Heaven & Hell: Show histórico e noite de reverência no Rio

Resenha - Heaven & Hell (Citibank Hall, Rio de Janeiro, 17/05/2009)

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Por Rodrigo Simas, Fonte: Heaven and Hell Live
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A noite prometia. O retorno da segunda formação clássica do Black Sabbath ao Rio de Janeiro, para divulgação do recém lançado “The Devil You Know”, era motivo de comemoração. Não à toa, a grande maioria das 6.000 pessoas que encheram o Citibank Hall sabia que aquele seria um espetáculo para guardar na memória, um show histórico e, sobretudo, uma forma de reverenciar alguns dos criadores do estilo de música que tanto amamos, o Heavy Metal.

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Chame como quiser, Heaven and Hell ou Black Sabbath, a verdade é que a última vez que esta mesma formação (Ronnie James Dio, voz / Tony Iommi, guitarra / Geezer Butler, baixo / Vinny Apice, bateria) havia tocado na capital carioca foi em junho de 1992, há 17 anos atrás, em plena turnê do excelente “Dehuminazer”. O clima era de ansiedade, o público variava entre adolescentes que teriam o prazer de ver alguns dos maiores ícones do gênero pela primeira vez e marmanjos com mais de 40 anos, que estavam ali para recordar e ouvir alguns dos clássicos que possuem um lugar especial na coleção de todos os aficionados pela música pesada.

Na pista, dividida pela concorrida área VIP (uma nova forma dos produtores de ganhar dinheiro, que acaba prejudicando muitos fãs que não têm dinheiro suficiente para pagar um ingresso caríssimo) a euforia tomou conta quando, com 30 minutos de atraso que não chegaram a incomodar, a introdução “E5150” explodiu nos PAs. Tony e Geezer se posicionaram em seus lugares de direito e os primeiros acordes de “Mob Rules” já foram sufucientes para levar ao delírio os fãs que não acreditavam no que assistiam.

Dio entrou correndo e já no primeiro minuto de música mostrou que ainda continua em plena forma, com uma presença de palco assustadora e o gogó intacto. E como canta o sujeito: além de ter uma das mais belas vozes da história, sua performance teatral faz sua interpretação ser ainda mais emocionante. Prova disso é “Children Of The Sea”, tocada em seguida, onde o baixinho definitivamente prova que tamanho não é documento. A poderosa “I”, do já citado “Dehumanizer”, mantém o ânimo dos presentes, que receberam de braços abertos a magnífica “Bible Black”, ainda não conhecida por todos, mas que não faz feio dentro do repertório de clássicos.

O som, que variava bastante dependendo da localização na casa, não estava ruim, e mesmo que mais perto do palco a voz fosse um pouco encoberta pelos outros instrumentos, a guitarra de Tony Iommi estava impecável: um belo timbre, alta e extremamente pesada. Depois de “Time Machine” um solo dispensável de bateria de Vinny Apice (com um pequeno sample de “Garota de Ipanema”), que mesmo funcionando nas músicas mais arrastadas, não está no mesmo nível dos outros integrantes e peca em diversos momentos durante a apresentação. “Fear”, outra nova, também foi bem recebida e abriu caminho para um dos maiores hinos da fase “Mob Rules”, “Falling Off The Edge Of The World”, e “Follow The Tears” , a terceira e última música do ótimo “The Devil You Know” tocada na noite.

Era hora do solo de guitarra e Tony Iommi se mostrou bem humorado, parecendo estar feliz de tocar para uma platéia tão entusiasmada. Depois de muitos aplausos, a banda voltou com uma das mais esperadas, “Die Young”, e emendaram com o clássico absoluto “Heaven And Hell”, em uma versão de mais de 15 minutos de duração. Nem foi necessário Dio pedir: todos cantaram a melodia do famoso riff em uníssono até o final da canção.

Ovacionados, os 4 músicos deixaram o palco e ainda voltaram para o curto - mas necessário - bis, com um pequeno trecho de “Country Girl” e “Neon Knights” na íntegra, fechando com chave de ouro uma apresentação primorosa. Faltaram músicas? Com certeza. O show podia ser mais longo? Absolutamente, já que com pouco menos de 1h30 as luzes já estavam acesas. Algum desses pequenos problemas atrapalhou a noite? Com certeza não. Se no palco era visível a satisfação do grupo, na platéia só se viam sorrisos, já que quem estava lá sabia que, antes de mais nada, era uma honra presenciar um espetáculo como esse.

Set List:
E5150
The Mob Rules
Children Of The Sea
I
Bible Black
Time Machine
Fear
Falling Off The Edge Of The World
Follow The Tears
Die Young
Heaven And Hell

Bis:
Country Girl
Neon Knights

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Sobre Rodrigo Simas

Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua…

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