UFO: noite histórica para os rockeiros de Belo Horizonte

Resenha - UFO (Lapa Multishow, Belo Horizonte, 28/05/2010)

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Por Luiz Figueiredo
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O show do UFO em Belo Horizonte na última sexta-feira (28) foi especial por vários motivos. Dentre eles podemos destacar dois mais importantes: a primeira passagem de uma banda fundada entre os anos 60 e 70 no Brasil e também por aquele dia acontecer o primeiro grande encontro dos rockeiros da cidade após a morte de um ídolo de todos – Ronnie James Dio.

Fotos: Alexandre Cardoso (Show de São Paulo)

A casa que já se tornou, há muitos anos, o ponto principal dos shows de bandas renomadas que vêm a Belo Horizonte, estava lotada. A partir das 22 horas, horário previsto para o início da apresentação, o interior do Lapa ia começando a ficar cheio. Mesmo assim, muita gente ainda estava lá fora nos bares ‘tomando uma’ para curtir o show mais ‘alegre’. Pela primeira vez em 2010, o setor de cima ficou liberado e a barreira que separa fãs e banda estava colada no palco. Fato que evidencia o sucesso da venda de ingressos e deixa um alerta aos produtores para continuar trazendo nomes como UFO, ICED EARTH, GUNS N' ROSES, dentre outros, para a capital mineira.

Dois dos atuais integrantes do UFO estavam na primeira formação do grupo no longínquo ano de 1969. São eles, o frontman Phill Mogg e o baterista Andy Parker. Acompanhados do tecladista e guitarrista Paul Raymond, que trabalhou com a banda pela primeira vez em 1983, do guitarrista Vinnie Moore e também do baixista convidado Rob de Luca, substituto de Pete Way que passa por problemas de saúde.

O UFO pousou no palco a frente dos fãs belo-horizontinos às 22h45min. O show começou a 140km/h com a agitada “Let It Rock”, presente em um dos discos mais importantes da banda, o “Force It”. E o Rock n’ Roll com Phill Mogg no comando continua a balançar o Lapa com “Mother Mary”. A próxima não seria tão clássica, mas a energia já instaurada em todo o público não caiu durante a execução da mais recente e muito boa “When Daylights Goes to Town”, presente no disco You Are Here de 2004.

O show continuou dessa forma, músicas clássicas intercaladas por poucas “novas”. A emocionante “Out In The Street” antecedeu a marcante “This Kids”, seguidas da nova “Hell Driver”. Detalhe interessante sobre esta música só pôde ser percebido após o fim do show, quando um dos fãs pegou com o roadie uma ‘colinha’ que Mogg usou para lembrar parte da letra. Curiosidades a parte… Daí em diante, nada de músicas novas, apenas petardos da década de 70 compuseram o set para deleite do público. De “Cherry”,do disco Obsession (1978), passando por nomes de peso como “Love To Love” e “Too Hot Too Handle” até chegar a “Lights Out” aqueles cinco músicos detonaram os rockeiros que sonhavam em assistir tais músicas ao vivo. Algo que, há alguns meses, nem passava pela cabeça da maioria.

Então, depois de uma aula pesada de Rock n’ Roll, era hora de dar um tempo para respirar um pouco. Não é por menos, a banda tem três veteranos. Paul Raymond com 64, Andy Parker com 58 e Phill Mogg, que canta facilmente, como se estivesse na ‘casa dos 30’, mas já tem seus 62 anos. Pausa só para eles, pois o coro “U.F.O, U.F.O, U.F.O” era gritado em alto e bom som por quem estava aguardando a volta do quinteto ao palco.

Já na primeira música após o encore o UFO levou todos ao ‘Fundo do Poço’. Ao som de “Rock Bottom” (ps: expressão em inglês para Fundo do Poço) a banda pôs fogo no Lapa mais uma vez. Destaque para o solo de quase 15 minutos de Vinnie Moore, durante esta faixa. Moore fez uma excepcional apresentação e era difícil piscar os olhos durante seu solo.

O ‘disco’ já estava pronto para pegar vôo direto para Recife, de onde partiria definitivamente para, talvez, outra galáxia, mas duas palavras, duplicadas, não podiam faltar: “Doctor Doctor” e “Shoot Shoot”. A primeira também gravada pelo IRON MAIDEN em 1995 foi cantada em uníssono por todos, gerando um dos momentos mais marcantes da apresentação. E a segunda para encerrar, assim como no ao vivo “Strangers In The Night”, da maneira mais Rock n’ Roll possível.

Uma noite histórica para os rockeiros de Belo Horizonte. A faixa estendida no espaço superior da casa demonstrava o sentimento dos fãs – esses que vieram em excursões do interior de Minas Gerais e até de outros estados – por uma das bandas mais importantes do gênero e que influenciou muitas outras de vários segmentos, do Rock ao Metal Extremo. Além disso, lembrava a perda de uma voz que não sairá mais das cabeças dos headbangers. “Dio, gentleman do Rock – RIP. Lights Out in BH”.

1. Let It Rock
2. Mother Mary
3. When Daylights Goes to Town
4. Out In The Street
5. This Kids
6. Hell Driver
7. Cherry
8. Only You Can Rock Me
9. Love To Love
10. Aint No Baby
11. Too Hot Too Handle
12. Lights Out

Encore
13. Rock Bottom
14. Doctor Doctor

Encore
15. Shoot Shoot

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