Motorhead: "Nós somos como pesadelo... sempre voltamos..."

Resenha - Motorhead (Via Funchal, São Paulo, 18/04/2009)

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Por Karina Detrigiachi
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E quem disse que pessoas de mais idade não gostam de barulho? Pois Lemmy Kilmister, no auge de seus 63 anos, muito bem vividos, simplesmente lidera a banda mais barulhenta do mundo e, quem esteve na apresentação que o Motorhead realizou em São Paulo no último sábado, não possui dúvidas sobre esta afirmação.

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Mesmo se tratando da sétima apresentação dos ingleses no Brasil, a fila que aguardava para entrar na Via Funchal e conferir o lendário trio era imensa.

A entrada do público, como de costume, estava marcada para as 20h, e o show para iniciar às 22h, mas havia muitas pessoas comentando que a banda se atrasaria devido a problemas com a liberação dos instrumentos.

As portas da casa se abriram com uma hora de atraso, porém o BARANGA, que foi escolhida como banda de abertura, entrou no palco pontualmente às 22h. O quarteto paulistano que bebe na fonte de bandas como AC/DC, STATUS QUO e o próprio MOTORHEAD, apresentou um rock rasgado e muito bem trabalhado. E, mesmo não sendo muito conhecidos pelo público presente, conseguiram agradar não só pelas músicas cheias de energia como “O Céu é o Hell”, “Pirata do Tietê”, “Garota do Rock” e “Whiskey do Diabo”, mas também pela presença de palco e animação da banda, principalmente o guitarrista Deca, que não parou um minuto sequer, e não escondia sua empolgação

Após cerca de 40 minutos de um hard rock muito bem executado o BARANGA se despede, e após quase uma hora de espera, finalmente o MOTORHEAD entra no palco.

Como já era esperado, a banda iniciou muito bem com “Iron Fist” logo seguida pela rápida e contagiante "Stay Clean". O líder Lemmy Kilmister, mesmo aos 63 anos de idade, 34 anos de carreira e uma vida cheia de excessos, mostrou muita energia e vitalidade com sua voz perfeitamente grave, para alegria de todos os presentes.

Em um certo ponto da apresentação, Lemmy anunciou “Over The Top” porém a música não iniciou, e, com uma cara de quem não estava entendendo nada, o vocalista olhou para trás e o baterista Mikkey Dee simplesmente não estava lá. Ele então, ainda sem entender o que estava acontecendo, desculpou- se dizendo que aquele dia estava sendo “um desastre após o outro” e junto ao guitarrista Phil Campbell, foi para trás do palco, e após uns 2 minutos a banda já estava reunida novamente, pronta para continuar.

O setlist alternou entre clássicos como "Ace of Spades" e algumas mais atuais como “Rock Out” presente no álbum “Motorizer” lançado em 2008, além da homenagem ao país que tanto adoram, “Going to Brazil”.

Muitos gritavam por “Orgasmatron”, mas, não houve jeito, ela realmente não estava presente no setlist, assim como as também aguardadas “We Are The Roadie Crew” e “The Chase is Better Than The Catch”.

Na metade do show, foi possível perceber que o público havia “esfriado” um pouco, mas bastou a destruidora “In The Name Of Tragedy” juntamente com a incrível performance de Mikkey Dee para devolver a empolgação ao público.

Após quase 1h40 de show a banda despediu-se ao som do clássico “Overkill”. Muitos que já tiveram a oportunidade de conferir a banda anteriormente diziam que o trio já havia feito melhor, mas mesmo assim os quase 7 mil fãs prsentes saíram felizes, satisfeitos e prontos para outra.

E para aqueles que não puderam conferir o show desta vez, com certeza haverá outras oportunidades pois, como disse Mikkey Dee sobre as visitas ao Brasil: "Nós somos como pesadelo... sempre voltamos... vocês podem até não querer, mas nós sempre voltamos!"

Setlist:
Iron Fist
Stay Clean
Be My Baby
Rock Out
Metropolis
Another Perfect Day
Over The Top
One Night Stand
You Better Run
I Got Mine
(Solo Phil Campbell)
The Thousand Names of God
In The Name Of Tragedy (Solo Mikkey Dee)
Just 'Cos You Got The Power
Going To Brazil
Killed By Death
Bomber
(Bis)
Whorehouse Blues
Ace Of Spades
Overkill

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Sobre Karina Detrigiachi

Designer, nascida na cidade de São Paulo, Kari como é mais conhecida, cresceu ouvindo Deep Purple, Led Zeppelin, Skid Row e Alice Cooper. É apaixonada por todas as vertentes do Metal, porém ouve de tudo um pouco sem se prender a rótulos.

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