Manowar: frustração após 12 anos de espera pelo show

Resenha - Manowar (Credicard Hall, São Paulo, 07/05/2010)

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Por Bruno B. Martim
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Talvez nem o mais célebre dos produtores e organizadores de grandes eventos imaginem, mas é muito complicado avistar, lá de trás, bem longe, o show de uma banda que não se apresenta em terras tupiniquins há 12 anos. As vaias, atraso de meia hora ao subir ao palco e camisetas rasgadas por fãs inconformados após o ‘morno’ repertório do Manowar em São Paulo, anteontem, encontram eco nesta ‘falta de visibilidade’. Nada ajudou. Até mesmo o telão da casa onde o grupo se apresentou apresentava falhas; uma hora ligava, outra não. Uma pena.

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Logo na chegada, e também durante o show da local Kings of Steel, cover do Manowar que destilou alguns clássicos do gênero e composições próprias, antes da subida dos verdadeiros Kings, fãs encabeçavam gritos alusivos ao grupo e bradavam camisetas, bonés ou qualquer outro objeto relacionado. No término do show, um dos seguidores dos auto intitulados, Kings Of Metal, sucumbiu e além de proferir palavras ásperas ao líder do grupo, Joey DeMaio, rasgou a camiseta da banda. “Uma falta de respeito”, disseram alguns.

O setlist do Manowar trouxe composições mais recentes, só foram executadas músicas dos álbuns “Warriors of the World” (2002) e Gods Of War (2007), além dos Eps, “King of Kings” (2005) e Thunder in the Sky (2009)”. O que indignou e irritou profundamente a maior parte do público. Mas e daí, a apresentação não foi perfeita? Sim, as garotas nuas no palco, o peso do heavy metal e a distorção de guitarra e baixo estavam lá; mas o show deixou a desejar.

Com uma exibição tímida de Donnie Hamzik, que assumiu as baquetas no lugar de Scott Columbus, o baterista do primeiro disco do grupo pouco fez. DeMaio, Karl Logan e Eric Adams foram os mesmos. Muito bem, só esqueceram os longos solos instrumentais e deixaram de lado, “o que realmente compensaria” para a maior parte dos presentes, os clássicos do grupo. Frustrante.

Após uma espera de mais de uma década para quem esteve na última turnê dos “Brothers Of Metal”, a falta de velhas músicas se fez presente e incomodou. Pode parecer tolo criticar, mas é irrevogável. O repertório comprometeu e mesmo o show. Até mesmo o som, rechaçando o índice que consta no Guiness Book (o Livro dos Records) de que a banda é a mais alta do mundo, não foi dos melhores.

Diante a tudo, um show que era muito aguardado e acabou frustrando grande parte de fãs que acompanharam a exibição. Se você é um desses que admira o Manowar, talvez não deixe de amá-los por isso, mas se não é, tenha certeza, não está perdendo nada.

SETLIST:
Hand of Doom
Call to Arms
Swords in the Wind
Solo Karl
Let The Gods Decide
Die For Metal
The Sons of Odin
Sleipnir
Screams of Death
Solo do Joey
God or Man
Loki
Thunder In The Sky
Warriors of the World
House of Death
King of Kings
Army of the Dead

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