Gamma Ray: dever cumprido em uma apresentação impecável
Resenha - Gamma Ray (Santana Hall, São Paulo, 09/05/2010)
Por Diego Camara
Postado em 11 de maio de 2010
Novamente a chuva e o clima nublado da cidade de São Paulo recepcionaram outro grande artista internacional. O Gamma Ray, banda criada pelo lendário guitarrista Kai Hansen (ex-Helloween), detonou em uma apresentação fantástica que deu gosto de ver. Dois anos depois da última apresentação da banda em terras brasileiras, os alemães voltaram cheios de fôlego, trazendo os grandes clássicos que fizeram a banda mundialmente famosa, os famosos covers do Helloween da era-Hansen e as músicas da divulgação do novo álbum dos alemães, "To The Metal".
O Gamma Ray entrou no palco em torno das 19 horas, apresentado ao som da boa e velha "Welcome". O primeiro a aparecer foi o baterista Dan Zimmerman, que girou as baquetas atrás de sua bateria e encheu os fãs de entusiasmo. Com a entrada do resto da banda eles já encaixam com o clássico "Gardens of the Sinner", onde a platéia cantou junto o tempo inteiro. Diferente do show de abertura do Chimerah, o som estava muito bom, o que ficou ainda mais claro com o solo de guitarra.
A tocada de "New World Order" já mostrava ao público o que eles poderiam esperar durante todo o show, uma banda super empolgada e disposta a dar o melhor de si. A platéia retribuiu o tempo inteiro, em um jogo de empolgação que duraria toda a noite.
Kai se mostrou bastante alegre ao apresentar as músicas de divulgação do novo álbum da banda, "To The Metal". A primeira a ser tocada foi "Empathy", tocada em uma performance minuciosa. Depois veio "Deadlands", onde o público cantou junto o refrão, mostrando conhecer também o novo repertório do Gamma Ray.
Depois da apresentação da ótima "Fight", a única das remanescentes do álbum "Majestic", Kai agradeceu a todos os presentes e dedicou "Mother Angel" a todas as mães do mundo. Na música seguinte, "No Need to Cry", o foco se manteve o tempo inteiro em Kai Hansen, que cantou devagar a introdução em forma de balada, enquanto o público acompanhou com palmas. No meio da música ele apresentou o baixista Dirk Schlächter, que com um violão em mãos cantou um dos trechos finais da música.
O frontman então avisou que era hora de cantar junto, e com a abertura da intro de "Abyss of the Void" do álbum clássico "Land of the Free", se viu um dos momentos mais emocionantes da noite, com a platéia cantando e pulando durante toda a música. A grande performance da música foi logo encaixada com um solo de cair o queixo do baterista Dan Zimmerman, que mostrou todo o controle da bateria e uma técnica extrema que levou o público a loucura.
A próxima música foi "Armageddon", também recebida muito bem pelo público. Além da música ser um pouco longa, Kai Hansen ainda resolveu no meio da música encaixar um longo solo de guitarra, que acabou não empolgando muito o público. Nada que pudesse retirar o ânimo dos fãs, que se empolgaram e cantaram junto com a nova "To The Metal".
Um dos pontos mais altos da noite veio em seguida, com os clássicos "Rebellion in Dreamland" e "Man on a Mission". Os dois clássicos do "Land of the Free" foram interpretados magnificamente pelos alemães, com direito a uma leva de "air guitars" dos fãs durante os solos. Kai Hansen, visivelmente emocionado, repetiu junto com a platéia várias vezes o refrão de "Man on a Mission" antes de deixar o palco.
Poucos minutos depois retornou Kai Hansen ao palco, fumando – parece que não avisaram a ele da nova lei anti fumo da cidade, espero que nenhum fiscal tenha visto – e a platéia pediu por "Ride The Sky", prontamente tocada pela banda. A outra música tocada no bis foi "I Want Out", outro grande clássico da era Hansen no Helloween. A performance impecável das músicas só não foi superior a performance impecável dos fãs, que curtiram ao máximo os momentos finais do show.
A banda ainda retornaria para um segundo bis, quando Kai Hansen conversou um pouco com a platéia falando sobre o final desta perna da turnê e do retorno deles a Alemanha. Então começou um solo de guitarra que aos poucos se transformou na introdução de "Future World", arrancando gritos e chifres da platéia. O vocalista ainda provocou a platéia, perguntando se eles ainda estavam acordados, e como recebeu um sonoro sim como resposta prontamente encaixou "Send me a Sign", que fechou com chave de ouro um show com quase 2:20 horas de duração.
No final os alemães ainda ficaram um bom tempo no palco, jogando palhetas, baquetas e vários outros itens para a platéia. Dan Zimmerman ainda fez questão de torcer sua camisa molhada de suor no meio do palco. No final os quatro sentaram no palco e se curvaram pela última vez antes de deixar o público, em uma sensação de dever cumprido em uma apresentação mais que impecável.
Setlist:
1. Welcome
2. Gardens of the Sinner
3. New World Order
4. Empathy
5. Deadlands
6. Fight
7. Mother Angel
8. No Need to Cry
9. Abyss of the Void
10. Solo de Bateria de Dan Zimmerman
11. Armageddon (com solo de guitarra de Kai Hansen)
12. To The Metal
13. Rebellion in Dreamland
14. Man on a Mission
Bis 1:
15. Ride The Sky
16. I Want Out
Bis 2:
17. Future World
18. Send me a Sign
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