram a presença dos músicos no palco, que tinha um telão ao fundo.

Os guitarristas Schenker e Jab se mostravam bem a vontade no palco, andando por todos os lados, inclusive em uma passarela, ficando mais perto dos fãs - passarela essa frequentemente utilizada pelos músicos, inclusive pelo baterista algumas vezes. Longos e competentes solos de guitarras fizeram a alegria e entreteu um público eclético, composto por jovens e pessoas com mais idade. Até o vocalista, Klaus Meine, arriscou alguns acordes de guitarra durante a música "Coast to Coast".

Os solos inclusive contou com um destaque para uma belíssima atuação do baterista James Kottak, que cheio de firulas e descontração, tirou a camisa diversas vezes e subiu em cima da bateria para mostrar sua tatuagem nas costas, "Rock & Roll Forever". O solo, acompanhado de um irreverente vídeo inspirado nas capas dos álbuns da banda, teve até um brinde de cerveja oferecido pelo baterista, que ao virar o copo acabou mais se molhando do que propriamente bebendo.

Apesar dos problemas iniciais do show, a banda mostrou muita energia, carisma e simpatia em cima dos palcos. Quem assistia ao seu primeiro show do SCORPIONS, provavelmente deve ter curtido o show e guardado boas lembranças de um grande espetáculo de hard rock. Mas para fãs mais exigentes, que já viram outros shows do grupo, pareciam concordar ao dizer que "o show de Curitiba, comparado a outros, deixou a desejar", como disse um grupo de fãs após o show, que acabou um pouco antes da meia-noite. Não pela atuação da banda, mas pela produção do show que decepcionou muita gente.

A última passagem da banda pelo Brasil foi em 2009, e a turnê rendeu o DVD "Amazônia - Live in The Jungle". Os recentes shows também estão sendo registrados, com o intuito de futuramente serem incluídos em um DVD que pretendem lançar para documentar sua atual turnê.

Set List:
Sting in the Tail
Make it Real
Big City Nights
The Zoo
Coast to Coast
Loving You Sunday Morning
The Best is yet to Come
Holiday
Send Me An Angel
Tease Me, Please Me
Dynamite
Blackout
Big City

Bis:
Still Loving You
Rock You Like a Hurricane



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Sobre Márcio Alexsandro Pacheco

Sou jornalista residente na cidade de Curitiba. Adoro filmes, cinema, seriados, desenhos, livros, quadrinhos, videogames e claro, música. Sou grande fã do Hard Rock, em especial da banda Bon Jovi, mas obviamente curto outras bandas e estilos musicais, como Guns N' Roses, Skid Row, Aerosmith, Ramones, Metallica, Nirvana, AC/DC, Ozzy Osbourne, Scorpions, Iron Maiden, Nightwish entre várias outras. Tenho uma namorada linda que também é jornalista. Tento ouvir de tudo um pouco, sem me prender a estilos ou rótulos. Comecei a colaborar com o Whiplash por juntar duas das minhas paixões: a música e o jornalismo. Frase: "What a great f***ing day for rock n' roll!"

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